Edição do Apoio Emocional termina com conversas sobre acolhimento

Pelo segundo ano, a Fundação SM e o Quero na Escola realizaram o projeto Apoio Emocional, que conectou professores que solicitaram ajuda a profissionais voluntários de saúde mental. Conforme centenas de educadores eram ouvidos, um problema comum se destacou: a falta de acolhimento. Falta de acolhimento humano dos órgãos públicos, falta de acolhimento das questões pessoais pelos colegas ou gestores escolares, falta de meios para acolher como aos estudantes como gostariam e até falta de acolhimento das próprias limitações. Então, este foi o tema do Webinário de Encerramento do Apoio Emocional.

Na primeira roda de conversa, mediada pela gerente da Fundação SM, Mariana Franco, o tema foi “Autoacolhimento”. Participaram Reynaldo Rocha, psicólogo, mestre em Psicologia Clínica, docente, supervisor de estágios e um dos voluntários mais atuantes do projeto, e a professora Tamires Gonçalves, que dá aulas em Araruama, no Rio de Janeiro, e faz um depoimento muito sincero e forte sobre a necessidade de receber apoio emocional.

No segundo dia, o tema foi Ambiente Acolhedor com a mediação da coordenadora do Quero na Escola, Cinthia Rodrigues. A psicóloga mineira Jéssica Santos, que atuou como voluntária atendendo a um grupo de professores, e a professora na rede municipal de São Paulo, Rosana Fontenele, falaram das mudanças nas necessidades de acolhimento, depois de tanto tempo longe e nas estratégias que visualizam para tornar o grupo de colegas, o espaço físico e as aulas mais acolhedoras.

As conexões iniciadas entre voluntários e educadores seguem conforme os combinados entre as duas pontas, alguns atendimentos duraram semanas, outros meses e há quem esteja em atendimento desde o ano passado.

O Apoio Emocional surgiu em 2020, diante da pandemia, em substituição ao Quero na Escola Especial Professor que costumava encontrar voluntários para atender a educadores em suas demandas por colaboração em outubro, mês dos professores. Em 2021, o projeto foi antecipado já que o ano começou com uma nova onda de Covid-19. Foi também ampliado chegando a quase cinco meses de construção de pontes entre educadores e profissionais de saúde emocional.

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