Estudantes pedem ajuda para recuperar piano de escola pública

Um piano recebe os estudantes no hall da Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, no centro de São Paulo, porém sem emitir uma nota. Este ano, um grupo de alunos tentou tocar e descobriu que algumas teclas não funcionam, por isso se inscreveram no Quero na Escola e buscam alguém que possa colaborar com a manutenção.

“Eu toco um pouco, outras pessoas tocam mais ainda, formamos um grupo e pensamos em como poderíamos fazê-lo funcionar”, conta Álvaro Samuel, 15 anos, que ingressou na instituição este ano. Outro estudante, Luiz Miguel, pesquisou o que poderiam fazer. Ele afirma que o instrumento é de 1832 e que faltam ajustes para que algumas teclas voltem a funcionar.

Uma das expectativas dos colegas é ouvir Nicolle Cardoso, que fez três anos de piano antes de ingressar na Etec.

“Quando eu estava no Ensino Fundamental eu frequentava um centro comunitário no contraturno e tive 3 anos de aulas de piano. Eu amava e só parei porque agora estudo em tempo integral e não consigo conciliar”, conta, na expectativa de que possa tocar o instrumento da escola.

Pianos em escolas públicas são mais comuns do que se imagina, mas deixaram de ter função quando as aulas de música gradualmente pararam de constar do currículo. Em muitos casos, eles se tornam objetos de decoração ou mesmo ficam fechados em salas de leitura. Nesta escola, no entanto, o instrumento está bem conservado e disponível caso os estudantes consigam colaboração para o conserto.

Se você quer conhecer os estudantes e o piano para tentar ajudar, clique aqui e envio seus dados, nós faremos a ponte para agendar a visita.

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Adolescente que recuperou audição precisa de voluntário de leitura

Henrique, passo fundo, rio grande do sul

Henrique Lima de Almeida tem 14 anos de idade e passou quase metade da vida sem escutar. Quando tinha 6 meses teve meningite e perdeu a audição, recuperada por um implante coclear aos 6 anos. Ele é estudante do 8º ano na Escola Estadual de Ensino Médio Ernesto Tochhetto, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul e pede ajuda com “leitura”.

A mãe, Daina Lima de Almeida, que auxiliou o filho a se inscrever no Quero na Escola, diz que ele se sai bem em matemática, mas não consegue ler e interpretar.

“Acho que ele olha para o quadro e vê um monstro”, comenta.

O adolescente também tem dificuldade em falar, decorrente dos anos em que não escutou. A mãe conta que um dia, ao ajudá-lo, percebeu que ele não tinha compreendido que a lição de casa era de inglês e tentava ler como se fosse seu idioma. “Ele até consegue ler, porém não consegue interpretar o que está lendo”, conta.

Até o ano passado, Henrique estava em outra escola em que não recebia atenção especial. Este ano, tem uma monitora para garantir mais inclusão dele na sala de aula, porém o atraso em relação à leitura e interpretação é um obstáculo. “Ele é muito visual e compreende bem e interage bem com tudo que tem recurso visual”, diz Daina, na esperança que alguém possa ajudar.

A escola de Henrique fica em Passo Fundo, se você pode ajudar, inscreva-se como voluntário e a partir dos seus dados, vamos começar a conversar sobre possibilidades.

Se você quer ajudar, mas não é da região ou não conhece técnicas de leitura e interpretação, repasse a alguém que seja da região ou possa conhecer alguém de lá. O Quero na Escola acredita no poder desta rede para que este pedido chegue a quem possa ajudar o Henrique.

Jovens cheios de talento precisam de ajuda com teatro e canto em Manaus

Uma das coisas mais legais de ouvir os estudantes no Quero na Escola é descobrir iniciativas que já acontecem nas escolas e com as quais dá para contribuir. É o caso dos pedidos por Teatro e Canto na Escola Estadual Aldeia do Conhecimento Ruth Prestes Gonçalves, em Manaus, no Amazonas.

Atuação da turma em 2017

O estudante João Victor Feitosa, 17 anos, conta que a escola tem auditório, praça de convivência e um evento cultural no segundo semestre para o qual os estudantes se preparam  o ano todo. Em 2017, a turma dele apresentou uma adaptação de Auto da Barca do Inferno, para a qual ensaiaram e investiram em figurino. “A gente fez tudo da nossa cabeça, seria maravilhoso se tivesse alguém que tem a técnica e pudesse nos ajudar”, explica. Quem quiser ajudar, basta se inscrever aqui, que vamos organizar.

O mesmo evento também conta com apresentações musicais. “Tem muita gente que gosta de cantar e aí é que a gente não tem nenhuma ajuda mesmo. Eu nem conheço alguém que pudesse nos ensinar”, comenta.

Como amostra do talento, João fez um cover de Liability, da jovem cantora neozelandeza Lorde, confere abaixo:

Quer ajudar a desenvolver as atividades e talentos nesta escola? Inscreva-se aqui ou compartilhe com os amigos que possam ajudar.

Estudantes querem aprender a fazer horta e usá-la na merenda

Os estudantes que querem aprender a fazer uma horta dentro da escola em São Carlos, interior de São Paulo, enviaram um vídeo com o espaço que gostariam de cultivar naEscola Estadual Arlindo Bittencourt..

A vontade dos alunos de usar o espaço para aprender a lidar com a terra é apoiada pela direção da escola. A gestão passou a fazer compras diretas para a merenda este ano e acredita que o projeto pode, inclusive, se ampliar para educação alimentar.

Quem quiser se cadastrar para ajudar os estudantes pode se inscrever como voluntário aqui.

Estudante quer levar palestra sobre empreendedorismo para sua escola

No início da semana publicamos um pedido sobre empreendedorismo de uma estudante de Guarulhos. Possíveis voluntários acharam o termo “empreendedorismo em tecnologias educacionais” difícil de entender. Pedimos a autora, Hilmara Fernandes, que explicasse e é bem mais simples: na verdade ela quer falar do impacto social em geral que o empreendedorismo pode causar e conhecer pessoas que estão neste caminho. Assistam:

Se você pode colaborar com a educação pública atendendo a este pedido, CADASTRE-SE AQUI e vamos promover um encontro na escola.

O Quero na Escola recebe pedidos de alunos que gostariam de aprender algo além do grade curricular na sua escola.

Um pedido especial no Mato Grosso

 

Daniel Silva se encaixa perfeitamente no perfil do Quero na Escola: o adolescente de 14 anos é aluno de escola pública e quer levar mais assuntos para sua escola. Um de seus pedidos, no entanto, gerou tantas perguntas e suposições que resolvemos apurar a história e contá-la aqui.

Ele pediu capoeira e musicoterapia e estuda na Escola Estadual Especial Luz do Saber, em Várzea Grande, Mato Grosso, bem ao lado da capital, Cuiabá. Quem atendeu o telefone de cadastro foi a mãe, Edmeia Silva. “Ele adora toda vez que vê capoeira e música e sempre quis, mas nunca conseguimos levar isso pra escola”, explicou, acrescentando que o filho tem síndrome de Down, se comunica com o auxílio de gestos e teve que ficar 4 anos sem ir à escola por conta de uma série de cirurgias no fim da infância.

Edmeia, que trabalha com assistência social, nem se lembra como chegou ao site Quero na Escola. “Vivo pesquisando como ajudar a escola e achei vocês. Como dizia que qualquer estudante de escola pública poderia pedir, eu tentei. Ele pode?”, nos perguntou. O Quero na Escola funciona quando voluntários atendem aos pedidos dos estudantes, então, devolvemos a pergunta a você, que está lendo: ele pode?

Quem quiser atender ao pedido de Daniel, pode se inscrever aqui.