Com desafio de aviões de papel, gestor fala sobre Administração em escola de Guarulhos

Um desafio de aviões de papel para explicar como é a carreira de Administração? Foi essa a dinâmica proposta pelo gestor e contador Daniel Rocha, que foi bater um papo sobre a área com os alunos da Escola Estadual Professor Hernani Furini, em Guarulhos (SP), atendendo a um pedido feito pelo grêmio estudantil ao Quero na Escola.

“Vocês vão se dividir em grupos que vão ser companhias aéreas. O desafio é: criar um nome para essa companhia e me dizer quantos aviões vocês acham que conseguem produzir em dois minutos”, propôs Daniel. “Mas prestem atenção: cada avião precisa ter seis janelas, duas portas e o logo nas duas asas!”

O desafio foi lançado após Daniel ter falado sobre as principais características da área administrativa e os possíveis rumos de quem escolhe a carreira. Os adolescentes se engajaram na proposta e perceberam que não é fácil planejar e prospectar os resultados de uma empresa.

“A gente não definiu a quantidade ou qualidade e não viu o que cada um sabia fazer para fazer bem rápido”, disse uma aluna, dando o feedback de seu grupo. Este, aliás, foi o problema da maioria dos grupos: “Todos sabiam fazer, mas a gente não dividiu quem faria a janela, quem faria o logo etc”, compartilhou outro aluno.

Veja como foi a atividade:

O pessoal do grêmio da EE Prof. Hernani Furini está com diversos outros pedidos no ar! Dá uma olhada na página da escola  para ver se pode ajudar em algum deles 🙂

 

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Meninas pra cá, meninos para lá, mas não é baile. É opressão

“Não se nasce mulher: torna-se”. A famosa frase de Simone de Beauvoir guiou uma atividade de feminismo solicitada por uma aluna na Escola Estadual Anecondes Alves Ferreira, em Diadema, e guiada por Luana Alves e Ana Carolina, do Coletivo Juntas. Os estudantes se reuniram em grupos para conversar sobre o que entendiam dela e exemplificar como essa afirmação se aplicava em algum momento de suas vidas. No mesmo dia, outra atividade ilustrou a diferença de gênero de forma bem visual e didática.

Na hora de compartilhar as reflexões e histórias, uma das estudantes contou sobre como precisou se “tornar mulher” muito cedo após a morte de sua mãe e a prisão de seu pai, associando a expressão ao fato de ter amadurecido e assumido diversas responsabilidades com apenas 14 anos. Outra aluna contou da experiência em sua casa, onde ouve da avó paterna que ela, sua mãe e as irmãs deveriam fazer todo o trabalho doméstico – mesmo que a mãe trabalhe fora.

Luana chamou atenção para o quanto os relatos eram parecidos entre si, descrevendo situações muito similares, mesmo em casas e situações diferentes. Foram poucas as falas que destoaram do padrão, como a da aluna que afirmou estar noiva e dividir todas as tarefas de casa com seu companheiro.

Um jeito simples de mostrar as diferenças

Antes disso, Luana quis mostrar como se davam essas desigualdades com uma simples dinâmica. “Vou fazer algumas perguntas para vocês. Se a resposta à pergunta for sim, vocês dão uma passo para a direita. Se for não, um passo para esquerda”, anunciou Luana, e seguiu com perguntas como: Já me falaram para não sair de casa com determinada roupa para não parecer vulgar; Já me falaram para não beijar muitas pessoas para não ganhar fama; Já lavava louça e limpava a casa antes dos 10 anos… entre outras.

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Sala já se dividindo “naturalmente” entre meninos e meninas durante a atividade.

Depois da dinâmica a sala ficou assim, como mostra a foto: meninas de uma lado, meninos do outro, sendo que nenhuma pergunta falava diretamente sobre gênero. Foi a partir dessa provocação que Luana começou a contar mais sobre a luta feminista desde as sufragistas, que reivindicaram o direito da mulher ao voto, principalmente no Reino Unido e nos Estados Unidos, passando pelas ideias de Simone de Beauvoir, que aprofundaram os objetivos do feminismo para além dos direitos políticos, até as lutas atuais, mais ligadas a recortes de orientação sexual, raça e classe social.

Existe exagero no feminismo?

Quando as voluntárias abriram para as últimas considerações e perguntas, Naieslei Lancaster introduziu um tema muito abordado ultimamente: os posicionamentos considerados como exagerados de algumas feministas. E deu o exemplo  de não se depilar.

A isso, Luana respondeu com sua opinião pessoal: “Para mim é questão de escolha, se a pessoa não estiver prejudicando outra, eu não me importo com o que ela está fazendo com seu corpo”. E respondeu de forma parecida a um professor que acompanhou parte da atividade, quando ele perguntou sua opinião sobre “o excesso de feminismo nos relacionamentos”: “Vejo feminismo como liberdade, e não consigo imaginar algo como excesso de liberdade”.

Escola recordista do Quero na Escola

Sabia que a Escola Anecondes Alves Ferreira foi a que mais recebeu voluntários do Quero na Escola? Isso por conta do engajamento dos estudantes – Aderson, Naieslei e Thales e, agora, a Gabrielly – que seguem pedindo temas variados; e também devido à parceria da gestão, principalmente com a coordenadora Verônica Nascimento, sempre aberta e ágil na organização das atividades. Ela é tão parceira que até estreou em nosso vídeo institucional.

Veja a página da escola no site para ver se consegue atender algum desses pedidos.

É estudante de escola pública e quer pedir algo diferente para sua escola? É só se cadastrar em www.queronaescola.com.br