Espaços de exposições de ciências para os estudantes ocuparem

Por Luciana Alvarez

Muitos dos conceitos e conhecimentos que estudantes veem nas aulas de ciências e matemática podem ser experimentados na prática em visitas a museus e parques pelo País. Planetários e aquários, zoológicos e centros de tecnologia compõem uma rede de espaço educativos capazes de enriquecer o repertório de todos, além de despertar novos interesses. Grande parte deles são vinculados a universidade e têm visitação gratuita.

Infelizmente a oportunidade não é distribuída por igual pelo território brasileiro. As capitais, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, concentram esse tipo de instituição. O Estado de São Paulo, por exemplo, soma 48 centros e museus científicos; no Estado do Amazonas há apenas 1. Para fortalecer estes espaços, é interessante que se conheça e aproveite as ofertas que existem por perto. Há lugares incríveis e muito diferente entre si. 

Para os paulistanos, aqui estão alguns dos destaques:

Catavento Cultural

Centro

Universo, Vida, Engenho e Sociedade são os quatro eixos que movem o Catavento, espaço cultural e educacional que funciona num prédio histórico, o antigo Palácio das Indústrias. Entre os destaques está a seção de eletromagnetismo, onde o visitante fica literalmente de cabelo em pé.

Visitação de terça a domingo/ Ingresso R$ 10; aos sábados é grátis

Mais informações: www.cataventocultural.org.br

Museu de Microbiologia – Instituto Butantan

Butantã, zona oeste

Na exposição, o visitante realiza uma viagem imaginária ao mundo escondido dos micro-organismos. A mostra apresenta modelos tridimensionais e microscópios para observação de micro-organismos e células, além de softwares interativos e filmes sobre temas relacionados à microbiologia.

Visitação de terça a domingo/ Ingresso R$ 6

Mais informações: www.butatan.gov.br

Planetário Parque do Carmo

Itaquera, zona Leste

Conta com altíssima tecnologia para fazer os visitantes se sentirem perto do céu, do sol e até das constelações do Zodíaco. O projetor Universarium VIII fica numa cúpula com 20 metros de altura. Além disso, há 41 projetores periféricos, 109 lentes e 9 mil fibras ópticas, que fazem projeção de estrelas, planetas, simulam eclipses e outros fenômenos.

Aberto diariamente/ Entrada gratuita

Mais informações: 011. 2522-4669

Aqui você pode conhecer um pouquinho do que existe espalhado pelo País:

Casa da Ciência

Rio de Janeiro, RJ

O espaço conta com exposições, audiovisual, oficinas, artes cênicas, música, palestras, seminários, cursos. As exposições temporárias são interativas e tratam de temas associados ao cotidiano. Tudo isso, mantido pelo UFRJ.

Visitação de terça a domingo/ Entrada gratuita

Mais informações: www.casadaciencia.ufrj.br  

 

Museu da Anatomia Humana

Brasília, DF

Vinculado à faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), o museu reúne mais de 300 peças anatômicas (tecidos e órgãos humanos conservados), como forma de fazer com que todos entendam mais sobre o funcionamento do próprio corpo.

Visitas precisam ser agendadas/ Entrada gratuita

Mais informações: ma@unb.br

 

Usina Ciência

Maceió, Alagoas

O espaço mantido pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) conta com sala de exposições, núcleo de informática, biblioteca, videoteca, laboratório de química e de física, núcleo de astronomia.

Visitas de segunda a sexta/ Entrada Gratuita

Mais informações: www.usinaciencia.ufal.br

 

Jardim Botânico Municipal

Curitiba, Paraná

Aberto à visitação livre ou monitorada, ele se difere de outros parques por possuir coleções de plantas ordenadas e classificadas, e oferecer ao visitante informações sobre as espécies botânicas, sua origem, utilidades e curiosidades.

Aberto diariamente/ Entrada Gratuita

Mais informações: www.curitiba.pr.gov.br

Para conhecer sobre outras opções de parques, centros e museus de ciência, uma associação brasileira publicou em 2015 um livro listando 268 espaços como os citados. Bora aprender ciências?!

Gostaria que alguém fosse a sua escola falar sobre um destes assuntos ou outro qualquer? Cadastre-se no Quero na Escola. Qualquer estudantes de escola pública pode dizer o que mais gostaria de aprender além do currículo obrigatório e divulgamos para que voluntários possam atender.
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15 cursos de universidades brasileiras para fazer online e de graça

Por Sabrina Coutinho

Você sabia que muitas universidades – brasileiras e estrangeiras – disponibilizam cursos online gratuitos? Sem filtro por nota no Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) ou qualquer processo seletivo, é possível conhecer melhor carreiras e aprender com cursos completos e vídeos dos mesmos professores que atuam em instituições renomadas.

EdX, por exemplo, é uma parceria entre o MIT e a Harvard, duas das universidades mais disputadas dos Estados Unidos, e reúne mais de 950 cursos das maiores universidades do mundo. Já o Coursera tem mais de 2 mil cursos disponíveis, oferecidos por faculdades de 29 países. O Veduca, plataforma brasileira no mesmo estilo, também reúne alguns cursos de grandes faculdades do país.

Nós do Quero na Escola facilitamos encontros pessoais nas escola. Queremos que os estudantes tenham acesso a mais pessoas além de mais conhecimento (peça aqui o que você gostaria de aprender além do currículo na sua escola). Neste começo de ano, no entanto, achamos fundamental reforçar que, se você não conseguiu o que queria no Sisu, isso está longe de ser o fim do mundo. Pelo contrário, o conhecimento pode ser adquirido de muitas formas.

Selecionamos alguns desses cursos – oferecidos em português e gratuitos – para você experimentar:

  1. Origens da vida no contexto cósmico, com professores e pesquisadores do Instituto de Astronomia da USP
  2. Introdução à ciência da computação com Python – parte 1, com Fábio Kon, do Instituto de Matemática e Estatística da USP
  3. Pluralidades em Português Brasileiro, com cinco professoras e pesquisadoras da Unicamp
  4. Como criar um aplicativo para iPhone, com professores do Instituto de Biologia da Unicamp
  5. Introdução ao Controle de Sistemas, com professores do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
  6. Capitalismo consciente, com Priscila Claro, do Insper
  7. Liderança, gestão de pessoas e do conhecimento para inovação, com Joel Souza Dutra, da Faculdade de Economia e Administração da USP
  8. Gestão de projetos, com Marly Monteiro de Carvalho e Daniel Amaral, da Escola Politécnica da USP
  9. Finanças pessoais e investimentos em ações, com André Massaro, da BM&FBOVESPA
  10. Fundamentos de administração, com Hélio Janny Teixeira, da Faculdade de Economia e Administração da USP
  11. Medicina do sono, com Lívia Leite Góes Gitaí, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas
  12. Engenharia econômica, com Erik Rego, da Escola Politécnica da USP
  13. Gestão da inovação, com Mario Sergio Salerno, da Escola Politécnica da USP
  14. Instrumentos de política e sistemas de gestão ambiental, com Marcelo Montaño, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP
  15. Produção mais Limpa (P+L) e Ecologia Industrial, com Sergio Almeida Pacca, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo

Pensava em outro tema? Que tal pedir para alguém falar um pouco sobre isso na sua escola? Se você é estudante da rede pública de qualquer estado do Brasil, é só entrar no www.queronaescola.com.br e pedir o que quiser. Alguém pode ir pessoalmente ajudar a você e seus colegas.

O que ouvimos mediando gênios na Campus Party

Por Cinthia Rodrigues, coordenadora do Quero na Escola

Um dia um asteróide próximo do Planeta Terra vai ser batizado de Luiz Fernando da Silva Borges. Sabem quem é? Um estudante de 18 anos do Mato Grosso do Sul que já coleciona 50 prêmios pelas pesquisas que faz em engenharia biomédica. A convite do grupo Mentoring Young Talents Brazil (MYTB), mediei na 10ª edição da Campus Party uma mesa em que ele e outros quatro jovens gênios falaram de como se aprende – o que foi bom de ouvir – e da distância entre isso e o que veem ocorrer nas escolas – e isso foi triste.

Os cinco se destacam em áreas diferentes (veja perfis abaixo), mas estavam ávidos para falar de Educação. Foram eles e a fundadora do MYBT, Angelita Drunkenmolle, que sugeriram e fizeram campanha pelo painel “Educação: inovar ou revolucionar”. Para eles, é preciso aumentar a expectativa sobre o estudante, incentivar a autonomia do jovem e ajudá-lo a encontrar a forma singular de aprender de cada um.

“A revolução que precisa acontecer é a que coloca o estudante como protagonista e não mais passivo. Ele tem condições de descobrir. Não aprendendo o que a dona hipotenusa foi fazer com os catetos, mas derivando o teorema de Pitágoras”, comentou Luiz.

Para ele, o problema é que somos mais recompensados pelo sucesso em reproduzir do que pela busca de avanços, mesmo que resulte em fracasso. “A gente tem a tal da classificação dos cientistas por quantidade de artigos publicados. Não interessa se o artigo é reprodução ou divisão de uma pesquisa maior. Quantos queriam fazer pesquisa e viraram escravos do professor?”  

Gabriel Santos, que aos 16 anos é embaixador do programa Educação Livre, com chancela da Unesco, já foi reprovado na escola por falta, enquanto investia em campeonatos mundiais de robótica. “Quando descobri que podia aprender sozinho, a escola passou a ser a pior coisa da minha vida. Pra que vou até lá se posso aprender no youtube?”, contou, acrescentando que não achou a resposta até hoje.

“O jovem de 14 a 17 anos tem um perfil que se resume a passar no Enem. Depois chega lá, não era o que ele esperava. Será dele a culpa?”, comenta. “A escola não ensina pra gente como o cérebro funciona. É complicado falar em um sistema porque o Brasil é grande e muito diferente. Então, acho que o ensino tem de ser personalizado.”

Yolanda Rodrigues, 22 anos, fez parte da faculdade de Ciência e Tecnologia na França e compara os sistemas. “Desde o ensino médio, eles lá fora são muito acostumados a estudar sozinhos. Aqui o professor fala exatamente o que é pra estudar e se não cair na prova, tem aluno que até cobra”, lamenta. Ela conta que ela própria tem dificuldade em fazer prova, apesar do sucesso em diferentes áreas. “Eu não consigo copiar de livro. Então a gente podia ter mais uso prático, pegar problemas reais e resolver”.

Para Maria Vitória Valoto, 16 anos, todos estes problemas devem ser resolvidos pelo governo e pelos próprios estudantes. Aos 15 anos, ela desenvolveu uma cápsula contra intolerância à lactose e hoje faz pesquisa em laboratório de ponta.  “Vamos ouvir o estudante porque é pra gente a escola. Não é para eles. E acho que não adianta só reclamar, ‘ah, minha escola está em greve, ah, o sistema no Brasil’ e ficar no Netflix. A gente não pode esperar a mudança, é o nosso papel também levar a mudança”.

Quem deu algumas dicas sobre como gostar de aprender foi João Victor Chaves da Silva, 20 anos, fundador da Empreenda Junto (que transmitiu o painel ao vivo pelo Facebook, assista aqui). “Hoje estou muito conectado a áreas de Machine Learning e adaptar o processo de aprendizado. Por mais que seja algo novo, gosto muito porque é o que quero fazer. Ao mesmo tempo tenho que estudar coisas que sinceramente odeio, como finanças, mas sei que preciso. Então tem duas coisas que a gente aprende: o que você gosta e o que você estuda porque tem um objetivo. Sempre mantenha em mente o seu objetivo e reveze entre o que gosta e o que precisa”, aconselhou. 

A palestra que teria inicialmente 45 minutos, acabou se estendendo por mais de duas horas e vários estudantes da plateia participaram. E queriam participar mais ainda. Mais uma evidência de que até os estudantes mais brilhantes podem melhorar sua relação com a própria escola com autonomia.

Quer chamar alguém para promover uma atividade diferente dentro da sua escola pública? queronaescola.com.br

Quem são:

Da esquerda para a direita: João Vitor, Luiz, Angelita, Cinthia, Gabriel, Yolanda e Maria Vitória
Da esquerda para a direita: João Vitor, Luiz, Angelita, Cinthia, Gabriel, Yolanda e Maria Vitória
  • João Vitor Chaves da Silva, 20 anos, é técnico em eletrotécnica e automação industrial pelo Cefet de Minas Gerais, fundador da Empreenda Junto e pessoa mais jovem do mundo a receber o título de Teacher of New Venture and Leadership pelo MIT Global Enterpreneurship Bootcamp.

  • Luiz Fernando da Silva Borges vem desenvolvendo tecnologias na área de engenharia biomédica: construindo um equipamento que torna mais barato exames laboratoriais baseados em DNA; um novo método para controle de próteses robóticas de braço com sensação tátil e um método para fazer pessoas em coma se comunicarem. Com 18 anos, detêm mais de 50 prêmios e títulos, sendo apontado para a International Astronomical Union (IAU), por meio do MIT Lincoln Laboratory, para ter um asteróide próximo do Planeta Terra batizado com seu nome.

  • João Gabriel Santos, 16 anos, faz experiências com robótica desde os 12 anos, é fundador do Makerspace Sesi RJ e embaixador do Educação Livre, programa chancelado pela Unesco.

  • Maria Vitória Valoto, 16 anos, criou cápsulas com a enzima lactase de baixo custo e com diferente aplicação para quem sofre de intolerância à lactose e ganhou 21 prêmios sendo a primeira brasileira e única representante da América Latina a estar na Google Science Fair, uma feira organizada pela Google Education.

  • Yolanda Rodrigues, 22 anos, graduada em Ciências e Tecnologia com ênfase em Engenharia dos Materiais pela Universidade Federal do  Rio Grande do Norte, que fez Graduação Sanduíche no INSA de Strasbourg, na França.

     

Fotos lindas, mesmo com celular

Com o celular sempre à mão, fica fácil registrar os mais variados momentos, de festas de casamento, encontro de amigos, a uma paisagem urbana inesperada. Para que esses registros tenham qualidade, separamos algumas dicas de como tirar fotos lindas com um smartphone.

1. Escolha locais bem iluminados

A palavra fotografia significa escrita da luz. Esse elemento é, portanto, essencial em qualquer foto. Nos celulares, o flash e outros elementos que podem compensar a falta de luz ainda deixam a desejar. Então, sempre que possível, prefira fotos de dia e ao ar livre – até as selfies ficam mais legais!

 

2. Experimente a luminosidade indireta do amanhecer e entardecer

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A luz mais indireta e amarelada dessas horas do dia dá um toque ainda mais especial.

 

3. Aproxime-se do que deseja retratar

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As câmeras dos celulares estão melhores a cada dia, mas assim como o flash, o recurso do zoom não é costumar ser tão bom. Para ter melhor resolução, dê uns passos a frente e chegue perto.

 

4. Prefira fundos simples

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Para destacar um objeto, ou mesmo uma pessoa, escolha um fundo neutro. Elementos demais na imagem acabam distraindo nosso olhar do que realmente importa.

 

5. Descentralize

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Já ouviu falar da “Regra dos Terços”? Divida a imagem em três e tente deixar o ponto mais interessante da imagem em um dos terços laterais – nunca no meio. O “ponto de interesse” pode ser o monumento, a árvore, a pessoa andando na rua, ou os olhos de quem está sendo retratado, por exemplo.

 

5. Busque ângulos diferentes

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Mais do que questões técnicas, uma imagem fica especial quando o fotógrafo consegue um enquadramento diferente do comum. Não tenha medo de experimentar novos olhares: vire o celular, deite-se no chão, suba num banquinho, etc.

 

Por fim, tire várias fotos e escolha a melhor – alguém pode ter piscado bem na hora. Para não ficar sem espaço, basta apague o resto depois de separar sua eleita.

Você é estudante de escola pública e quer aprender mais sobre fotografia? Faça seu pedido por uma oficina aqui!

Você sabe muito sobre o tema e pode passar um pouco de seu conhecimento para jovens de escolas públicas? Veja onde há pedidos e seja um voluntário!

Como manter uma horta

Jardinagem e Horta têm sido pedidos com frequência por alunos de várias escolas no Quero na Escola. Isso mostra que estão alinhados com uma tendência mundial: cada dia mais moradores de grandes cidades, seja São Paulo ou Nova York, vem se dedicando eles mesmos a cultivar a terra. No caso das hortas, além de ser uma atividade prazerosa, traz a oportunidade de melhorar a alimentação.

Para quem deseja cuidar de plantas mas ainda não tem experiência, há muito o que se aprender. Aqui no Brasil, a Embrapa (ela é um braço do Ministério da Agricultura) têm uma série de publicações, destinadas tanto a aperfeiçoar o trabalho de quem já é profissional, como ajudar os iniciantes. Foi pensando nesse segundo público que, em 2012, a Embrapa lançou um manual para Hortas em Pequenos Espaços, que pode ser baixado gratuitamente.

Abaixo, algumas dicas de como cuidar de uma pequena horta:

  1. Águaagua.jpg

Não existe um volume ou frequência pré-determinados para regar a horta. No inverno, por exemplo, as plantas absorvem menos água; mudas e plantas jovens costumam precisar de regas mais frequentes. O importante é observar e regar de forma a deixar a terra úmida, mas sem nunca encharcar o solo – com muita água, as raízes não conseguem absorver bem os nutrientes.

Outro cuidado importante: quem planta hortaliças que são consumidas cruas tem que ficar atento à qualidade da água usada, pois ela precisa estar livre de contaminações.

  1. Luz

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A luminosidade é um dos fatores ambientais mais importantes para o sucesso de uma horta. Na hora de escolher o que plantar, é preciso saber quanto tempo de luz do sol o local recebe. Para algumas produções, como cebola e alho, é preciso de luz durante 10 ou 12 horas por dia. Verduras folhosas, pimentas e pimentões devem receber cerca de 5 horas de luz por dia. E há culturas, como tomate e quiabo, que se adaptam em ambas as condições.

  1. Solo

Para ser considerado fértil, um solo tem que ser capaz de reter água e ser permeável, assim como apresentar alguns minerais. Ainda que a terra disponível não seja das melhores, é possível deixá-la mais fértil por meio de adubos. Fezes de animais ou restos de vegetais são ótimos adubos do tipo biológico, mas antes de usá-los na horta, eles precisam passar por um processo de curtimento. Outra possibilidade são os abudos químicos, que contém os minerais necessários para o crescimento das plantas. Em hortas, os mais comuns são “4-14-8” e o “4-30-16”.

terra

  1. Época de plantio

Cada espécie depende de uma certa condição climática para crescer bem. Assim, o plantio tem que levar em conta a região geográfica e a época do ano. Beterraba, por exemplo, dá bem entre abril e junho; a berinjela entre agosto e fevereiro – assim o cultivo pode ser intercalado. Algumas plantas, contudo, produzem bem o ano inteiro, como no caso do alecrim, manjericão e rúcula. No manual da Embrapa, há uma tabela completa na página 35.

Manter uma horta requer atenção e cuidados constantes, mas certamente o resultado compensa o esforço. Gostou das dicas ou tem alguma dúvida? Deixe um comentário para nós.

Se você já tem experiência em cuidar de plantas, aproveite para clicar aqui e ver se há pedidos de alunos da rede pública na sua cidade.

Dicas para escolher uma carreira profissional

Por Luciana Alvarez*

Para quem está no fim do Ensino Médio, a proximidade com o fim de ano muitas vezes traz uma angústia: e agora, o que fazer no próximo ano? A escolha de uma carreira profissional costuma ser difícil, porque envolve riscos e responsabilidade. De certa forma, ela também marca o início da vida adulta. Não existe fórmula mágica para determinar qual profissão cada um deve seguir, mas algumas dicas podem ajudar nessa decisão.

O primeiro passo é saber o que você gosta, o que não gosta, com o que se vê trabalhando. Para além de refletir sobre as disciplinas escolares, pense em outros aspectos de sua personalidade. Por exemplo: você gosta de estar cercado de pessoas, prefere um trabalho solitário, quem sabe em meio a máquinas, ou talvez cercado de bichos, de natureza? Gostar de falar ou ficar quieto? Prefere tomar decisões rapidamente ou bem refletidas? Gosta de ler? De se movimentar?

Mas cuidado para não confundir hobby com carreira profissional. Não é porque você adora jogar futebol que deva ser jogador profissional. Alguém pode amar cozinhar para os amigos às vezes, mas isso é bem diferente de trabalhar em um restaurante, lidando com grandes quantidades de comida e trabalhando aos fins de semana e feriados. Hobby é algo que se faz no tempo livre, para relaxar. Profissão exige dedicação e compromisso.

Procure conhecer o curso e a rotina profissional

Arquitetura pode parecer interessante alguém com um bom senso estético, mas você sabe quais as disciplinas são ensinadas, o quanto de matemática um arquiteto precisa estudar? Antes de se inscrever em um curso de cerca de 4 anos, você precisa saber o que terá de aprender. Para descobrir isso, basta buscar as grades curriculares de faculdades.

Também deve-se procurar conhecer o dia a dia da profissão. O melhor é conversar pessoalmente com alguém que já atua na área, para poder trocar ideias, tirar dúvidas. Se não for possível, alguns blogs podem ajudar. Vá atrás também de informações sobre as possibilidades dentro da carreira. Alguém que estuda Letras pode virar um tradutor – e vai trabalhar praticamente sozinho – ou um professor – que atua quase sempre cercado de gente. Empregabilidade e salário devem contar na decisão, mas não podem ser os únicos critérios de escolha.

Considere a opção de um curso técnico

A graduação não é o único caminho para entrar no mercado de trabalho fazendo aquilo que se gosta. Cursos técnicos bem conceituados oferecem empregabilidade rápida e bons salários – e há opções em todas as áreas do conhecimento. Por serem mais curtos, eles são muito focados na função que se vai desempenhar, com aulas práticas desde o início.

Em geral, as empresas pedem graduações para cargos que envolvem liderança, mas as pessoas podem fazer carreiras sendo técnicos competentes. Há estudantes que escolham o curso técnico como uma forma de se preparar para entrar numa faculdade. A graduação também é preferível para quem deseja seguir uma carreira acadêmica.

Calma, é apenas mais uma decisão

Durante toda a vida, temos que fazer escolhas. Para evitar um estresse desnecessário, não encare a escolha profissional como a grande decisão da sua vida. Ela é apenas mais uma, que pode ir mudando ao longo do caminho.

Há muitas outras variáveis podem influenciar sua decisão na hora de escolher uma carreira, como a possibilidade de estudar perto de casa ou ter de se mudar de cidade, a oferta de bolsas, as opiniões da família e amigos. Tudo deve ter seu peso, mas lembre-se que a palavra final tem que ser sua.

* Luciana Alvarez é jornalista, tradutora e agora empreendedora social, cocriadora doQuero na Escola!

Dicas para aprender TI e programação gratuitamente

Programação é um dos assuntos mais citados por estudantes que gostariam de aprender algo além da grade curricular. A formação abre vagas para o mundo do trabalho carente de profissionais de tecnlogia da informação (TI) e também ajuda ajuda a entrar mais profundamente na cultura digital. Além de ser usuário de computadores, celulares e internet, o auno pode entender como as coisas funcionam e se tornar autor de tudo isso.

 

Aprendizado online

Mesmo de graça é possível aprender sobre TI, sobretudo usando a internet. Com um pouco de curiosidade e algumas dicas, todos podem começar a se aventurar por esse universo. Um bom endereço para começar é o site Programaê (http://programae.org.br/#comece-agora), com cursos já separadinhos para todos os níveis: iniciante, intermediário, avançado.

Outra opção é ir ao site Brasil mais TI (http://www.brasilmaisti.com.br/index.php/pt/realize/cursos/view,default), uma iniciativa do governo federal que oferece 30 cursos gratuitos e totalmente em português. É só fazer a inscrição e começar a estudar.

Aprendizado presencial

Para quem prefere aulas presenciais, um caminho possível é procurar o Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola). Em São Paulo, alunos cadastrados podem fazer cursos gratuitos na sede da instituição, que fica no Itaim-Bibi. As inscrições são abertas periodicamente. Você pode conferir as opções no site do Ciee (http://www.estudantes.ciee.org.br/portal/estudantes/parceiros/index.asp)

Também na cidade de São Paulo, existe em Pinheiros o Garoa Hacker Clube (https://garoa.net.br/wiki/P%C3%A1gina_principal), onde se reúne muita gente que gosta de tecnologia e está disposta a compartilhar seus conhecimentos. Eles têm alguns eventos regulares, como a Noite do Arduíno, além de uma programação variada de palestras e conferências, tudo oferecido gratuitamente.

Procuram-se voluntários

Para quem deseja contribuir com o ensino de TI, o Code Club Brasil (http://codeclubbrasil.org/) está sempre em busca de pessoas para contribuir financeiramente ou com trabalho voluntário para montar “clubes de código” em escolas país afora. A organização oferece o material e planos de aula já bem detalhados.

Você também pode pedir para aprender o que quiser além da grade escola no Quero na Escola! Vamos ajudar a encontrar um voluntário que queira atender o seu pedido: www.queronaescola.com.br