Apoio Emocional terá webinário na semana dos professores

Evento ocorrerá nos dias 13 e 15 de outubro e trará professoras e profissionais de saúde mental para falar das angústias dos educadores neste período

Desde julho, o Quero na Escola e a Fundação SM promovem o Apoio Emocional, projeto que conecta profissionais voluntários de saúde emocional a educadores. Neste último mês, além dos atendimento, vamos realizar duas rodas de conversa com participantes para falar de questões comuns como falta de controle, invisibilidade, frustrações e dificuldades em manter o vínculo.

Serão dois encontros sempre com professoras que receberam apoio e profissionais que fizeram as escutas e conheceram as aflições dos educadores durante a pandemia.

Webinário dia 13

O primeiro ocorrerá no dia 13, às 17h, e terá como tema “Como lidar com controles e descontroles?”. Participarão a professora Gabriela Santos e a psicóloga Lia Gonsales com mediação da diretora da Fundação SM,  Pilar Lacerda.

No segundo encontro, no dia 15 de outubro, também às 17h, as participantes são a professora Marcia Seraphim e a psicóloga Raíssa Viviani com o tema “Como buscar o vínculo em situações adversas?”. A mediação será da cocriadora do Quero na Escola, Cinthia Rodrigues.

Webinário dia 15

A transmissão ocorre tanto pelo Facebook quanto pelo Youtube do Quero na Escola. Siga estes canais para receber o aviso de início do evento e reserve a data para conversarmos sobre Apoio Emocional.

Paralelamente, os encontros entre psicólogos e professores continuam sendo agendados individualmente e em pequenos grupos com seus colegas de escola ou roda de alunos. Profissionais de saúde mental interessados em ajudar têm até 15 de outubro, dia dos professores, para realizar a inscrição como voluntários (acesse).

Mais de mil atendimentos foram realizados em três meses de projeto, 200 deles individualmente e o restante em rodas de conversa com os alunos ou em formação coletiva de professores.

Campanha conecta quem tem livro parado a estudante que precisa ler

Junto com as escolas, também estão fechadas as bibliotecas, as salas de leitura e os livros. Muitos estudantes de escolas públicas precisam de determinada obra para estudar, inclusive para o vestibular, ou mesmo para se distrair durante a pandemia.

CONSULTE A TABELA DE LIVROS E DOE UM

A partir de hoje, se você é estudante e precisa de um livro que não tem, pode pedir aqui. Na outra ponta, se você tem parado em casa um livro que um aluno precisa ou mesmo quer comprar e enviar para um estudante direto da loja, pode escolher um para doar aqui.

Sabemos que há obras que estão disponíveis gratuitamente online, principalmente as de domínio público.  Vamos inclusive compartilhá-las com os estudantes. Ocorre que nem sempre são os livros que os estudantes precisam, inclusive livros obrigatórios em grandes vestibulares. Além disso, achamos que o livro presenteado nas mãos do estudante atende a mais objetivos do que apenas o conteúdo: mostra empatia com os jovens que estão sem escola para evitar a propagação do vírus.

Quer um livro? 
Quer doar um livro?

 

Quero na Escola faz encontros virtuais durante epidemia de coronavírus

Durante o enfrentamento à epidemia de coronavírus, o Quero na Escola mudou. As escolas públicas fechadas e a responsabilidade nos impõe o distanciamento físico, mas não o isolamento. Vamos usar as redes sociais para promover encontros virtuais em que voluntários atendam à demanda de estudantes de escolas públicas. Seguiremos nos pautando no protagonismo dos alunos e pretendemos contribuir para que se sintam apoiados, ainda que à distância.

As atividades têm transmissão ao vivo pelo nosso Facebook para que outros estudantes, de qualquer parte do país, possam acompanhar e interagir.

As ações começaram no dia 23 de março. Você pode ver todos os vídeos do que já ocorreu aqui

Lamentamos este momento em que não podemos facilitar o encontro dentro das escolas públicas porque acreditamos que as visitas de voluntários presencialmente são fundamentais para construir uma nova relação entre escola e sociedade. Voltaremos a elas assim que possível. Enquanto isso, apostamos no virtual não apenas para fortalecer o protagonismo dos estudantes e buscar voluntários que possam contribuir, mas para manter e fortalecer as relações sociais que nos ajudarão a enfrentar o distanciamento físico.

Compartilhem com estudantes e educadores. Sigamos distantes fisicamente, porém juntos no propósito de tornar a educação uma pauta de toda a sociedade.

Para novos pedidos e inscrições, o site queronaescola.com.br permanece aberto.
Dúvidas: central@queronaescola.com.br ou pela sua rede social preferida.

Conheça os 6 objetivos do Quero na Escola

O Quero na Escola parte dos interesses dos estudantes sobre o que querem aprender para motivar  pessoas a colaborar e assim abrir uma janela entre escolas públicas e a sociedade. Antes, durante e depois, esta ação tem seis objetivos, cada um deles com potencial para ampliar o aprendizado, reduzir a evasão escolar e melhorar a educação.


1) Fortalecer a escuta e participação do jovem em sua própria formação escolar. O Quero na Escola é um canal para que estudantes nomeiem qualquer conhecimentos a que gostariam de ter acesso além do currículo escolar. Além da possibilidade de atendimento pelo programa, a simples reflexão sobre o que gostariam de aprender pode levar um aluno a buscar este aprendizado e dar passos importantes na sua trajetória escolar.

2) Dar à sociedade um caminho claro de como participar na educação pública. A participação da sociedade na educação está na constituição brasileira, mas muita gente não sabe por onde começar. Por meio da plataforma com pedidos de estudantes, pessoas podem pesquisar por local ou assunto as demandas cadastradas e formular propostas de participação pertinentes. Além disso, as pessoas que vão às escolas passam a construir um debate mais qualificado e contextualizado sobre educação pública.

3) Oferecer às escolas parceiros engajados. Muitos educadores se sentem isolados na tarefa colossal de educar por não ter uma rede de apoio para as ações que sonha implementar. O Quero na Escola oferece às escolas parceiros que podem ajudar em temas solicitados pelos adolescentes e, como isso, aumenta a autoestima dos envolvidos, que se veem percebidos e acolhidos. Ao se sentirem prestigiados, educandos e educadores podem sonhar e realizar mais.

4) Promover integração entre alunos e diferentes setores da sociedade.  A principal diferença entre estudantes da rede pública e das escolas mais exclusivas é o acesso que o segundo grupo têm a mais experiências e a rede de contatos. O Quero na Escola leva mais pessoas para falar com os jovens das escolas públicas para, independentemente do assunto da atividade, se tornarem uma nova conexão. Cada participante pode vir a fazer a diferença e levar a informações futuras sobre outras possibilidades de experiências, ideias e até mercado de trabalho.

5) Reunir informações sobre os desejos dos jovens O Quero na Escola, sem expor ninguém, oferece  uma série de informações de demandas dos estudantes. Estas informações podem ajudar a jovens,  escolas, governos e mesmo outras projetos a realizarem atividades pertinentes aos desejos expressos dos alunos.

6) Contribuir para o aprendizado dos assuntos solicitados por estudantes. Quando os pedidos dos jovens são atendidos por voluntários, novos conhecimentos são produzidos para e pelos estudantes. Cada novo aprendizado se conecta com outros e abre caminho para novos, inclusive os curriculares, e torna os adolescentes mais confiantes em sua capacidade e na capacidade da sociedade de estimulá-lo.

Demanda por combate à depressão cresce nas escolas

quero na escola, reprodução apenas para divulgação do projeto

Depressão, ansiedade, suicídio: um trio de palavras que a gente não gostaria de ver associado à juventude. Mas, infelizmente, são questões cada vez mais inescapáveis para as escolas. Em pesquisa divulgada hoje pelo Porvir, 64% dos estudantes disseram que gostariam de contar com psicólogos na sua vida escolar. No Quero na Escola, o tema não para de crescer. Como já dissemos no ano passado, realizamos ações com voluntários, mas reforçamos a demanda de alunos e educadores para que haja profissionais regularmente nas escolas.

Em 2019, foram nove ações realizadas em escolas públicas a partir de pedidos de estudantes sobre depressão. No mês passado, durante o Especial Professor, outras quatro ocorreram por chamados dos educadores. Em uma delas, a professora de Psicologia na Faculdade de Educação da USP, Katia Cristina Silva Forli Bautheney foi a escola estadual Jorge Luis Borges, de São Paulo, e falou com mais de 300 alunos sobre o tema, a pedido da professora Joselene Rodrigues. “Já conversamos sobre meios de prolongarmos nossa parceria” comentou Kátia, apontando a necessidade de pensar em ações a médio e longo prazo sobre esse tema.

voluntário quero na escola
Para falar do assunto, voluntário visitou escola por dois meses para criar relação com jovens

Em Valinhos, interior paulista, a professora Elisa Santos, da escola municipal  Governador André Franco Montoro, conta que pediu ajuda com este tema porque tem muitos alunos com crise de ansiedade, síndrome do pânico e outras questões pra as quais falta formação dos educadores. O estudante de psicologia João Paulo Sampaio
atendeu ao pedido com duas atividades e visitas semanais por dois meses para estabelecer uma relação com os jovens. “A forma como foi feita a atividade, em um lugar aberto fora da sala de aula, e a relação que estabeleci ajudou para que participassem e colocassem suas opiniões”, avalia.

Os alunos também mantém o tema entre os mais importantes. “A empatia é importante. Não sabemos o que se passa na vida das pessoas e devemos ajudar”, comentou Rayra Alves Lopes Gonçalves, ao inscrever o tema para a escola estadual Odair Martiniano da Silva Mandela, onde estuda, em São Paulo. A voluntária neste caso, foi a estudante de Turismo Giulia Ximenes, que compartilho experiências próprias.

Em Ferraz de Vasconcelos, grande São Paulo, o tema foi atendido duas vezes este ano na escola estadual Carlindos Reis. Na mais recente, Thais de Sena Giovanini, voluntária social certificada em vários projetos de cuidado e respeito a vida e diagnosticada com depressão há anos que compartilhou saberes do tema com turmas de vários horáraios. A estudante autora do pedido, Nathalia Aguiar Da Silva, resume a urgência. “Depressão é sério e pode causar mortes.”

O Quero na Escola atende a demanda de estudantes de escolas públicas por conhecimentos além do currículo obrigatório com a participação de voluntários. Inscreva-se

Quero na Escola ganha prêmio

O Quero na Escola foi o vencedor do prêmio UBS Visionaris – Prêmio UBS ao Empreendedor Social 2019. O prêmio é dedicado a “iniciativas inovadoras que tenham conseguido consolidar suas ideias ao longo do tempo e, com isso, promovido mudanças sistêmicas em áreas importantes”.

O prêmio é um reconhecimento do projeto e também da importância da educação pública como “espinha dorsal da sociedade brasileira”, como defendeu a cofundadora Cinthia Rodrigues ao explicar que qualquer mudança estrutural no Brasil necessariamente passa pelas escolas públicas, formadoras de 90% da população brasileira.

Confira o vídeo produzido pela produtora Tango Bililica e exibido no anúncio dos vencedores:

 

O que aprendemos com os pedidos sobre depressão nas escolas

Editorial

Desde a criação do Quero na Escola, aceitamos todos os temas nomeados por estudantes como motivo para novas atividades nas escolas. Não fugimos nem de tabus, como aborto ou sexualidade, nem de assuntos difíceis, como Física Quântica. Nos últimos tempos, no entanto, dois assuntos têm nos desafiado: os jovens querem falar de depressão e suicídio.

Os temas começaram a aparecer no ano passado e cresceram nos últimos meses, devido a campanha “Setembro Amarelo”, focada exatamente nisto. Apenas neste mês, realizamos quatro atividades com voluntários que vão de psicólogos a pessoas que querem ajudar dividindo a própria experiência com o assunto. Embora alunos, educadores e voluntários elogiem as participações, sentimos a necessidade de sinalizar: é muito pouco.

As escolas públicas precisam de profissionais que saibam identificar e acompanhar quem tem problemas psicológicos. Isso inclui os alunos e os professores. No Quero na Escola Especial Professor – nossa ação para os educadores que ocorre pontualmente de agosto a outubro – sete professores fizeram pedido por atividades sobre depressão. Não é à toa que, em muitas redes públicas, 30% dos educadores estão de licença médica.

A esta altura já atendemos pedidos por este tema há um ano. Depois de cada atividade, recebemos retornos fortes de educadores, jovens e dos próprios voluntários. Casos de choro, de agradecimento, mas também de pedidos de ajuda. Por um lado, acreditamos que a entrada de pessoas para falar destes assuntos colabora para o autoconhecimento e para saber lidar com emoções, algo que todos devem aprender. Por outro, os voluntários percebem pessoas que precisam de acompanhamento e, embora possam indicar onde procurar ajuda fora da escola, fica claro que a necessidade está do lado de dentro.

Perguntamos a jovens do nosso “Conselho de Jovens do Quero na Escola” a que se devia o aumento na demanda por estes temas. Todos tinham um caso para contar, muitos concordam que seja a doença do século. Uma das estudantes, com a linguagem mais própria dos adolescentes, os memes, disse que “a geração atual precisa de terapia porque a geração anterior também precisava e achava que era frescura.” Falta agora o poder público olhar para esta questão com a mesma seriedade. Os voluntários podem ajudar, mas entre centenas de alunos e dezenas de professores sempre haverá aqueles que precisam de uma conversa privada com alguém treinado.

 

Reforma do Ensino Médio: Maioria dos jovens optaria por mais de uma área

Quero na Escola ouviu estudantes sobre as escolhas que fariam se a Reforma do Ensino Médio – prevista para começar ainda em 2018 – os afetasse. A consulta buscou saber principalmente se os jovens querem escolher entre uma das cinco diferentes áreas propostas pela Lei aprovada em 2017 e se sentem prontos para tomar tal decisão. O levantamento também se destina a estimular que mais estudantes sejam ouvidos sobre o assunto que deve o currículo das escolas.

Ao todo, 209 adolescentes de 20 cidades e 14 Estados diferentes responderam ao questionário. Destes, 128 disseram que topam dar entrevista sobre o assunto. O Quero na Escola se coloca à disposição de jornalistas interessados em ouvi-los.

Entre os que responderam a consulta, 86% disseram que sabiam da Reforma do Ensino Médio e 14% afirmaram que não tinham informação sobre a mudança. A Reforma foi feita por Medida Provisória em 2016 e aprovada pelo Congresso em 2017. Ainda em 2018 os governos estaduais, responsáveis pela etapa, começam a implementar a medida.

As cinco áreas foram apresentadas aos jovens sem que fosse dito que os estudantes poderiam escolher apenas uma área e 54% marcou duas ou mais opções, com o seguinte resultado:

Um terço dos adolescentes (33%) disse que já se sente pronto para fazer a escolha entre uma destas áreas. Outros 31% disseram que precisam de mais tempo e 33% afirmaram que não querem escolher apenas uma área.

Restaram ainda 2% que optaram por “outro”, como uma jovem de 15 anos que justificou: “Acredito que estas escolhas deviam caber apenas para o último ano do ensino médio, pois no primeiro e segundo ano muitos jovens ainda estão confusos em relação a essas opções. E, acredito que eu seja uma dessas pessoas. No momento posso ter mais familiaridade com tal matéria, mas no segundo ano posso ter com outra, por isso acredito que esta escolha devia ser feita apenas para os alunos do último ano do ensino médio.”

Mudar de escola

A pesquisa explicou ainda aos estudantes que cada escola terá apenas uma ou algumas das cinco opções. Neste caso, questionamos qual seria a opção do estudante entre escolher uma área oferecida pela escola ou buscar outra instituição. O resultado aponta para uma possível onda de migração caso a Reforma seja ampla: 62% optariam por mudar de escola, 33% mudar de área e 5% marcaram a opção “outro”, em que alguns explicaram que nenhuma das duas opções são interessantes para si. “Neste caso, iria me articular com outros estudantes para exigirmos mudanças. Não podemos desistir. Essa reforma não nos representa”, escreveu uma jovem de 16 anos.

Sobre o Quero na Escola
Somos uma associação sem fins lucrativos que parte da escuta aos estudantes para ampliar as possibilidades dentro das escolas públicas. Por meio da nossa plataforma, qualquer estudante pode dizer o que mais gostaria de aprender além do currículo e pessoas que gostariam de ajudar podem oferecer uma aula sobre o assunto pedido. Visite: queronaescola.com.br

Pesquisa: como você fica com a reforma do Ensino Médio?

O Quero na Escola lança nesta quinta-feira uma pesquisa entre estudantes sobre como vão lidar com a Reforma do Ensino Médio. A intenção é fazer com que os adolescentes, principais envolvidos no assunto, conheçam um pouco das mudanças estabelecidas, reflitam sobre o impacto delas em suas vidas e sejam mais ouvidos nos debates sobre o assunto.

O questionário simples quer saber principalmente se o estudante escolheria apenas uma das cinco áreas propostas, se o jovem se sente preparado para escolher nesta fase da vida e como lidará com o fato de que sua escola talvez não ofereça a opção mais desejada. A Reforma do Ensino Médio colocada inicialmente como Medida Provisória, no final de 2016, foi aprovada pelo Senado e sancionada por Michel Temer em fevereiro deste ano. A partir de 2018, os governos estaduais, responsáveis pelo Ensino Médio, devem começar a adaptar os currículos e as unidades escolares.

Estudantes, respondam a pesquisa, leva menos de 2 minutos:

RESPONDER

Quero na Escola completa dois anos com recordes

Neste dia 24 de agosto, o Quero na Escola completa dois anos no ar. Por uma feliz coincidência, será nosso mês com maior número de atividades realizadas e de alunos atendidos: fecharemos agosto com 18 visitas de voluntários a escolas públicas em seis estados diferentes, promovendo atividades solicitadas por alunos e que atenderão diretamente a mais de 900 estudantes. Comemoramos muito cada um destes encontros, mas também aproveitamos este aniversário para relembrar que temos outros objetivos no percurso. São seis objetivos, veja com qual deles você se identifica:

As oficinas deste mês foram sobre fotografia, fanzine e confeitaria e as palestras sobre ginecologia, enfermagem, aborto, política, direitos trabalhistas, identidade de gênero, depressão, etnia e discriminação e gravidez na adolescência. Nomear estes assuntos, assim como dezenas de outros registrados ao longo destes dois anos, faz parte do nosso primeiro objetivo: fortalecer a escuta e participação do jovem em sua própria formação escolar. Antes mesmo do pedido ser atendido, só o fato de refletir sobre o que faria com sua formação e se expressar é um passo que consideramos importante.

E temos comprovado que não estamos sozinhos na valorização do que solicitam os estudantes. Os desejos dos jovens mostraram-se fortes o suficiente para atrair milhares de pessoas para acompanhar nossas ações e centenas para saírem de suas rotinas e voluntariamente irem às escolas atender a estes pedidos. Este é nosso segundo objetivo: dar à sociedade um caminho claro de participação na educação pública. Algo que muita gente quer, mas poucos sabem por onde começar.

Pouco a pouco vamos chegando ao nosso terceiro objetivo: oferecer às escolas parceiros do entorno. Muitos gestores, desacostumados a receber ajuda nas necessidades da escola, acham que não há parceiros à disposição e deixam de tentar levar projetos adiante. Ao perceber o interesse dos voluntários, alguns começam a convidá-los a participar, como a coordenadora da escola que recebeu a palestra sobre depressão no começo deste mês e solicitou à voluntária que voltasse para falar com outras quatro turmas. Os novos encontros estão agendados para sexta-feira (25).

Algo parecido ocorre com os próprios estudantes. A jornalista Marcelle Souza, que falou sobre aborto, tema do seu doutorado, recebeu uma mensagem de aluno no e-mail quando chegou em sua casa. Começa aí uma nova rede de relacionamento, com enorme potencial. Pesquisas de instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontam que a principal diferença no desempenho de jovens de escolas públicas e privadas está no contexto sócio-econômico, que inclui acesso à cultura e rede de contatos. Por isso, promover a integração entre alunos e diferentes setores da sociedade é nosso quarto objetivo.

Enquanto tudo isso acontece ao mesmo tempo, estamos colecionando alguns números. Com mais de 300 escolas com pedidos e mais de 170 cidades cadastradas, começamos a ter insumos para nosso quinto objetivo: reunir informações sobre os jovens e as escolas públicas. Aos poucos queremos mostrar melhor quais são as escolas existentes, com suas deficiências e pontos fortes, mas também quais são as escolas que os jovens querem.

O último objetivo é contribuir para o aprendizado dos assuntos solicitados pelos estudantes, a camada mais visível do projeto, a cereja no nosso bolo de aniversário. E aí? Alguma destas metas é importante para você? Conta pra gente qual delas.    

Quer fazer um pedido? queronaescola.com.br

Quer ver os pedidos existentes? queronaescola.com.br/pedidos

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