Projeto em que professores têm atendimento emocional está de volta

O Quero na Escola e a Fundação SM relançam nesta quinta-feira o projeto Apoio Emocional que busca profissionais de saúde mental para atendimento gratuito a educadores de escolas públicas em todo Brasil. No ano 2 da epidemia de Covid-19 no Brasil, as professoras e professores seguem enfrentando incertezas, improvisos, medos e um número crescente de lutos.  

Para ajudá-los a lidar com suas angústias e orientá-los na acolhida aos estudantes, o projeto Apoio Emocional oferece aos professores as opções de escuta individual, rodas de conversa entre colegas ou com seus alunos e formação sobre como lidar com determinados problemas psicológicos. Todos os atendimentos serão virtuais, organizados pela equipe do Quero na Escola e com uso das plataformas que os profissionais voluntários e professores preferirem. 

A primeira edição atendeu 2 mil professores em 2020. Veja no vídeo abaixo depoimento de uma professora atendida e de uma psicóloga voluntária.

Nesta segunda edição o foco será nos traumas causados pelo prolongamento da pandemia e em como lidar com os próprios lutos e os dos estudantes. 

“Temos muito orgulho em apoiar um projeto que se mostrou tão necessário no ano passado, mobilizando tantos psicólogos e terapeutas, atingindo a tantos professores. Este ano, com o desafio de reabertura presencial das escolas em plena pandemia, acreditamos que a escuta de suas angústias e o acolhimento são fundamentais para dar o suporte emocional que os educadores necessitam”, afirma Mariana Franco, gerente da Fundação SM.

Para se cadastrar, tanto os educadores como os voluntários devem acessar queronaescola.com.br/apoioemocional

Reconhecimento: Profissionais voluntários que atuaram no Apoio Emocional

O Quero na Escola reconhece os profissionais que participaram do Quero na Escola Apoio Emocional e atenderam a professoras e professores da rede pública em suas angústias nestes tempos de pandemia. O projeto, realizado em parceria com a Fundação SM, contou com 148 voluntários da área de saúde emocional que realizaram um verdadeiro mutirão pela saúde mental dos educadores que nos procuraram.

Psicólogos e psicoterapeutas atenderam semanalmente de forma individual, gratuita e virtual 262 educadores, que pediram uma atenção para si. Alguns fizeram apenas algumas conversas, outros mantiveram acompanhamento semanal por meses e há dezenas que seguem se encontrando sem data para acabar.

Além disso, outros 1.740 professores participaram de 81 encontros coletivos de desabafo, fortalecimento e formação para lidar com aspectos emocionais com voluntários especialistas.

Agradecemos a cada um, especialmente a psicóloga Deise Ruiz, parceira do Quero na Escola que ajudou desde a formatação do projeto e ao psicólogo e professor Reinaldo, que supervisionou mais de 50 atendimentos individuais em forma de estágio.

Esta é uma lista para dar visibilidade a profissionais que, na crise, demonstraram humanidade e especial preocupação pela educação pública. Os nomes estão em ordem alfabética:

Adriana Da Silva Soeiro – Psicóloga

Adriana Milhm – Psicóloga

Agda Inês Caximiliano Mattoso – Psicóloga

Aida Luiza Machado Martinez – Analista Postural e de Inteligência Emocional

Alessandra Uema – Psicóloga

Alessandra Viana Pina – Psicóloga

Alexandre Luis Floriano – Psicólogo

Aline Alencar – Psicóloga

Altamira Simões dos Santos de Sousa – Psicóloga

Ana Elisa Soares Campos – Psicóloga

Ana Luísa Miranda – Psicóloga

Ana Paula da Silva Brito – Psicóloga

Ana Paula Magalhães – Psicóloga

Andrea Figueredo Fernandes – Psicóloga

Andrea Santos Lima – Psicóloga

Aurea de Oliveira – Psicóloga

Axel Gregoris De Lima – Psicopedagogo/Terapeuta Familiar

Barbara de Araujo Fornarolo Pavanelli – Psicóloga

Barbara de Freitas Monteiro – Psicóloga

Bárbara Silva de Oliveira Maciel – Psicóloga

Bianca Ventura – Psicóloga

Beleza Shihying Woo – Psicóloga

Benedita Sabino – Psicóloga

Bruno Jardim Lopes – Psicólogo

Camila Melo – Psicóloga

Carla Andréia Storck – Psicóloga

Carla Carlos Zampieri – Psicóloga

Carla Nóbrega Feitosa – Psicóloga

Carla Patrícia Santos Brandão – Escritora, palestrante motivacional

Carlos Lerner Battagliese – Psicólogo

Carolina Antunes Lobato – Psicóloga

Carolina Calmon Ramalho – Psicóloga

Caroline Stephanie Rigon – Psicóloga

Celina Lamb – Psicóloga

Creyde Borges – Psicóloga

Daniele Pioli dos Santos – Psicóloga

Deise Palermo Puertas Ruiz – Psicóloga

Denise Macedo Ziliotto – Psicóloga

Edijane Gonçalves – Mestranda em Psicologia da educação e graduada em Filosofia

Elaine Cristina Lopes Ferreira – Psicóloga

Elias Barboza de Melo – Psicóloga

Eloísa Marilac da Costa Dias – Psicóloga

Etiene Oliveira Silva de Macedo – Psicóloga

Euda Rocha – Psicóloga

Fabiana Rocha da Silva – Psicóloga

Farla Fabiana Moraes – Psicóloga

Fernanda Ferreira da Fonseca – Graduanda em Psicologia

Fernando Baptista – Especialista em Terapia Familiar pela Unifesp

Francisco Renaldo Costa – Consultor Educacional em Inteligência Emocional

Gabriela Dias Martins de Souza – Psicóloga

Gabriela Imperatore Oltramari – Psicóloga

Gabriela Ramos de Sousa – Psicóloga

Giliane Aparecida Schmitz – Psicóloga

Gisele Silvani Reami – Psicóloga

Gleice Daiana Sousa Rosa – Psicóloga

Graciela Taipina – Psicóloga

Guilherme Ojima – Psicólogo

Guto Mardegan – Psicólogo

Helena Terlizzi Silvestrin – Psicóloga

Ingrid Tavares da Silva – Psicóloga

Íris Luciana Silva da Silva – Psicóloga

Janete Martins Krueger – Psicóloga

Jaqueline Aparecida Santana – Assistente social

Jhonny de Lima Alves – Psicólogo

João Paulo Sampaio – Psicólogo

Joelma Correia dos Santos – Psicóloga

Juliana Ferrari – Mestre em psicologia escolar e do desenvolvimento humano

Juliana Ribeiro Martins – Psicóloga

Kamila da Rocha Silva – Psicóloga

Karina Miquelini – Psicóloga

Karol Kélvio da Silva – Psicólogo

Karla Lima Bezerra – Psicóloga

Kátia Coelho Galindo – Psicóloga

Katiana Silva Flor – Psicóloga

Kellen Costa dos Santos Risso – Psicóloga

Kely Cristina Sales Felício – Psicóloga

Lais Vieira Girard Mendonça de Oliveira – Psicóloga

Larissa da Silva Duarte – Psicóloga

Larissa Dalenogare Vaz – Psicóloga

Laura Albuquerque Azevedo – Psicóloga

Lia Fernanda Sorrilha Gonsales – Psicóloga

Ligia Carvalhedo – Psicóloga

Lilian Alves – Psicóloga

Lilian da Silva Abreu – Psicóloga

Lilian Landim Syrio – Psicóloga

Livia Alves Ferreira – Psicóloga

Livia Natal Almeida – Trabalha com grupos terapêuticos, família e casal. Também realiza terapia individual.

Lorena Porto Amador – Graduanda em Psicologia

Lorrane Moreira Cardoso – Psicóloga

Lucas de Mello Affonso Negretti – Psicólogo

Lucimar Delaroli Bezerra – Palestrante, desenvolvedora de lideranças

Luísa Fochesato Dall Agnol – Psicóloga

Luiza Girolamo Canato – Psicóloga

Luzia Almeida – Psicóloga

Mara Vilhena Linhares – Certificada em Desenvolvimento Humano com Psicologia Positiva

Marcia Cristina Nunes – Psicóloga

Marcia Dilburt Vaisbih – Psicóloga

Marcos Fernando Palmeira – Psicólogo

Maria Alice de Paula Santos – Terapeuta quântica multidimensional integrativa

Maria da Graça de Medeiros – Psicóloga

Maria de Fátima Pinfildi Gomes – Psicóloga

Maria Luiza da Silva Oliveira – Psicóloga

Maria Raquel Dias Hinrichsen – Psicóloga

Maria Teresa Garcia – Psicóloga

Mariana Simoneti da Silva Ferraz – Psicóloga

Marisa Markunas – Psicóloga

Marlene Luz – Psicóloga

Mirian Ribeiro da Silva Valentim – Psicóloga

Monica Massagli Santana – Graduanda em Psicologia

Monica Teresa Hildebrandt Pujol – Psicóloga

Natany Keylle de Carvalho Câmara – Graduanda em Psicologia

Nathállya Rodrigues Mendes Pessoa – Psicóloga

Neíse Gonçalves de Magalhães Leite – Nutricionista sanitarista e mestre em Psicologia

Nira Kaufman – Psicóloga

Patrícia Rodrigues Ruiz – Psicóloga

Paula Ferreira de Gouvêa Tobias – Psicóloga

Paula Martuchelli Siqueira de Azevedo – Psicóloga

Pedro Henrique Soares Cecchini – Psicólogo

Pricila Gunutzmann – Psicóloga

Raissa Viviani – Psicóloga

Raphaela Fernandes da Silva – Psicóloga

Regina Maria Martins Del Coco – Psicóloga

Renata Bombine Pimentel – Psicóloga

Renata Borges Crispim Andrada – Psicóloga

Renata Nunes Ferraz – Psicóloga

Renata Santos Gomes da Silva – Psicóloga

Reynaldo Thiago da Silva Rocha – Psicólogo

Robert Santos do Carmo – Psicólogo

Rosana Ângelo – Psicóloga

Rosângela Lizardo – Psicóloga

Rosimery do Amaral Soares Fontananella – Psicóloga

Rozianne Melville Messa – Psicóloga

Sandra Magali Junqueira – Psicóloga

Sandra Regina Borges Braga de Maria – Especialista em Desenvolvimento Humano e Psicologia Positiva

Sandra Regina Santos – Psicóloga

Sandra Sulva – Mestre em Psicologia da Educação e especialista em Psicologia Positiva e inteligência emocional

Solange Ribeiro Aroeira – Psicóloga

Sueli Oliveira – Psicóloga

Suiane de Jesus Vieira – Psicóloga

Tânia veiga Hjertquist – Psicóloga

Tereza Vitória do Prado Albino – Psicóloga

Thalita Trajano da Fonsêca Santos – Psicóloga

Thamires Andrade Reiss – Psicóloga

Vitória Santos Arenhart – Psicóloga

Viviane de Araujo Almeida – Psicóloga

Vivian Marques – Psicanalista

Welber Barros – Psicólogo

Professoras e psicólogas falam de Apoio Emocional

O Dia dos Professores, como boa parte de 2020, foi comemorado em meio a incertezas. Para apoiar os educadores, o Quero na Escola mais uma vez buscou reconhecer os esforços e desafios do momento com duas conversas virtuais que fizeram parte do projeto Apoio Emocional, parceria com a Fundação SM que levou profissionais de saúde mental a atender voluntariamente a professores de escolas públicas.

Os dois encontros foram protagonizados por professoras e psicólogas que participaram do projeto e estão disponíveis no Youtube do Quero na Escola.

No dia 13, a diretora da Fundação SM, Pilar Lacerda, mediu uma conversa entre a professora de educação infantil da rede municipal de São Paulo, Gabriela Santos, e a psicóloga Lia Gonzales. O tema inicial era “Como lidar com controles e descontroles?”, mas o relato da professora, que trabalha em duas escolas, tem dois filhos e lutou para manter a privacidade durante a quarentena, conquistou os colegas. Muitos comentaram que se sentiram validados e gratos pelo desabafo representativo.

No dia 15, o tema era “Como buscar o vínculo em situações adversas?” A cocriadora do Quero na Escola, Cinthia Rodrigues, mediou o encontro entre a professora de Filosofia e de Projeto de Vida, Márcia Seraphim e a psicóloga, Raíssa Viaviani. A educadora contou como as aulas virtuais a amedrontaram e como o apoio psicológico a ajudou a tomar coragem de enfrentar a novidade.

As duas psicólogas deram dicas de como manter a saúde mental e ao mesmo tempo alcançar os estudantes. Assim como o projeto Apoio Emocional, o Webinário busca dar visibilidade a angústias específicas dos educadores durante a pandemia.

 

 

Apoio Emocional terá webinário na semana dos professores

Evento ocorrerá nos dias 13 e 15 de outubro e trará professoras e profissionais de saúde mental para falar das angústias dos educadores neste período

Desde julho, o Quero na Escola e a Fundação SM promovem o Apoio Emocional, projeto que conecta profissionais voluntários de saúde emocional a educadores. Neste último mês, além dos atendimento, vamos realizar duas rodas de conversa com participantes para falar de questões comuns como falta de controle, invisibilidade, frustrações e dificuldades em manter o vínculo.

Serão dois encontros sempre com professoras que receberam apoio e profissionais que fizeram as escutas e conheceram as aflições dos educadores durante a pandemia.

Webinário dia 13

O primeiro ocorrerá no dia 13, às 17h, e terá como tema “Como lidar com controles e descontroles?”. Participarão a professora Gabriela Santos e a psicóloga Lia Gonsales com mediação da diretora da Fundação SM,  Pilar Lacerda.

No segundo encontro, no dia 15 de outubro, também às 17h, as participantes são a professora Marcia Seraphim e a psicóloga Raíssa Viviani com o tema “Como buscar o vínculo em situações adversas?”. A mediação será da cocriadora do Quero na Escola, Cinthia Rodrigues.

Webinário dia 15

A transmissão ocorre tanto pelo Facebook quanto pelo Youtube do Quero na Escola. Siga estes canais para receber o aviso de início do evento e reserve a data para conversarmos sobre Apoio Emocional.

Paralelamente, os encontros entre psicólogos e professores continuam sendo agendados individualmente e em pequenos grupos com seus colegas de escola ou roda de alunos. Profissionais de saúde mental interessados em ajudar têm até 15 de outubro, dia dos professores, para realizar a inscrição como voluntários (acesse).

Mais de mil atendimentos foram realizados em três meses de projeto, 200 deles individualmente e o restante em rodas de conversa com os alunos ou em formação coletiva de professores.

Entenda como funciona o Apoio Emocional

O projeto Apoio Emocional foi criado como forma de reconhecer que os professores estão especialmente afetados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19): eles se sentem responsáveis por seus estudantes e limitados em sua atuação. O Quero na Escola e a Fundação SM conectam profissionais de saúde emocional para ajudar professores inscritos. Entenda:

Como funciona o projeto Apoio Emocional?
No site do Apoio Emocional (queronaescola.com.br/apoioemocional) os professores interessados clicam em “quero ajuda” e preenchem um formulário indicando que tipo de ajuda querem. No mesmo site, os profissionais da saúde emocional clicam em “posso ajudar” e respondem sobre a disponibilidade. A equipe do Quero na Escola fará as conexões.

Quais professores podem se inscrever?
Professores de todo o Brasil de escolas públicas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio), incluindo os que estiverem em cargos de gestão da escola.

É totalmente gratuito?
Sim

Quais profissionais de saúde emocional podem se inscrever para ajudar?
A maior demanda é por psicólogos e psicoterapeutas voluntários. Outros profissionais que trabalham com emoções (como arteducadores, por exemplo) ou pessoas que querem ajudar de outra forma podem se inscrever em “quero ajudar de outra forma”. Se houver demandas específicas, vamos fazer a conexão.

Os profissionais atuarão como voluntários?
Sim, o Quero na Escola trabalha com voluntários. Nesta ação específica, buscamos especialistas que se sensibilizam com a carga emocional que os professores estão carregando durante a pandemia.

Como vai ser a atuação do Quero na Escola?
A equipe do Quero na Escola vai conferir as inscrições tanto de professores quanto de profissionais da saúde emocional, entrando em contato com cada um. A partir das opções e observações do formulário, vamos conectar professores e voluntários inscritos. Muitas vezes, vamos precisar fazer perguntas adicionais para que a conexão seja pertinente.

Os encontros serão online? Em qual plataforma?
Sim, os encontros serão online em plataformas já utilizadas pelos usuários, como WhatsApp, Google Meet, Zoom ou qualquer outra que seja preferência de professores e voluntários.

Quantos encontros vão ocorrer?
A equipe do Quero na Escola vai agendar o primeiro encontro entre professor e profissional voluntário, já levando em conta que em alguns casos serão vários encontros e, em outros, apenas um. Depois desta primeira conversa, voluntário e educador poderão combinar os próximos encontros.

Em que horário serão os encontros?
Os horários serão agendados a partir das possibilidades dos dois lados. Quem quiser pode colocar períodos de preferência no campo “observações” do formulário, mas sempre entraremos em contato para fazer ajustes.

Todos os inscritos serão atendidos?
Não sabemos. É possível que não, se houver um número de solicitações maior do que o total de tempo disponível dos voluntários. Faremos as conexões pela ordem de chegada das inscrições. Por isso, se você conhece profissionais ou grupos dispostos a ajudar, faça o convite. Sensibilizar a sociedade para reconhecer o papel dos professores nesta pandemia é um dos objetivos do Apoio Emocional.

Alguém do Quero na Escola vai acompanhar o encontro?
Geralmente, não. A pessoa que está recebendo ajuda emocional muito possivelmente vai falar de assuntos sensíveis e será ouvida apenas pelo profissional da área que a ajudará a lidar com as emoções. Nos casos em que a atividade for para o professor com seus alunos ou para um grupo de professores, eventualmente alguém do Quero na Escola pode acompanhar para registros se todos estiverem à vontade.

Profissionais ajudarão professores com angústias da pandemia

Sentindo-se responsáveis por crianças e adolescentes e sem conseguir alcançar a todos à distância, os professores precisam de ajuda para lidar e ensinar a lidar com emoções. O Quero na Escola e a Fundação SM lançam hoje o Apoio Emocional: projeto que conectará psicólogos e outros profissionais a educadores que queiram ajuda para si ou seus estudantes.

A fragilidade emocional é apontada como a principal demanda na educação neste momento. Para evitar o contágio por coronavírus milhões de educadores e dezenas de milhões de estudantes tiveram de deixar sua rotina e muitos sofrem com ansiedade, depressão e angústias da distância.

Pelo site do Apoio Emocional educadores se inscrevem para pedir uma escuta pontual ou semanal, uma roda online com os alunos, uma aula sobre como abordar o tema ou o que acharem que precisam.

Psicólogos, psicoterapeutas e outros profissionais que lidam com saúde emocional e queiram contribuir podem se inscrever aqui.

Se no primeiro momento, todos olharam para a saúde, pensando em hospitais e no distanciamento social, agora é o momento de lidar com os traumas em consequência da Covid-19 para a educação.

Demanda por combate à depressão cresce nas escolas

quero na escola, reprodução apenas para divulgação do projeto

Depressão, ansiedade, suicídio: um trio de palavras que a gente não gostaria de ver associado à juventude. Mas, infelizmente, são questões cada vez mais inescapáveis para as escolas. Em pesquisa divulgada hoje pelo Porvir, 64% dos estudantes disseram que gostariam de contar com psicólogos na sua vida escolar. No Quero na Escola, o tema não para de crescer. Como já dissemos no ano passado, realizamos ações com voluntários, mas reforçamos a demanda de alunos e educadores para que haja profissionais regularmente nas escolas.

Em 2019, foram nove ações realizadas em escolas públicas a partir de pedidos de estudantes sobre depressão. No mês passado, durante o Especial Professor, outras quatro ocorreram por chamados dos educadores. Em uma delas, a professora de Psicologia na Faculdade de Educação da USP, Katia Cristina Silva Forli Bautheney foi a escola estadual Jorge Luis Borges, de São Paulo, e falou com mais de 300 alunos sobre o tema, a pedido da professora Joselene Rodrigues. “Já conversamos sobre meios de prolongarmos nossa parceria” comentou Kátia, apontando a necessidade de pensar em ações a médio e longo prazo sobre esse tema.

voluntário quero na escola
Para falar do assunto, voluntário visitou escola por dois meses para criar relação com jovens

Em Valinhos, interior paulista, a professora Elisa Santos, da escola municipal  Governador André Franco Montoro, conta que pediu ajuda com este tema porque tem muitos alunos com crise de ansiedade, síndrome do pânico e outras questões pra as quais falta formação dos educadores. O estudante de psicologia João Paulo Sampaio
atendeu ao pedido com duas atividades e visitas semanais por dois meses para estabelecer uma relação com os jovens. “A forma como foi feita a atividade, em um lugar aberto fora da sala de aula, e a relação que estabeleci ajudou para que participassem e colocassem suas opiniões”, avalia.

Os alunos também mantém o tema entre os mais importantes. “A empatia é importante. Não sabemos o que se passa na vida das pessoas e devemos ajudar”, comentou Rayra Alves Lopes Gonçalves, ao inscrever o tema para a escola estadual Odair Martiniano da Silva Mandela, onde estuda, em São Paulo. A voluntária neste caso, foi a estudante de Turismo Giulia Ximenes, que compartilho experiências próprias.

Em Ferraz de Vasconcelos, grande São Paulo, o tema foi atendido duas vezes este ano na escola estadual Carlindos Reis. Na mais recente, Thais de Sena Giovanini, voluntária social certificada em vários projetos de cuidado e respeito a vida e diagnosticada com depressão há anos que compartilhou saberes do tema com turmas de vários horáraios. A estudante autora do pedido, Nathalia Aguiar Da Silva, resume a urgência. “Depressão é sério e pode causar mortes.”

O Quero na Escola atende a demanda de estudantes de escolas públicas por conhecimentos além do currículo obrigatório com a participação de voluntários. Inscreva-se

Quero na Escola Especial Professor termina com novo recorde de participação

O mês dos professores foi repleto de voluntários presentes nas escolas públicas. O Quero na Escola Especial Professor, nossa parceria com a Fundação SM em que recebemos pedidos dos educadores por colaboração terminou com recorde de participação. Nesta 4ª edição, 70 atividades foram realizadas em 16 municípios de seis estados do País. Ao todo, 42 escolas foram contempladas. Em 2018, foram 48 atividades.

O Estado de São Paulo concentrou a maior parte das ações nas cidades de Valinhos, São Paulo, Guarulhos, Mogi Mirim, Osasco, Conchal, Mogi das Cruzes, São Bernardo do Campo e Junqueirópolis. No estado do Rio de Janeiro passamos por Duque de Caxias, Niterói e Rio de Janeiro. A atividade de Pernambuco foi em Recife, nossa intervenção em Santa Catarina foi em Florianópolis, na Bahia foi em Salvador e, no Paraná, em Almirante Tamandaré. 

Ao ouvirmos o que os educadores queriam aprender, ou que conteúdo gostariam de apresentar para os seus alunos a partir de novos parceiros, recebemos demandas por diversas expressões artísticas, assuntos urgentes como depressão, sexualidade e racismo, atividades mão-na-massa como horta e robótica e muitos pedidos inéditos. Dentre eles, foram atendidos pela primeira vez os educação no trânsito e criação de podcast e exercícios de fonoaudiologia, por exemplo.

Algumas ações se prolongaram por diferentes encontros e outras prometem continuar pelo restante do ano ou mesmo dar início a parcerias locais que podem continuar em outros anos letivos. Já retratamos em outros textos e imagens por aqui atividades com foco em emoções, corpo e filosofiaXadrez, Contação de Histórias e Comunicação não-violenta.  Além da vivência para professores e alunos, algumas ações deixam marcas que alcançarão não só os atuais como futuros alunos, como foi o caso da pintura do alfabeto em libras no muro de uma escola de Florianópolis.

Os professores querem uma sociedade participativa e ciente do seu papel fundamental na educação. Prova disso, são os mais de 260 pedidos recebidos neste ano. Nossa missão com o Quero na Escola Especial Professor é ouvir os educadores, construir pontes, trazer diálogo e inovar o cotidiano escolar. Esperamos que os presentes tenham levado aos educadores uma mensagem clara de que há sim muita gente que sabe o valor e a importância da escola pública.

Seguimos juntos no restante do ano com o Quero na Escola, em que são os estudantes os autores de demandas por aprendizados além da grade curricular.

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Podcast chega ao Quero na Escola Especial Professor

Por Paula Cavalcante 

A expectativa por podcasts chegou às escolas públicas. A gravação de programas de áudio apareceu no Quero na Escola Especial Professor, nossa parceria com a Fundação SM, pela primeira vez este ano – e foi um sucesso. O pedido foi solicitado pelo professor Robson Candeias, diretor da escola estadual Cyrene de Oliveira Laet, de São Paulo, e foi atendido por dois voluntários super entendidos do assunto: Isabel Wittmann, podcaster desde 2004 e Felipe Caldo, atualmente produtor de conteúdos, por exemplo, para o o Theatro Municipal de São Paulo.

Segundo o diretor, a ideia de oferecer a atividade como presente aos professores surgiu da vontade de desenvolver um podcast entre os professores e alunos do grêmio estudantil. Esta é uma ferramenta de comunicação que vem ganhando adeptos especialmente entre os jovens. Dois grupos diferentes tiveram contato com a ferramenta por meio da atividade do Especial Professor.

podcast quero na escola
Voluntária Isabel Wittmann com estudantes e professores

Isabel, podcaster do Feito Por Elas, conversou com educadores do período da manhã e três estudantes do grêmio. “Os professores foram muito participativos. Eu também levei alguns equipamentos e fiz umas demonstrações na escola, para mostrar na prática. Eles pediram pra ouvir um trecho do meu podcast já editado e finalizado, para compreender como fica o produto final depois das etapas do processo e presentei”, comentou.

Felipe falou com 14 educadores do período da tarde. “É um assunto novo, acho que os professores ainda não sabiam muito bem como usar e a utilidade. Foi ótimo, gostei muito”, contou.

O coordenador pedagógico da escola, Wilson Gomes, falou sobre a busca de incluir tecnologia para o desenvolvimento das aprendizagens e facilitar o trabalho entre professores e alunos. “Chama atenção, amplifica horizonte, dá um novo significado ao conteúdo estudado”, opinou.

Continue acompanhando as ações do Especial Professor de 2019, também no nosso Facebook e Instagram! Para nós, no mês do professor o maior presente é a presença.

Professores aprendem técnicas de comunicação não-violenta

Conseguir estabelecer um diálogo autêntico e efetivo tem o poder de melhorar as relações entre as pessoas. Dentro de um colégio, espaço que reúne centenas de alunos, funcionários e familiares, esse potencial pode ser multiplicado. Foi o que aconteceu na escola estadual Leda Guimarães Natal, de São Paulo (SP), onde aproximadamente 50 professores participaram de um workshop sobre comunicação não-violenta, oferecido pelos voluntários Marcelo Akamine e Luiz Eduardo Alcantara. 

Os professores da escola receberam a formação graças ao pedido que o professor Márcio Melo fez ao Quero na Escola Especial Professor. Para ele, a atividade foi enriquecedora e desafiadora. “Entender a técnica da comunicação não-violenta assegura uma comunicação mais ampla, justa e direta, partindo do autocontrole, confiança e segurança”, disse Márcio, ressaltando que as técnicas são tanto para a fala como para a escuta. 

O docente também elogiou a forma como os dois voluntários conduziram a atividade, que durou três horas. “A dinâmica proporcionou aos professores a sensação de ora ser professor e ora ser aluno, trazendo experiências e incômodos do dia a dia”, relatou.

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Para Marcelo, que atuou como voluntário do Quero na Escola pela segunda vez, a nova participação trouxe mais aprendizados, assim como grande satisfação pessoal. “Eu me sinto agradecido pela oportunidade de levar um pouco da minha paixão pela comunicação”, afirmou. No ano passado, Marcelo fez uma ação sobre Mediação de Conflitos na escola estadual Lasar Segal e diz estar disposto a continuar atuando como voluntário nas escolas públicas. 

A escola Leda Guimarães Natal também já havia participado do Quero na Escola Especial Professor. No ano passado, a pedido do professor Alan Clynger do Nascimento, os docentes receberam orientações de uma psicóloga sobre como ajudar alunos com baixa-autoestima. 

O próprio tema comunicação não-violenta já é recorrente. No Especial Professor de 2018, foram realizadas duas ações sobre comunicação não-violenta, uma delas pode ser conferida com mais detalhes aqui . O Especial Professor 2019, uma parceria do Quero na Escola com a Fundação SM,  continua com entregas de presença até o fim de outubro! Continuem acompanhando nosso blog e as redes sociais para saber mais!