Uma roda de capoeira especial após pedido no Quero na Escola!

Na sexta-feira passada, capoeiristas de Várzea Grande, no Mato Grosso, se encontraram na Escola Estadual Especial Luz do Saber para uma demonstração com participação dos alunos. A ação ocorreu menos de dez dias depois do pedido registrado por Daniel Silva, com o auxílio de sua mãe, Edmeia Silva, no Quero na Escola.

O adolescente tem síndrome de Down e se comunica com o auxílio de gestos. O berimbau e a as apresentações de capoeira sempre despertaram seu interesse e nunca fizeram parte do currículo escolar.

O diretor da escola, Rogério Lima, que assumiu o cargo este ano, conta que começou a receber a notícia no dia seguinte à publicação do site e gostou da ideia. “O diferente é que foi um pedido que partiu do aluno e da família, o que fortalece.” Segundo ele, junto com a página do pedido no Quero na Escola, amigos enviaram sugestões de capoeiristas e a roda foi marcada para ser a atração de uma festa que já ocorreria na instituição.

A equipe do Quero na Escola, que geralmente recebe o cadastro dos voluntários pelo site e faz o agendamento na escola, recebeu desta vez as fotos do evento já ocorrido. Com a feliz surpresa, contatamos a escola para dizer que tinham sido os primeiros a fazer as oficinas sozinhos. “Ninguém faz nada sozinho”, respondeu o diretor.

Daniel e sua mãe registraram também um pedido de musicoterapia que ainda aguarda voluntários. A direção da escola já conversa com algumas pessoas para tornar a capoeira projeto permanente.

Qualquer estudante de escola pública pode pedir o que quer aprender além do currículo obrigatório pelo Quero na Escola.

Um pedido especial no Mato Grosso

 

Daniel Silva se encaixa perfeitamente no perfil do Quero na Escola: o adolescente de 14 anos é aluno de escola pública e quer levar mais assuntos para sua escola. Um de seus pedidos, no entanto, gerou tantas perguntas e suposições que resolvemos apurar a história e contá-la aqui.

Ele pediu capoeira e musicoterapia e estuda na Escola Estadual Especial Luz do Saber, em Várzea Grande, Mato Grosso, bem ao lado da capital, Cuiabá. Quem atendeu o telefone de cadastro foi a mãe, Edmeia Silva. “Ele adora toda vez que vê capoeira e música e sempre quis, mas nunca conseguimos levar isso pra escola”, explicou, acrescentando que o filho tem síndrome de Down, se comunica com o auxílio de gestos e teve que ficar 4 anos sem ir à escola por conta de uma série de cirurgias no fim da infância.

Edmeia, que trabalha com assistência social, nem se lembra como chegou ao site Quero na Escola. “Vivo pesquisando como ajudar a escola e achei vocês. Como dizia que qualquer estudante de escola pública poderia pedir, eu tentei. Ele pode?”, nos perguntou. O Quero na Escola funciona quando voluntários atendem aos pedidos dos estudantes, então, devolvemos a pergunta a você, que está lendo: ele pode?

Quem quiser atender ao pedido de Daniel, pode se inscrever aqui.