Artista visual reflete sobre selfies e médico fala sobre a profissão em escola da zona leste de SP

Ao falarmos sobre fotografia logo pensamos nas famosas selfies, publicadas em peso todos os dias nas redes sociais. Foi pensando nisso que a artista visual Roberta Dabdab resolveu levantar a questão Selfie x Autorretrato na Escola Estadual Luciane do Espírito Santo, no bairro de Lageado, zona leste de São Paulo. Ela foi até lá a pedido da estudante Sandy, que sonha em ser fotógrafa e fundou um clube de fotografia na escola, para estimular a prática.

Roberta começou falando da força que a imagem e a comunicação têm na mão dos jovens e que, por isso, eles deveriam utilizar este potencial para produzir imagens com mais consciência. “Tirar uma selfie só por tirar chega a ser bobo”, disse. “Por que não produzir, ao invés disso, um autorretrato?”.

A diferença ela mostrou em seguida, exibindo diversas fotos produzidas por artistas que trabalham com enquadramentos, montagens, espelhos, manipulação em softwares, entre outras técnicas, para representar pessoas. Depois de mostrar as referências, deixou os estudantes livres para sair pela escola colocando as dicas em práticas e fazendo autorretratos.

“Sou do clube de fotografia, pretendo seguir essa carreira”, contou Gustavo Sales, que aproveitou o clima chuvoso para tirar fotos brincando com o reflexo da água no pátio da escola. Mas a palestra também foi interessante para quem não faz parte do clube: “Não pretendo ser fotógrafa, mas gosto muito de artes”, contou Giovana Sales, que quer ser arquiteta.

Para Sandy a atividade incentivou ainda mais seu sonho: “Sempre quis ser fotógrafa, sempre fotografei em casa, na igreja… é uma coisa que amo. Me expresso pela fotografia”, contou. O clube fundado pela estudante começou nesse semestre, mas já está rendendo frutos: “Quando vou ensinando o que já sei, também vou aprendendo, porque vou pesquisando sobre a tecnologia e a história da fotografia”.

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Foto tirada pelo estudante Gustavo Sales

E não foram só os estudantes que saíram da atividade motivados: “Sempre gosto de ser voluntária, sou dessas que acredita que se comunicando bem e expondo seu ponto de vista, você sempre faz a diferença”, contou Roberta. “Acho que trabalhar com os jovens é a única coisa que faz sentido na vida”.

Mais pedidos atendidos

Uma semana depois do pedido da Sandy ser atendido na escola, o voluntário Gabriel Domingues dos Santos foi até lá abordar um assunto bem diferente: a profissão e a faculdade de Medicina.

Gabriel contou sobre sua trajetória e tirou todas as dúvidas de Sara da Silva, aluna que fez o pedido e da turma, composta por estudantes que tem a área da Saúde em seus Projetos de Vida na escola. As questões foram, principalmente, acerca do vestibular: nota de corte, qual faculdade é mais ou menos concorrida, bolsas e horas de estudo necessárias para passar.

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“Além de tirar minhas dúvidas, todos interagiram muito e perguntaram coisas que eu não tinha pensado ainda”, contou Sara. “Desde o ano passado comecei a pensar em ser médica, principalmente na área de cirurgia, e isso me incentivou ainda mais”.

A programação na escola anda agitada. Um pedido de Jornalismo já tem dois voluntários inscritos, além de uma conversa sobre Protagonismo, em que estudantes e professores vão pensar sobre o Projeto de Vida que desenvolvem na nova dinâmica de ensino integral da escola. Veja se pode ajudar em outros pedidos da EE Luciane do Espírito Santo.

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Voluntário estimula participação política de estudantes de Curitiba

O jornalista e roteirista Luiz Guilherme Gaertner mora a cerca de sete quadras do Colégio Estadual Maria Aguiar Teixeira, em Curitiba, no Paraná. Várias vezes, passando por lá, pensou na possibilidade de desenvolver algum projeto com os estudantes. E no último mês de agosto, pôde colocar essa ideia em prática: como voluntário do Quero na Escola, ele atendeu ao pedido de uma aluna por uma atividade sobre política.

A estudante, no caso, era Ana Paula de Carvalho, que já havia sido atendida pelo projeto outras quatro vezes, sobre três temas diferentes: fotografia, programação e até mesmo política. Quando a proposta de Luiz Guilherme chegou, Ana não se incomodou com o assunto repetido, pelo contrário: achou interessante a possibilidade de conhecer outra perspectiva.

A atividade seguiu o formato de bate-papo e foi centrada na importância do envolvimento político de cada cidadão. O voluntário contou sobre suas próprias experiências neste sentido, inclusive na busca por diálogo com vereadores da cidade.

“A palestra foi bem bacana e teve um olhar otimista”, contou Ana. “O Luiz falou sobre coisas que nós podemos fazer para termos uma maior participação política e o impacto que queremos ver. Foi um bate-papo que todo mundo ajudou a construir.”

O voluntário também reforçou o caráter colaborativo da atividade. “Foi extremamente importante perceber o engajamento e a curiosidade deles. Um tema que é tão controverso e evitado por algumas pessoas, ali estava sendo muito tratado, muito questionado”, definiu Luiz.

Depois de tanto tempo convivendo de longe com o colégio, ele gostou de finalmente conhecê-lo. “Foi muito gostoso estar na escola com os alunos, poder conversar com eles e trocar ideias”, afirmou. “Foi uma experiência única e muito importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional.”

Há outros pedidos esperando voluntários no Maria Aguiar, sobre os seguintes temas: saúde mental, startups, Islamismo e música. Para se cadastrar, acesse nosso site.

Se você é estudante e quer levar algo a mais para sua escola, peça!

Psicóloga fala de gravidez na adolescência no interior de São Paulo

Uma realidade chamou a atenção da estudante Letícia Silva, da Escola Estadual Professora Ruth Mamede de Godoy, em Rosália, distrito de Marília, interior de São Paulo, e a motivou a chamar alguém via Quero na Escola para conversar: o alto índice de adolescentes grávidas.

“Já tivemos ano com cinco meninas grávidas”, contou a coordenadora Daiana, que ficou feliz em receber a visita da psicóloga, Letícia Vicenzo, que topou dirigir 130km de sua cidade, Bauru, até a escola para atender ao pedido da xará. A atividade aconteceu em um galpão cedido por uma igreja na parte de trás da escola, para que mais estudantes participassem.

“Queria que fosse um papo e não uma palestra, falei que eles podiam perguntar o que quisessem e, realmente, a cada cinco segundos era uma pergunta nova”, conta a voluntária. “As questões ficaram mais focadas em métodos contraceptivos e dúvidas sobre relação sexual mesmo”.

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A psicóloga Letícia Vicenzo trocando ideias com os estudantes de Rosália

Conversando com a aluna, a coordenadora e professoras, a psicóloga descobriu que o isolamento do distrito, com poucos equipamentos culturais e de lazer, agrava o problema: “Muitas meninas acham que engravidar é uma forma de sair da cidade, mas muitas vezes não é isso que acontece”, contou.

O bate-papo foi tão proveitoso que os estudantes do 3º ano do Ensino Médio pediram que Letícia volte para desenvolver o tema com mais turmas e Daiana quer marcar uma nova data para uma segunda conversa, dessa vez com os professores. E a voluntária pretende continuar: “Acredito que foi tão rico para mim quanto para eles. Foi muito importante conhecer essa realidade”.

Veja quais pedidos da escola ainda aguardam para ser atendidos. Pode ajudar ou indicar alguém dessa região do interior?

Ação do Quero na Escola vira tema de jornal de grêmio em Guarulhos

Cada estudante se apropria e faz pedidos no Quero na Escola de acordo com o que pensa ser mais importante para sua escola no momento. Na Escola Estadual Hernani Furini, em Guarulhos (SP), Isabel Souza, integrante do grêmio, utilizou o site para iniciar um projeto de feira de profissões e chamar pessoas de diversas carreiras para conversar com os estudantes.

No primeiro semestre, eles conseguiram um voluntário administrador e uma médica pela plataforma. Em agosto, receberam a visita de um advogado especialista em Direito Trabalhista. Desta vez, em vez da gente contar como foi, compartilhamos a última edição do Jornal do Hernani, pautado pelo encontro:

Abaixo edição da gravação da palestra para mostrar aos estudantes que não puderam participar ou quiserem rever:

Além de profissões, essa escola já solicitou um bate-papo sobre aborto, que vai acontecer em setembro e os pedidos de temas variados não param de chegar.

Entre na página da EE Hernani Furini no Quero na Escola para ver todos os pedidos e ver no que poderia ajudar.

Quer fazer um pedido para sua escola também? Quero na Escola

 

Debate sobre LGBT é pautado por exemplos pessoais em escola

“Qual é a sua opinião sobre duas mulheres ou dois homens dando beijos em público, na frente de crianças, por exemplo?” Foi essa a pergunta que acendeu o debate sobre diversidade de gênero na Escola Estadual Antonio Manoel Alves de Lima, no Jardim São Luis, em São Paulo. O questionamento de um estudante foi direcionado ao voluntário do Quero na Escola, Felipe de Paula, advogado e integrante do movimento Vote LGBT, mas antes dele, os próprios colegas começaram a responder.

“Eu acho que o problema é a sexualização das crianças em si. As crianças não devem ser expostas a sexo, na minha família nenhuma criança é sexualizada”, expôs Felix, estudante transexual que fez o pedido pela palestra no Quero na Escola e contou ter passado por dificuldades e preconceito durante seu processo de transição do feminino para o masculino.

“Eu sou gay e já sabia desde pequeno que era, não foi porque eu vi alguém se beijando ou não”, acrescentou um outro estudante. “Sou lésbica e passei a vida assistindo a desenhos e novelas que mostravam casais heterossexuais, então acho que essa ideia não faz muito sentido”, disse uma terceira.

Felipe falou sobre as diversas identidades de gênero e a questão do nome social – nome pelo qual a pessoa prefere ser chamada de acordo com seu gênero, diferente daquele que consta em sua certidão de nascimento. “Alguns professores aqui não respeitaram isso, eu entregava a prova e eles falavam que não iam aceitar por conta do nome”, contou Felix sobre um dos desafios que encarou na escola ao se assumir trans.

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Alguns acharam inadequado o beijo homossexual em público, por acreditar que as crianças, ainda em processo de desenvolvimento cognitivo, poderiam ser influenciadas. Outros discordaram e foram dados os exemplos pessoais. Ninguém se ofendeu ou deixou de ouvir o outro em mais de uma hora e meia de discussão até às 22h30.

“Eu pedi esse tema porque é uma coisa que me diz respeito, e muito, ultimamente. Eu senti que minha escola precisava tratar sobre isso, acho que todas as escolas precisam”, contou Felix. “A escola ainda tem um sistema bem fechado para várias coisas, não só nessa questão, e eu espero que ainda aconteçam grandes alterações nesse sentido”.

Antes do encerramento da atividade um professor que acompanhou a atividade compartilhou com o grupo a vontade de parte do corpo docente de criar um grupo contínuo de conversa sobre as questões LGBT dentro da escola e muitos estudantes começaram a colocar suas opiniões. “Eu acho legal ter esse grupo porque não é só com alguém de fora que a gente pode debater isso, mas também em sala de aula”, expôs uma das alunas.

Qualquer estudante de escola pública pode dizer o que gostaria de aprender além do currículo na sua escola no Quero na Escola. Para ver os pedidos existentes e se voluntariar para atender a um deles, clique aqui.

Voluntária usa documentário para discutir aborto em escola pública de Guarulhos

O estudante Caique Marcolino, da Escola Estadual João Luiz de Godoy, em Guarulhos, não esconde o motivo de ter feito o pedido por uma “Conversa sobre aborto” no Quero na Escola: “pedi porque é um tema polêmico, gosto de debates”. Sabendo disso, a jornalista Marcelle de Souza exibiu para a turma o documentário Clandestinas, um curta-metragem com depoimentos de mulheres reais que optaram pelo aborto. Antes de começar ela deixou a pergunta: “vocês acham que essas mulheres deveriam ser presas?”.

Marcelle pesquisou a questão do aborto em seu mestrado e agora inicia seu doutorado no mesmo tema, ambos na PROLAM-USP (Programação de Pós-graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo). Ela deu um panorama da questão do aborto no Brasil e no mundo. “O Brasil está mais perto de países da África ou do Oriente Médio nos números de mortes decorrentes de aborto do que dos países desenvolvidos que já legalizaram”, explicou.

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Alguns dados apresentados por Marcelle para os estudantes.

O assunto é tão tabu que depois da apresentação, os estudantes não expuseram suas dúvidas em frente aos demais colegas. “Fiquei surpreso porque o pessoal geralmente fala bastante”, disse Caique. “Mas acho que na frente de todo mundo ficaram com vergonha”. Apesar do silêncio em público, chegando em casa Marcelle foi checar sua caixa de entrada e já havia recebido um e-mail de uma aluna elogiando a apresentação, agradecendo por sua palestra e reforçando a importância de abordar esse tema na escola. “Fiquei até emocionada”, contou a voluntária.

Integrante do grêmio estudantil, o jovem é autor de mais pedidos no site e contou que os estudantes estão se organizando para levar cada vez mais projetos diferentes para dentro de sua escola. “Vamos arrumar o jardim aqui da frente e fazer um concurso de desenho”, ele contou. “Os ganhadores vão ser grafitados nos banheiros da escola, para cobrir as pixações”.

Quer levar mais atividades à essa escola? Dá uma olhada na página de pedidos dela no Quero na Escola e se inscreva para ajudar.

 

Militante negra leva discussão racial para escola pública de Salvador

Evaldo Leal é estudante do Ensino Médio do CEEP Luiz Pinto de Carvalho em Salvador, Bahia, considerada a capital mais negra do Brasil. Este título, porém, não isenta a cidade de discriminação racial, e foi pensando nisso que Evaldo fez seu pedido ao Quero na Escola: “Etnia, cor e representatividade negra”. O estudante quis levar para sua escola, principalmente, a questão de como pessoas negras enxergam a si mesmas em meio a tantos estereótipos e representações midiáticas preconceituosas.

Quem se prontificou a atender ao chamado foi a comunicóloga e militante da pauta racial Luciane Reis, que atua principalmente na área do afro-empreendedorismo, sendo idealizadora do Merc`Afro, uma agência de fomento ao desenvolvimento de negócios locais e étnicos. A conversa girou em torno da inclusão dos jovens negros na universidade, da discriminação e da falta de valorização, mostrando que as dificuldades enfrentadas por eles vão além das relacionadas à baixa renda. Mas Luciane e os alunos também conversaram sobre como essa população tem conseguido superar obstáculos, mesmo tendo de se esforçar mais, devido à falta de oportunidades.

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Luciane conversou com duas turmas do Ensino Médio

“Também foram levantadas questões acerca das nossas origens, até de forma que pudéssemos vislumbrar a identidade que iremos construir daqui pra frente”, contou Evaldo. “Houve um engajamento, mas acho que ainda temos muito a explorar, porque ainda é uma coisa nova pra gente”. O estudante deseja levar mais discussões como essa para dentro de sua escola.

“Foi um encontro rico em troca de informação. Encontrei adolescentes não somente preocupados com seus futuros, mas criando possibilidades de mudança para sua realidade”, contou Luciane. E as trocas vão continuar por lá: na próxima semana será a vez dos estudantes do turno da tarde receberem uma advogada, pesquisadora da causa racial, para debater a questão em uma roda de conversa.

E os baianos podem ficar ligados no nosso mapa, que tem vários pedidos aguardando voluntários. Uma estudante de Itaparica quer saber mais sobre o mercado de trabalho na Biologia e um estudante de Ubaíra quer conhecer profissões como Medicina, Design e Tecnologia da Informação.

Pedido no Quero na Escola vira dia de palestras no teatro municipal de Severínia

Mais de duzentos estudantes, professores e moradores de Severínia, no interior de São Paulo, lotaram o Teatro Municipal da cidade para assistir a três palestras sobre carreiras profissionais no dia 28 de junho. O ponto de partida para o evento foi a inscrição do estudante de Medicina Veterinária da Unesp, Caio Gonçales, ao pedido de um aluno no Quero na Escola.

O voluntário que mora em Rio Preto se sensibilizou porque, além de Severínia ser sua cidade natal para onde ainda costuma voltar nos fins de semana, ele mesmo estudou na Escola Municipal Esmeralda Duarte da Silva durante o ensino fundamental. Quando soube da coincidência, a professora de Artes, Graziele Chianpesan, pensou em chamar outros profissionais que estudaram lá para compartilhar sobre suas profissões. Conseguiu reforço de um profissional de tecnologia da informação e de um procurador de justiça.

O evento foi crescendo e precisou de um espaço maior. Veio a ideia do Teatro. “A diretora nem acreditava que os estudantes iriam sendo fora da escola!”, conta a professora, feliz com o sucesso do evento.

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Teatro Municipal de Severínia lotado para assistir às palestras

A estudante Karoline Cardoso, que assistiu às três palestras, conta ter ficado surpresa com as possibilidades da Medicina Veterinária e se sentiu inspirada após as apresentações:

“Achei importante o fato dos palestrantes terem comentado além de suas carreiras profissionais, alguns fatos de suas vidas pessoais, como ter conseguido alcançar uma boa profissão, tendo estudado em escola pública, o que muita gente acredita que seja impossível”.

Caio conta que viveu diferentes emoções no palco. “Não sei descrever a experiência que tive, um orgulho de voltar ao lugar que ajudou a construir o cidadão que sou hoje, poder passar para os alunos o que aprendi na universidade, mostrar para eles as inúmeras áreas que o médico veterinário pode atuar”. Ele tirou dúvidas em relação as disciplinas da faculdade e falou sobre bem estar animal e como lidar com os bichos. “Foi tudo muito gratificante!”.

Quer ver os outros pedidos que ainda esperam voluntários na EMEF Esmeralda Duarte da Silva? É só entrar na página da escola no site e ver no que pode ajudar.

O Quero na Escola é para o estudante dizer o que mais gostaria de aprender na escola além do grade curricular. Os pedidos ficam a disposição de voluntários que podem querer compartilhar conhecimento sobre aquele assunto. Veja exemplos no site.

Especialistas em Recursos Humanos vão à escola falar de como procurar emprego

Especialista em ajudar empresas a potencializar sua seleção de pessoas, Denise Maia, atuou em outra ponta nesta semana. Como voluntária do Quero na Escola, foi a Escola Estadual Residencial Jardim Bambi, em Guarulhos, ensinar jovens a dar os primeiros passos rumo na busca de vagas.

O pedido, assim como outros de Orientação Vocacional e Profissões específicas, estão em alta no site. A Escola Estadual Residencial Jardim Bambi, foi inclusive a que estrelou a matéria sobre o projeto no programa Como Será?.

“O LinkedIn é uma ferramenta legal para eles, mas eles nunca tinham ouvido falar. Foi muito legal porque é um mundo novo, mostrei o perfil que criei para o meu sobrinho, da idade deles que nunca trabalhou e pesquisei algumas empresas de Guarulhos para eles verem como encontrar as vagas”, conta Denise, que é especialista na plataforma. Ela deixou um desafio: “vocês vão criar um perfil desse jeito que mostrei e se conectar com ao menos 10 pessoas, uma delas pode ser eu. Daqui um tempo eu volto aqui e podemos fazer algo mais mão na massa a partir disso”.

O Edgard Jardel, estudante do segundo ano do Ensino Médio, autor do pedido no site, já começou a cumprir o combinado: “Criei um cadastro, e pra minha surpresa já tenho algumas conexões. Explorei o app e achei muito interessante e útil, sem contar que achei muitos amigos e conhecidos meus que já utilizavam.”

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Voluntários com estudante Edgard Jardel, que fez o pedido para sua escola

Onde você se vê daqui a dois anos?

Além de falar do currículo, também foi abordada a questão da tão temida entrevista de emprego. Denise contou com a ajuda de seu amigo e advogado, José Barreto, para explicar o que espera o empregador nesse momento e mostrar algumas perguntas frequentes.

“Uma das meninas que assistia se destacou. Explicamos que os entrevistadores costumam perguntar: onde você se vê daqui a dois anos? E ela falou para o José: me vejo trabalhando na sua empresa! Depois da palestra ela até veio falar com a gente se tinha vaga de jovem aprendiz nas empresas em que trabalhamos. Foi muito bacana ver esse interesse e iniciativa!”.

E iniciativa não está faltando nesses jovens. Quando Denise perguntou quem já tinha feito entrevistas, alguns compartilharam e experiência de já estar trabalhando e outros, como Edgard, se mostraram interessados em vagas de Jovem Aprendiz, porém, ainda há dúvidas sobre o funcionamento de programas desse tipo. “Tenho procurado vagas no LinkedIn, até agora não achei nenhuma na minha cidade, mas tenho certeza que não vai demorar muito pra eu achar”, contou Edgard, que também disse ter ficado com diversas dúvidas após sua primeira entrevista para uma vaga desse tipo.

Fica então o chamado: os estudantes estão querendo saber mais sobre como funcionam os programas de Jovem Aprendiz. Trabalha em uma empresa que tem vagas desse tipo ou conhece alguém que entende tudo desse tema? É só se inscrever na página da escola lá no site.