A estudante que começou as ocupações em SP precisa de ajuda

Em novembro de 2015, os estudantes de São Paulo ocuparam suas escolas. Além de conseguir evitar o fechamento de quase 100 escolas, anunciado pelo governo do Estado de São Paulo, o movimento encheu muita gente de esperança. Foram semanas em que eles se organizaram para cozinhar, limpar, estudar o que queriam e receberam apoio de muitas pessoas. No ano seguinte, estudantes de vários estados também ocuparam suas escolas.

Seis anos depois, a protagonista da primeira ocupação é que está precisando de esperança. Pouca gente conhece os motivos que levaram o primeiro grupo de adolescentes a ter a coragem de não aceitar a decisão do governo. O Quero na Escola conta a história de Giovanna Fernandes Silva no livro “21 histórias de estudantes que mudaram a escola“.

Giovanna na época das ocupações de 2015

Giovanna era presidente do grêmio da Escola Estadual Diadema, em Diadema, e estudava no período noturno, que seria fechado segundo anúncio do Governo do Estado. Acontece que, já aos 16 anos, ela e os colegas vinham de uma realidade em que precisavam trabalhar de dia e não podiam se transferir para o diurno. Além disso, fazia um ano, desde a fundação do grêmio, que eles lutavam por melhorias para a escola. Tinham conseguido telar a quadra para poder jogar bola, tinham negociado abertura da biblioteca para o período noturno e chegaram a vender bala em farol para levantar recursos para uma reforma. Todo este trabalho seria inútil se o plano de fechamento fosse adiante.

Giovanna e os colegas escreveram pedindo à Secretaria de Educação que reconsiderasse e, quando não deu certo, ocuparam a escola. No dia seguinte, colegas de outras escolas aderiram. Eles se organizaram por semanas, incluindo Natal e Ano Novo até que em janeiro o então governador Geraldo Alckmin voltou atrás.

E por que destacamos esta história agora?

Giovanna hoje, aos 22 anos

Giovanna não foi só a liderança da primeira ocupação. Desde pequena, era bailarina e envolvida com projetos sociais de dança. Em 2016 lançou o projeto Era Uma Vez de ballet popular e ia conseguindo se manter até 2020, quando veio a pandemia e ela teve de parar. Foi trabalhar com telemarketing. Em 2021 perdeu o emprego, sofreu um assalto e acabou optando por se mudar para Praia Grande, onde está buscando uma oportunidade de trabalho. Ela diz que faz de tudo, nós torcemos que encontre algo na área de dança que tanto ama.

Decidimos então fazer uma campanha dupla por esta heroína tão pouco conhecida. Se alguém pode ajudá-la a se reerguer profissionalmente, pode entrar em contato com a gente em central@queronaescola.com.br. Enquanto isso, o valor integral das vendas do livro “21 histórias de estudantes que mudaram a escola” daqui até o Natal vão para ajudá-la (50 reais por livro).

A obra, idealizada para adolescentes, conta com histórias pouco conhecidas, como a da Giovanna, e famosas como Malala Youszafai, Greta Thumberg e Dorinal Nowill. As autoras, Cinthia Rodrigues e Luciana Alvarez, também criadoras do Quero na Escola, lançaram o livro como forma de inspirar estudantes a serem protagonistas e estão felizes com a chance de fazer dele um veículo para levar esperança a uma personagem tão inspiradora.

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