Amor por livros leva voluntárias do Paraná a Minas Gerais

Ao ver pedido de professora mineira para a criação de um espaço para leitura em sua escola, empresária do Paraná viajou mais de 800 kms para ajudar

Por Luciana Alvarez

Professora de português há 20 anos, Maria Ilza Melo se esforça diariamente para envolver seus alunos, fazer com que eles aprendam o máximo. “Sou funcionária pública e estou a serviço do meu cargo. Gosto de desafios, dou sempre o melhor de mim”. Foi por isso que ela pediu recentemente transferência para a escola estadual Antônio Carlos de Carvalho, em Bom Sucesso, Minas Gerais, uma unidade mais afastada do centro e num bairro mais pobre. “Quando cheguei na escola senti que precisava resgatar a autoestima dos alunos, dar a eles a esperança de alçar voos maiores”, conta. Para isso, teve a ideia de fazer um projeto que uniria sua paixão pela literatura com a revitalização de um espaço da escola. “A escola tem uma amoreira sete-copas linda, num espaço vazio, pouco usado. Transformar aquele lugar numa área de leitura iria valorizar a escola e a literatura. Meu objetivo logo ficou claro, mas não sabia como fazer, por onde começar”, conta.

Pedido feito no Quero na Escola Especial Professor

Quando era criança, Lilian Camargo não tinha livros em casa. Nem sequer material escolar. “Comecei a trabalhar com 12 anos para poder comprar cadernos e livros da escola. E foi por causa de um teatro de uma aula de história que me apaixonei pela escrita”, recorda-se. Mas pela necessidade de trabalhar, os livros foram deixados de lado por longos anos. “Voltei a estudar depois de muito tempo. Comecei Direito, mas quando meu filho nasceu, percebi que meu lugar era na pedagogia”, diz. Foi então que resgatou seu envolvimento com a escrita e a admiração pelos professores. “Tive mestres maravilhosos, que me mostraram novos caminhos muito além das questões acadêmicas”. Lilian hoje tem uma empresa na área de TI, mas dedica-se também a um projeto de promoção de leitura e escrita, chamado Linhas – e está lançando seu primeiro livro infantil. “Tenho a esperança de que um dia todas as escolas do Brasil terão boas bibliotecas – e que todas as crianças vão ler”.

As linhas dos destinos de Maria Ilza e Lilian se cruzaram em outubro, mês do professor. Maria Ilza cadastrou seu pedido no site do Quero na Escola – Especial Professor, projeto em parceria com a Fundação SM. Ao ler o pedido, Lilian soube que daria um jeito de ajudar. “Acompanho sempre os pedidos no Quero na Escola. Na história do meu livro, a vovó Mel tem uma casinha de madeira, embaixo de uma árvore, onde ela todos os dias reúne as crianças para contar histórias. Quando li que uma professora queria transformar um espaço embaixo de uma árvore numa área de leitura, meu coração amoleceu. Falei pra mim mesma: tenho que ir para lá”.

Lilian encomendou a um marceneiro de Minas a confecção de uma casinha de madeira para ficar sob a árvore. Também mobilizou o grafiteiro João Lucas Teixeira, que voluntariamente fez uma obra no muro próximo à árvore. “O trabalho não é só meu. Tem uma professora que já tem um projeto de leitura, uma comunidade escolar super envolvida. Fui dar uma forcinha”, diz Lilian, para quem a visita à escola Antônio Carlos foi emocionante. “A escola inteira se preparou para nos receber. A diretora fez um poema! Chorei várias vezes aquele dia”. E ela já tem planos de voltar.

Na escola de Bom Sucesso, o trabalho está só começando. “Os alunos ficaram muito empolgados com o grafite, em ver como se faz. Queremos agora organizar uma oficina, para que nossos próprios alunos complementem os desenhos em toda a extensão do muro”, conta Maria Ilza. A casinha de madeira também vai receber uma pintura especial para resistir à chuva e, assim, durar muitos anos. “Vai ser nosso ponto de encontro para aulas de leitura, declamações de poesias, apresentações de teatro”, planeja a professora. “Com essa ajuda, avançamos uns dez passos. E vamos seguir em frente”.

A ideia é que os alunos da Antônio Carlos se interessem pela escrita e produzam um livro coletivamente, tornando-se parte de uma comunidade de jovens escritores de todo o país, que começa a ser organizada por Lilian. “É um projeto de longo prazo. Queremos ver nossos alunos crescendo, sendo protagonistas de suas histórias”, afirma Maria Ilza.

Para Lilian, a intenção é ver alunos de vários estados do Brasil escrevendo seus livros. “Tenho contato de uma escola no Pará que está interessada, mas ainda preciso de patrocínio para ir até lá”, conta. Ano passado, Lilian também participou do Quero na Escola, arrecadando livros para uma escola de Castro, no Paraná. “Visitei o local recentemente e vi que toda a comunidade está se interessando pela leitura. Estou fazendo mais um esforço de arrecadação de livros, agora com o foco em obras para adolescentes”.

A voluntária diz que ela ganha e aprende muito em cada uma das ações que realiza. “Sinto que estou participando de algo muito maior. Ao me juntar a esses, ficamos todos mais fortes”, afirma.

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Duas atividades diferentes valorizaram a afrodescendência em escolas de Guarulhos

Por Natália Sierpinski 

Dois pedidos de educadores de escolas escolas públicas em Guarulhos, na Grande São Paulo, foram atendidos pelo Quero na Escola Especial Professor, nossa parceria com a Fundação SM esta semana. Um deles era por debate sobre o Racismo e outro por atividade com Danças Africanas.

A professora Ingrid Vanuci Espindola da Escola Estadual Maria Angélica Soave é autora do pedido por Danças Africanas, que foi atendido pelo voluntário Wellington Souza Santos, professor de ritmo corporal. A própria autora do pedido convidou o voluntário, que já havia feito atividades nessa escola anos antes, e ele retornou. 

Foram realizados dois dias de atividades.  “Foi enriquecedor e agregou muito ao meu projeto” ,comentou a professora. Wellington comentou que pode perceber diversas superações entre as atividades dos alunos, comparando o primeiro encontro com o segundo.

Já pela Escola Estadual Idalina Ladeira Ferreira o pedido foi da professora Vivianne de Mendonça por debate sobre Racimo e Consciência Negra que foi atendido por Guilherme Augusto Araújo da Silva, estudante de Direito, que já estava há algum tempo planejando participar de alguma ação como voluntário: “Tinha, e ainda tenho, isso como um dos meus projetos de vida. Antes estava apenas anotado no meu bloco de notas e quando vi essa oportunidade pra falar sobre esses assuntos, achei muito interessante.”

A atividade também contou com os voluntários Marcio da Silva Ferreira e Pedro Henrique Amoedo Nunes, que acompanharam o amigo e complementaram a ação. Foram apresentados vídeos e debateram de forma dialógica e didática. Para a professora Viviane foi um grande ganho para a escola. “Todos os alunos e professores adoraram”, diz. Os voluntários também moram em Guarulhos e que já comentaram de fazer novas ações para o ano que vem.

Em ambas atividades de valorização da afrodescendência, foi iniciada uma parceria dos voluntários com a escola, um dos grandes objetivos do Quero na Escola

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Que sinal é este que fazem com as mãos?

Por Natália Sierpinski

Veja o símbolo que os jovens estão fazendo na foto acima. É uma lhama? É um cachorro? Não! É uma raposa! Ela representa o símbolo da comunicação e do diálogo: orelhas abertas e boca fechada, indicando o momento de respeitar a fala do outro. Esse foi um dos momentos da atividade de Comunicação Não-Violenta que aconteceu na ETEC CEPAM, na Cidade Universitária, em São Paulo, pelo Quero na Escola Especial Professor, nossa parceria com a Fundação SM.

A pedido do professor Alexandre Piero, o idealizador do projeto Colibri, Sérgio Luciano se voluntariou e levou questões sobre o tema a partir do jogo Grok, que trabalha a comunicação não-violenta e a empatia. O time de voluntários contou ainda com os facilitadores Tales Gubes, Grace Deckers, Thayna Meirelles Santos, Renan Galvão de Carvalho e Marina de Martino Roberto.

No final da atividade, os voluntários doaram três unidades do Jogo Grok para a biblioteca da escola, para que possam continuar esse desafio e praticar a empatia. “O caminho que começamos aqui não se encerra aqui, não é um exercício de um dia que muda nossa percepção de uma hora para outra, por isso vou deixar o jogo para que sempre que vocês queiram recorrer a esse exercício de empatia vocês possam acessar”, concluiu Luciano.

Que tema para o momento, não? E ainda há pedidos de professores que aguardam inscrição de voluntários no Quero na Escola Especial Professor, passa lá e veja se você não pode ajudar.

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Escolas públicas recebem mais 12 presentes pelo Especial Professor

Esta semana houve presentes pelo mês dos professores em Minas Gerais (Esmeraldas), Rio de Janeiro (Magé), Bahia (Salvador) e São Paulo (Mogi das Cruzes, Guarulhos, Osasco, Jundiaí, Diadema e Capital). Foram 12 atividades promovidas por voluntários do Quero na Escola Especial Professor, nossa parceria com a Fundação SM.

Sete foram realizadas para os próprios educadores e cinco foram voltadas para alunos. Nas atividades dos professores, a formação docente foi o foco. Tivemos arte-educação, mediação cultural e a tecnologia na educação apareceu duas vezes, com uma atividade sobre formação em tecnologia e outra sobre como lidar com os jovens nativos digitais na sala de aula.

Além disso, houve uma palestra motivacional, uma aula de relaxamento, em que os professores sentaram no chão, e um grafite feito a pedido de vice-diretora.

Também teve atendimento a estudante a pedido dos educadores. Os temas foram bullying e ciberbullying, mercado de trabalho, direitos humanos e depressão na adolescência.

Contando com as quatro atividades que ocorreram já nos últimos dias de setembro, já são 16 atendimentos a pedidos por colaboração da sociedade dentro das escolas públicas, só pelo Quero na Escola Especial Professor.

O mês do professor está apenas começando e o Quero na Escola ainda vai estar presente em diversas outras escolas públicas do país. Quer participar? Ainda dá tempo de ser voluntário, confira os pedidos! 

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Começam as atividades do Quero na Escola Especial Professor 2018

O mês dos professores começa só hoje, mas o Quero na Escola Especial Professor já levou aos educadores os primeiros presentes. Na semana passada, atendendo a pedidos dos mestres, tivemos atividades para professores e para alunos sobre educação inclusiva, histórias em quadrinhos e criação de jogos, além de uma palestra motivacional.

O Quero na Escola Especial Professor, projeto em parceria com a Fundação SM em que os educadores podem dizer quem gostariam de receber em sua escola, tem os encontros agendados para outubro, como um presente aos educadores – mas por uma questão de agenda, alguns encontros foram adiantados.

A primeira atividade foi sobre educação inclusiva na Escola Estadual Daniel Paulo Verano Pontes, no bairro do Rio Pequeno, na capital paulistana a pedido da professora Márcia Cristina dos Santos Ribacionka. Presente por lá, esteve a psicóloga Raissa Viviani, que tem mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem.  A atividade contou com muitos professores e muita participação e trocas.

Em Mogi das Cruzes, Grande São Paulo, foram dois dias de criação de jogos com a voluntária Raquel de Castro Dantas Cavalcante Neris na Escola Estadual Helena Urbano Nagib. “Eles colocaram muito a mão na massa” contou Raquel, explicando que no final do processo os professores tinham construído seu próprio jogo e pretendem continuar na construção com a escola. Raquel é mestranda da USP com um projeto sobre educação financeira a partir dos jogos e da educomunicação.

Já Marco Aurélio Loureiro viajou de Ibiúna para estar presente para outros professores, também de Mogi das Cruzes,  em uma atividade motivacional na Escola Estadual Maria Isabel dos Santos Mello. A educadora que fez este pedido, Monica Salti, disse que foi muito oportuna. Marco é fundador do Instituto Loureiro e já havia feito esse tipo de atividade no começo ano com um pedido de aluno.

Também tivemos atividade para os alunos. O diretor da Escola Municipal Luiz David Sobrinho, Fábio Rogério Nepomuceno, pediu atividade sobre histórias em quadrinhos e foi atendido pela quadrinista Renata de Camargo Barros Lazzarini, que produz quadrinhos desde 2012 e possui grande repertório sobre o assunto.

Isso tudo foi apenas o começo! Outubro chegou e vai ser um mês com muitas trocas e ações para os professores. Ainda dá tempo de ser voluntário: confira os pedidos! 

No mês dos professores o nosso presente é presença!

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Começa hoje o Quero na Escola Especial Professor 2018

O Quero na Escola e a Fundação SM lançam hoje, 24 de julho, a terceira edição do Quero na Escola Especial Professor, projeto que leva voluntários às escolas públicas a pedido dos educadores. Qualquer professor pode dizer quem gostaria de receber em sua própria escola para participar de um projeto existente ou colaborar com algum conhecimento que seja desejado para a equipe ou para os alunos.

Para se inscrever, os professores devem entrar em queronaescola.com.br/professor e dizer que assunto ou tipo de especialista querem. Pode ser alguém para ensinar a mexer em algum programa, dar uma aula de yoga e relaxamento ou levar uma atividade que a escola não costuma ter para os alunos.


Após as inscrições dos educadores, quem quer dar sua contribuição com a educação pública tem um mapa claro de como e onde ajudar. As participações serão organizadas pela equipe do Quero na Escola para outubro para que, no mês dos professores, a sociedade possa presenteá-los com participação ativa.

O Quero na Escola regularmente conecta sociedade e escola a partir de pedidos dos estudantes para estimular o protagonismo dos jovens. Esta ação continua no queronaescola.com.br, porém entre julho e setembro, os professores que também querem aprender algo ou têm ideias de quem poderia ajudar em uma educação mais plural, podem se inscrever diretamente.

Esta é a terceira vez que o Quero na Escola e a Fundação SM promovem esta integração. Nas duas primeiras edições mais de 40 ações foram realizadas incluindo oficinas de mediação de conflito, edição de vídeo, jogos teatrais, aulas de excel, apresentações culturais e até a visita de um Lobo Mau.

E você, professor, gostaria que alguém o ajudasse em sua escola? Inscreva-se: queronaescola.com.br/professor 

 

Em imagens, a história da voluntária que viajou para emprestar 691 livros

A escola municipal José Nery Carneiro de Napoli atende todas as 260 crianças de Socavão, distrito rural a 10 quilômetros do centro da cidade de Castro, no interior do Paraná. A professora Cleunice de Aparecida Pedroso Castanho queria levar mais cultura para os alunos e pediu a visita de alguém que trouxesse uma biblioteca móvel, no Quero na Escola – Especial Professor, parceria com a Fundação SM,

O pedido circulou até chegar a Lilian Ribeiro de Camargo, pedagoga e criadora do Projeto Linhas de incentivo a leitura e escrita. Dona de uma coleção considerável que divide com o filho de 12 anos, ela pediu reforço.  “Tenho muitos livros, deixo de comprar outras coisas para comprar livros, mas para poder atender a escola tive que comprar mais e pedir doação para amigos e sebos.”

Lilian (de jaqueta) e Dayane com os alunos

Porta-malas lotado, Lilian e a parceira de trabalho voluntário Dayane Côrrea saíram de Curitiba rumo a Castro ao amanhecer. A viagem durou mais de três horas. “Valeu cada hora, buraco e lama”, garante Lilian.

Todas as 10 turmas ouviram histórias 4 histórias e outras 687 foram deixadas à disposição. “Amamos realizar o trabalho. Superou nossas expectativas. Fomos muito bem recebidas por toda escola. Impressionante o trabalho que estão desenvolvendo e como toda comunidade escolar é unida e engajada com a educação das crianças. A cada turma as crianças gostavam tanto das histórias que pediam para lermos mais e ficaram maravilhadas”, lembra Lilian.

“Ficamos todos encantados com o trabalho delas, tanto nós professoras, quanto os alunos”, conta Cleunice. “Espero que seja o início de uma longa parceria”, diz ela. No dia seguinte o trabalho pedagógico já incluiu reflexão e arte sobre uma das obras. Professora e voluntária combinaram de trocar informações online e uma nova visita para março, para que possam aproveitar as obras durante todas as férias escolares.

A fotógrafa Isabella Lanave acompanhou as voluntárias em toda a viagem, veja imagens:

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Quem tem medo do Lobo Mau? Não estas crianças, que o assopraram até cair!

Quem você convidaria para incrementar suas aulas? Diante da pergunta do Quero na Escola – Especial Professor, nossa parceria com a Fundação SM – a professora Debora Baccaro convidou Lobo Mau. A educadora do Centro de Educação Infantil Silvia Covas, em São Paulo, havia trabalhado algumas histórias com o vilão no primeiro semestre com sua turma de minigrupo. Em vez de medo, as crianças de 3 anos acabaram criando curiosidade e afeto pelo personagem. “Eles fantasiavam o que aconteceu com ele depois de Chapeuzinho e de Os Três Porquinhos”, contou.

Lobo lê as cartinhas preparadas para ele

Guilherme Freire, 17 anos, vestiu uma fantasia completa e fez o Lobo Mau, mas não foi sozinho. Reunidos pela professora Fabia Alvin, vários alunos do Núcleo de Convivência e Ação e do Teatro do Colégio Benjamin Constant participaram. O primeiro passo foi imaginar o que crianças iam perguntar e criar as respostas, depois foram todos juntos à escola, como acompanhantes do Lobo.

O Lobo Mau ganhou abraços, cartinhas de garatujas e, claro, broncas pelas maldades. As crianças disseram a ele como se comportar melhor e Guilherme prometeu que já era um Lobo Bom. Ele e sua turma brincaram de pega-pega, esconde-esconde  e contaram histórias. “Do meu ponto de vista foi maravilhoso, todos os pequeninos felizes me fizeram lembrar da minha época de criança, isso tocou bastante. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o interesse das crianças pelo personagem, quão isso era realmente importante para eles”, comentou o jovem.

Como o Lobo levou ajudantes, não foi só a turma da professora Debora que pode brincar com ele, mas todas as crianças da Cei, exceto o berçário 1 (os bebês mais novos). “Na hora da saída, todos queriam contar, ‘O Lobo Mau veio aqui!’, ‘Eu brinquei com ele’, ‘Ele não come mais a vovó’, eles vão falar sobre o Lobo por um bom tempo”, comentou a educadora, elogiando o trabalho dos adolescentes. “Eles arrasaram. Brincaram de verdade.”

Veja como as crianças acabaram aprendendo a assoprar com força:

Voluntárias fazem criançada paulistana se mexer – e se divertir!

Professora da educação infantil há 15 anos, Noelle da Silva Santos sabe bem que criança pequena gosta de correr, pular, dançar, enfim, se mexer. Pensando em alegrar seus alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Arthur Etzel, na zona norte de São Paulo, ela se inscreveu no Quero na Escola – Especial Professor pedindo atividades físicas. E ganhou o presente em dose dupla, graças às visitas das voluntárias Thais Nascimento Ghendov,  Alessandra Villar e Ligia Taliberti de Andrade.

Thais e Alessandra passaram um dia promovendo atividades ao ar livre

Thais e Alessandra, sócias na empresa chamada Seja Ativo, visitaram a EMEI no dia 6, promovendo atividades ao ar livre nos períodos da manhã e da tarde. Mais de 300 crianças participaram do evento, que teve percursos com obstáculos, rodas e muita dança. “Todos ficaram muito felizes e foi muito divertido. Essa era a intenção principal: que tudo fosse divertido aos pequenos”, disse Thais.

Na semana seguinte, no dia 11, foi a vez da voluntária Ligia comandar a diversão – e também o aprendizado. Ligia, que é professora de educação física, levou atividades físicas lúdicas que podem ser desenvolvidas em ambiente fechado. “Fiquei feliz em realizar a atividade. Percebi nas crianças muita empolgação e concentração”, conta. As professoras da EMEI assistiram a tudo para poderem aprender e multiplicar a proposta.

A presença da sociedade de maneira positiva dentro da escola pública é uma forma de mostrar que Noelle tem apoio e respeito no seu trabalho diário pela educação, ou seja, nosso objetivo com o Quero na Escola – Especial Professor, parceria com a Fundação SM. “Acredito na educação como ferramenta de transformação do mundo. Escolhi a escola pública porque o lugar de se fazer cumprir direitos é lá. O meu lugar é lá, ao lado dos meus iguais, na busca de um mundo mais justo”, afirma. Estamos com você, Noelle! Parabéns!

Professores de São Bernardo ganham show particular

Como presente para o Dia dos Professores, a coordenadora da Escola Municipal de Ensino Básico Vereador Gervasio Paz Folha, de São Bernardo do Campo, queria homenagear sua equipe pelo trabalho que realizam diariamente, durante todo o ano. Para concretizar sua ideia, ela se inscreveu no Quero na Escola – Especial Professor pedindo um show particular dentro da escola. E foi atendida!

Pai e filho, os músicos Sérgio e Alexandre Lima se apresentaram por cerca de duas horas,
no intervalo do almoço do dia 20. A equipe inteira da escola, cerca de 50 pessoas,
participou do evento. “Agradecemos aos músicos e ao Quero na Escola, que
proporcionaram esse momento tão gostoso. Abrilhantou nossa homenagem aos
professores”, disse Débora após o show. “Houve muita interação, as professoras dançaram, cantaram junto”, conta.

Os voluntários também ficaram felizes com a experiência. “É um prazer poder homenagear os profissionais mais importantes de nosso país. Dizem que no Japão o único profissional que não se curva diante do imperador é o professor – e gosto de lembrar essa história para trazer a importância dessa carreira tão bonita”, diz Sérgio.

O Quero na Escola – Especial Professor é uma parceria com a Fundação SM, que já está na segunda edição e é finalizado no mês dos professores. com atividades como esta. Aos professores de todo o País, nossos agradecimentos e aplausos.

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