Natura e Quero na Escola fazem parceria para que consultoras participem do projeto

Com muita expectativa iniciamos neste mês uma parceria que tem grande potencial para levar o Quero na Escola a muitos outros estudantes e voluntários. Com o Apoio do Instituto Natura, todas as consultoras da marca terão acesso exclusivo à equipe do projeto por meio da plataforma Crer Para Ver.

A intenção é que elas sejam agentes de transformação da Educação em suas comunidades com o uso do nosso canal. Presentes em todos os municípios do Brasil, elas poderão auxiliar jovens de mais escolas públicas a cadastrarem temas que gostariam de aprender além do currículo. Da mesma forma, podem se inscrever para atendê-los ou divulgar os pedidos em suas redes de contato.

Se você é uma consultora Natura, entre em contato. Se conhece uma, diz pra ela que estamos aguardando.

Procura-se programadorx para parceria com o Quero na Escola

A Associação Quero na Escola busca profissional para atuar em melhorias constantes no site Quero na Escola.

É necessário entender de Python e Django.

A pessoa parceira deverá reservar duas horas semanais para trabalhar em pontos indicados pela equipe ou projetos futuros. Damos preferência para horários fixos e pessoas que possam participar de reuniões em São Paulo.

Também é importante se identificar com a causa do projeto, que é aproximar escola pública e sociedade por meio de atividades nas escolas promovidas por voluntários a partir de pedidos dos próprios estudantes. Saiba mais sobre o Quero na Escola aqui mesmo no nosso blog.

Interessados podem enviar um email para central@queronaescola.com.br até o dia 15 de maio com valor cobrado por mês para a carga horária semanal de duas horas.

Haverá um teste de conhecimentos e entrevista.

 

Associe-se ao Quero na Escola!

O Quero na Escola é uma associação sem fins lucrativos. Nossa ação prioritária é o atendimento de demandas de alunos de escolas públicas por voluntários por meio da nossa plataforma digital. Facilitamos a comunicação e catalisamos essas relações por meio de redes sociais para fazer circular novos conhecimentos dentro da escola em um processo que parte do aluno, respeita a instituição, envolve o gestor escolar e produz aprendizados para toda a sociedade.

O projeto surgiu em agosto de 2015 sem nenhuma formalização. Cresceu para todas as regiões do Brasil e agora institucionalizou-se como Organização Não Governamental. O processo exige recursos para remunerar as pessoas que se dedicam todos os dias a envolver estudantes, divulgar os pedidos, organizar as propostas de voluntários, sensibilizar os gestores das escolas para que aceitem a participação da sociedade e trabalhar para que as atividades de fato ocorram dentro das escolas públicas.

Desejamos também fazer melhorias em nossa plataforma, investir em tecnologia e divulgação, para que o site chegue a mais estudantes de todo o Brasil. Além disso, temos custos menores com logística, telefone, contabilidade e cartório. Constantemente buscamos parcerias que nos ajudem com recursos para expandir o projeto e, como sempre, achamos que nosso maior recurso são as pessoas que apoiam a iniciativa.

Por isso, estamos abertos a doações. Ao fazer uma contribuição de qualquer valor, o apoiador também pode se tornar um associado. Basta preencher um formulário com os dados para que possamos agradecer publicamente, convidá-los a participar das reuniões e enviar relatórios com detalhes dos investimentos. O associado não tem obrigações, mas ideias e participações serão sempre muito bem-vindas.

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Nos ajude a mudar a relação entre escolas públicas e sociedade, torne-se um associado.

Tema da Redação do Enem foi pedido atendido pelo Quero na Escola em duas escolas do Rio

Pelo segundo ano consecutivo, o tema da Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) coincidiu com pedido de estudantes atendidos no Quero na Escola. Neste ano, dois colégios do Rio de Janeiro receberam palestrantes que debateram a Intolerância Religiosa, o Missionário Mario Way, em outubro, e o Amaro Cavalcanti, em julho.

Whatsapp de aluno que viu a palestra sobre Intolerância
Whatsapp de aluno que viu a palestra sobre Intolerância

A equipe do Quero na Escola está muito satisfeita em ser um canal para os estudantes dizerem o que querem aprender e por esta prática ter provado que os alunos estão interessados em temas importantes para toda a sociedade. Soubemos do tema deste ano por um aluno que, como a maioria dos estudantes de Ensino Médio,  não prestava a prova. Foi emocionante.

No ano passado, com apenas dois meses de idade, o Quero na Escola também antecipou o tema. A pedido de uma aluna, levou feministas para ministrar a palestra Contra Machismo, no extremo sul de São Paulo. Dias depois, o Enem teve como tema da Redação a persistência da violência contra a mulher.

Eliel Silva Valcacio, 18 anos, participou da roda de conversa no Colégio Mario Way com a voluntária Tania Jandira, umbandista e membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. “Quando eu olhei o tema fiquei bem mais relaxado, porque já sabia que teria controle sobre o assunto. Eu já tinha uma visão do tema, que devemos ter respeito com todas as religiões, mas a palestra expandiu minha visão, me trouxe informações que eu nunca tinha pesquisado, e me proporcionou uma prova maravilhosa”, contou Eliel.

fraseO colégio aproveitou o evento organizado pelo Quero na Escola e fez um dia inteiro de debates sobre o tema. “Escrevi sobre a liberdade que todos temos de crer ou não em algo e que estamos protegidos pela Constituição, para que todos possam ter a sua crença e conviver em sociedade”, disse o estudante, que está no 3º ano de Ensino Médio e é protestante.

No Colégio Amaro Cavalcante, a professora Monique Sochaczewski Goldfeld, pesquisadora sobre o Oriente Médio, atendeu ao pedido e deu uma aula sobre o clima bélico da região tão sagrada e igualmente complexa.

Luis Fernando Figueiredo, 18 anos, autor do pedido no Amaro Cavalcanti, prestou o Enem e disse que a palestra o ajudou, porque explicou sobre as formas de visão e preconceito com as crenças religiosas alheias. “Como [a redação] foi mais voltada pra intolerância no Brasil eu mencionei as culturas que existem aqui de uma forma geral e os tipos de preconceitos que ocorrem”, disse.

A estudante que pediu a palestra no Mario Way, Bruna Azevedo, 17 anos, perdeu o evento, porque estava viajando. Hoje, enviou uma mensagem à nossa equipe: “Mesmo não tendo participado da palestra, fico feliz por ter escolhido este tema, que com certeza ajudou a muitos no Enem. Fiz a prova ontem e amei o tema. Obrigada mais uma vez pelo trabalho que vocês fazem”.

É interessante reforçar que em ambos os anos não foi a equipe do Quero na Escola que “acertou” o tema, mas sim os estudantes. A plataforma é aberta a pedidos por qualquer assunto e não há sugestão de um tema ou outro, foram os alunos que trouxeram. O que garantiu o atendimento foi o espaço para que fossem protagonistas, a disponibilidade das voluntárias, a quem agradecemos mais um vez, nosso trabalho em conectar todas as pontas e as gestões das escolas por permitirem a participação da sociedade.

É estudante e quer pedir uma aula diferente na sua escola? Peça em www.queronaescola.com.br

Para 92% de estudantes ouvidos, Escola Sem Partido afeta vida muito ou totalmente

Quero na Escola aplicou uma pesquisa online para saber a opinião de estudantes sobre cada item do polêmico projeto Escola Sem Partido, que tramita no Congresso Nacional e em diferentes governos estaduais. Ao todo, 82% se disseram contra a proposta e 92% responderam que a mudança afetaria sua vida “muito” ou “totalmente”.

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Como o objetivo do Quero na Escola é ampliar a voz dos alunos em debates que afetam o cotidiano escolar, perguntamos também se eles gostariam de dar entrevistas sobre este assunto: dos 107 que responderam à pesquisa, 33 se disponibilizaram e deixaram os contatos para interessados.

Entre os pesquisados, 88% disseram que já haviam ouvido falar no Escola Sem Partido. Para ajudá-los a conhecer melhor a proposta, cada pergunta trazia itens do texto em análise na Câmara dos Deputados.

Os estudantes são especialmente contra o item que limita a atuação dos próprios alunos em relação aos temas de que trata a projeto. O trecho “não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula”, foi considerado errado por 95% dos que responderam.

escola-sem-partido-2Para 90% também está errado o artigo que impõe que a escola “respeitará o direito dos pais dos alunos a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções”. Os estudantes definitivamente querem ter outras influências além dos pais e reforçam isso quando o mesmo item aparece entre os princípios do projeto e tem aprovação de apenas 11%.

Os alunos defendem ainda que os professores devem ter opinião sobre os assuntos sobre o qual ensinam (89%) e dizem que quando os educadores dividem suas opiniões e experiências isso ajuda na aula (84%). Outro item que teve maioria contrária foi a proposta de que a escola não fale sobre gênero. Para 76% o projeto está errado, ou seja, o assunto deveria ser abordado dentro da escola.

Em outros itens listados como preceitos do projeto, “liberdade de aprender e ensinar”, “pluralismo de ideias no ambiente acadêmico” e “liberdade de consciência e de crença”, a maioria dos estudantes se colocou favorável, apontando que a contrariedade está ligada às questões limitadoras do projeto.

Veja todo o questionário com os resultados aqui 

Quero na Escola é uma plataforma gratuita e aberta a qualquer estudante adolescente para que digam o que gostariam de aprender dentro de suas escolas públicas, além do currículo. As informações são organizadas no site por escola e assunto para que qualquer pessoa com o conhecimento pedido possa se inscrever para ajudar. Depois nós conectamos as duas pontas e facilitamos o agendamento de visitas às escolas.

Pedidos de contatos dos estudantes para entrevistas e outras informações pelo email central@queronaescola.com.br

Veja todas as notícias sobre encontros de voluntários com alunos em Notícias do Quero na Escola.

Quero na Escola faz um ano com milhares de motivos para comemorar

Completamos um ano! No dia 24 de agosto do ano passado foi lançado o primeiro site do Quero na Escola, com a intenção de provocar os estudantes a pedirem algo além do currículo e dar um mapa de oportunidades a quem quer participar da educação pública. São muitos os motivos para festejar neste aniversário:

  • Recebemos pedidos de 247 alunos, de 60 escolas em 24 cidades e 8 estados
  • 211 pessoas se cadastraram para ajudar
  • Já foram realizadas atividades em 15 escolas de 11 cidades em 4 estados diferentes
  • Os eventos promovidos em escolas públicas envolveram 1724 pessoas: 1616 alunos, 44 voluntários e 67 educadores
  • 3,3 mil pessoas participam da nossa página no Facebook (e algumas também no Instagram e Twitter) e promovem a partir dali a conexão entre os pedidos dos estudantes e pessoas que podem ajudar

A gente fez tudo que gostaria? Não! Nossa intenção era ter registrado pedidos em 100 escolas a esta altura. Não chegamos a tanto porque contávamos com uma nova versão do site para meados do primeiro semestre e houve um atraso de meses. Mas desde julho estamos com ela no ar e prontos para aumentar a participação nas escolas públicas.

Neste aniversário, queremos agradecer aos estudantes e educadores que nos inspiram, aos voluntários responsáveis por todos os nossos resultados, às 359 pessoas que apoiaram nosso crowdfunding de 2015 que financiou o Quero na Escola por um semestre, ao Instituto Unibanco, nosso primeiro apoiador, e à Fundação SM, parceira da ação especial para o professor.

A nossa festa é no cotidiano da escola pública! Estão todos convidados: www.queronaescola.com.br

 

Olimpíadas mostram adolescentes com determinação e muito o que dizer

 

Quem nunca ouviu frases como “os adolescentes de hoje são desinteressados”, “eles não sabem o que querem”, ou coisas parecidas? Os Jogos Olímpicos do Rio 2016 demonstraram o oposto: temos atletas ainda adolescentes que são modelo de força de vontade e perseverança. Eles são exemplos de que os jovens podem contribuir de forma positiva para a construção da nossa sociedade.

A ginasta Flávia Saraiva (na foto acima), com 16 anos, conquistou a todos com seu jeito alegre e carismático. Para além da doçura, ela demostrou força até nos momentos difíceis: ela chegou a cair durante uma apresentação nas barras assimétricas, mas voltou e terminou a prova sem se deixar abalar. E mesmo com a pouca idade, se destacou nos Jogos terminando na 5a. colocação na disputa da barra de equilíbrio.

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A integrante mais nova da delegação brasileira, Bruna Takahashi mal completou 16 anos e foi representar ao país no tênis de mesa. Ela é super dedicada aos treinos já disse em entrevistas que pretende sair do país para ter acesso a melhores oportunidades no esporte – mas que só vai fazer isso depois que terminar o ensino médio.

Modalidade preferida no Quero na Escola

Mesmo para quem não pretende ir às Olimpíadas, a prática de esportes ensina lições que podem ser levadas para a vida toda, como a superação e companheirismo. Aqui no Quero na Escola a mais pedida até hoje tem sido uma modalidade que não é olímpica, mas tem a cara do Brasil: capoeira. Quem puder ajudar com uma aula demonstrativa ou aulas regulares, basta se cadastrar em uma das escolas daqui.

Em um escola em Várzea Grande, Mato Grosso, um grupo de capoeiristas já fez uma apresentação depois do pedido de um dos alunos.

Juventude também ganhou voz na abertura da Rio 2016

Quem brilhou na cerimônia de abertura foi MC Soffia, de apenas 12 anos. Ao se apresentar em um evento transmitido para milhões de pessoas em todo o mundo, Soffia de certa forma deu voz e visibilidade a todas as crianças negras de periferia do Brasil. Assista aqui um vídeo de bastidores de MC Soffia e Karol Conka.  

Discussões sobre o racismo são outro tema pedido com bastante frequência no Quero na Escola. Atualmente temos pedidos de palestras ainda esperando por voluntários em Cascavel (PR) e no Rio de Janeiro (RJ).  

Quero na Escola recebe apoio do Instituto Unibanco

O Quero na Escola fechou uma parceria com o Instituto Unibanco, que garantirá apoio financeiro e uma consultoria para institucionalização do projeto nos próximos meses. O capital semente será aplicado na continuidade das ações no próximo semestre permitindo a dedicação da equipe ao cadastramento dos pedidos de alunos e dos voluntários e à conexão de pessoas com as escolas públicas.

Após nove meses no ar, este é o primeiro apoio institucional à iniciativa, que no primeiro semestre funcionou com o apoio de 350 pessoas por meio de um financiamento coletivo realizado em dezembro.

O Instituto Unibanco existe há 24 anos e tem como missão “contribuir para o desenvolvimento dos alunos do Ensino Médio em escolas públicas, concebendo, validando e disseminando novas tecnologias ou metodologias que melhorem a qualidade e efetividade das políticas públicas.”

A consultoria para institucionalização será da Gabriela Mendonça, da Estúdio Cais – Projetos de Interesse Público. A expectativa é que o projeto se consolide de forma sustentável.

Agradecemos muito à confiança da equipe do Instituto Unibanco. Acreditamos que com parcerias como essa podemos ter muito mais Quero na Escola no Brasil todo e contribuir para que a sociedade se engaje cada vez mais com a educação pública.

Protagonistas e participativas

Inauguramos o Quero na Escola com dois propósitos: dar chance de protagonismo aos estudantes de escolas públicas e fazer um mapa de pedidos para quem quer participar da educação de forma direta. Em seis meses, quase 500 alunos foram atendidos presencialmente em suas escolas, com atividades que não são parte do currículo. Um terço deste total assistiu a uma palestra contra machismo solicitada por uma menina de 16 anos.

Não é uma coincidência. Protagonismo e participação são dois temas caros às mulheres. Tivéssemos mais representatividade política, por exemplo, projetos como o que dificulta o acesso a pílula do dia seguinte não teriam a menor chance. Além disso, o Quero na Escola é um projeto idealizado por mulheres, coordenado por mulheres e que sensibiliza principalmente mulheres.

Somos em cinco jornalistas. Eu e a Luciana Alvarez, com dois filhos pequenos cada uma, Tatiana Klix, Marina Morena Costa e Luísa Pécora (também autora do site Mulher no Cinema). Mercado de trabalho e maternidade, desigualdade e a legalização do aborto sempre entraram nas nossas conversas pela porta dos casos cotidianos.

Moro em São Paulo e, na primeira viagem para o Social Good Brasil Lab (laboratório de inovação em que o Quero na Escola foi gestado), em Florianópolis, um dos meus filhos de 3 anos teve a única crise de bronquite psicológica da vida. Eu surtei, quase desisti.

Foi o “papo feminista” com outras mães que me fez enxugar as lágrimas, explicar para mim e para ele que a mamãe estava fazendo o melhor para todo mundo e me ausentar mais quatro vezes nos meses seguintes. Só meio ano depois, já ganhamos dezenas de dias a mais  juntos por conta do projeto.

Neste mesmo meio tempo, nossas entrevistas apontaram para o “desinteresse” dos estudantes como problema dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio que poderíamos ajudar. A escuta aos adolescentes mostrou que eles têm sim interesses, só são diferentes do currículo que desenhamos para eles.

No final de agosto, abrimos o canal para os alunos dizerem o que querem aprender além da grade curricular e os assuntos surgiram: fotografia, quadrinhos, cerâmica, violão, artesanatos, contação de história, truques de mágica, grafite. Com os pedidos claros e genuínos, vieram os voluntários – majoritariamente voluntárias, aliás – e a participação efetiva da sociedade na educação pública.

Quando uma adolescente me procurou, tímida pelas redes sociais, para saber se cabia “palestra contra machismo e racismo” no site, ficamos eufóricas. Ela tem 16 anos, mora no bairro mais distante do centro de São Paulo e fez um pedido com uma necessidade confirmada diariamente. Ainda assim, nossas cabeças do século 20 ficaram surpresas. Uma surpresa feliz.

Quatro pessoas se voluntariaram para atendê-la, uma delas, a Marcella Chartier, mobilizou mais duas feministas, Martha Lopes e Vanessa Rodrigues. Tive a honra de acompanhá-las na viagem de quase cinco horas (ida e volta) até a escola estadual Joaquim Alvarez Cruz, em Barragem, compartilhando os próprios dilemas e enfrentamentos cotidianos ao machismo.

Saímos de lá comovidas com tudo. Elas estavam organizadas desde cedo, as mulheres terão mais chances daqui para frente. Ainda há tanto a fazer, mas foi criado um ambiente para as meninas lutarem por nós desde cedo e estamos à postos para apoiá-las.

Feliz Dia das Mulheres a vocês e obrigada por serem protagonistas e participativas.

Cinthia Rodrigues,  jornalista e cofundadora do Quero na Escola

atualização deste texto, originalmente publicado na coluna de Antônio Góis do jornal O Globo de 4/11/2015, como parte da iniciativa #AgoraÉQueSãoElas

Prestação de conta e início de 2016 no Quero na Escola!

A campanha de financiamento coletivo do Quero na Escola! foi um sucesso. Em 31 dias, arrecadamos R$ 28 mil reais (108% da meta) de 349 apoiadores. Nesta sexta-feira, 8 de janeiro, recebemos o repasse de  R$ 24.412,20, após o desconto da comissão do site Catarse.

As novas páginas com pedidos de escolas serão postadas após checagem de dados com os alunos já nas próximas semanas. Até o fim do semestre serão 100 escolas de todas as regiões do País. A expectativa é que milhares de estudantes recebam voluntários para falar de assuntos que são desejados na escola e não fazem parte do currículo.

Nossos financiadores também podiam optar por recompensas conforme o valor investido (veja campanha com detalhes aqui). Enviamos neste domingo em seus emails os detalhes das entregas, que também reproduzimos abaixo:

1) Nome no site
Nossa página de apoiadores será colocada no ar até o início de fevereiro, quando também esperamos já ter as primeiras novas escolas com pedidos cadastrados no ar.

2) Calendário exclusivo
Apesar desta recompensa também ter sido prometida para fevereiro, podem esperar ainda para este mês. Afinal, é para você marcar as coisas boas que fará ao longo do ano, inclusive neste mês de partida!
A gráfica prevê entrega nesta semana e até o dia 20 esperamos ter postado todos pelo correio.
Importante: Se você está em um endereço diferente do cadastrado, nos avise até a semana que vem.

3) Festa em fevereiro
Vamos fechar a data e o local e avisaremos este grupo com algumas semanas de antecedência.

4) Indicação de uma escola prioritária
Qualquer estudante de escola pública pode se inscrever no Quero na Escola (www.queronaescola.com.br), mas nem todo aluno sabe disso e nem toda escola se abre para o projeto. Por isso, pretendemos fazer visitas para falar com direção e alunos.
Durante a campanha, 24 pessoas fizeram uma contribuição que inclui a recompensa de apontar uma escola que receberá todo o incentivo possível da nossa equipe para a adesão.
Estas escolas JÁ PODEM SER APONTADAS por quem quer ver o Quero na Escola perto de casa, na escola de um parente, amigo ou em uma instituição pela qual tem algum apreço especial. Se você é uma destas pessoas, comece a pensar na escola, pois vamos perguntar individualmente ainda este mês (e se não tem nenhuma específica, temos sugestões).

Agora, ao trabalho. Queremos muito nas escolas em 2016!