Adolescente que recuperou audição precisa de voluntário de leitura

Henrique, passo fundo, rio grande do sul

Henrique Lima de Almeida tem 14 anos de idade e passou quase metade da vida sem escutar. Quando tinha 6 meses teve meningite e perdeu a audição, recuperada por um implante coclear aos 6 anos. Ele é estudante do 8º ano na Escola Estadual de Ensino Médio Ernesto Tochhetto, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul e pede ajuda com “leitura”.

A mãe, Daina Lima de Almeida, que auxiliou o filho a se inscrever no Quero na Escola, diz que ele se sai bem em matemática, mas não consegue ler e interpretar.

“Acho que ele olha para o quadro e vê um monstro”, comenta.

O adolescente também tem dificuldade em falar, decorrente dos anos em que não escutou. A mãe conta que um dia, ao ajudá-lo, percebeu que ele não tinha compreendido que a lição de casa era de inglês e tentava ler como se fosse seu idioma. “Ele até consegue ler, porém não consegue interpretar o que está lendo”, conta.

Até o ano passado, Henrique estava em outra escola em que não recebia atenção especial. Este ano, tem uma monitora para garantir mais inclusão dele na sala de aula, porém o atraso em relação à leitura e interpretação é um obstáculo. “Ele é muito visual e compreende bem e interage bem com tudo que tem recurso visual”, diz Daina, na esperança que alguém possa ajudar.

A escola de Henrique fica em Passo Fundo, se você pode ajudar, inscreva-se como voluntário e a partir dos seus dados, vamos começar a conversar sobre possibilidades.

Se você quer ajudar, mas não é da região ou não conhece técnicas de leitura e interpretação, repasse a alguém que seja da região ou possa conhecer alguém de lá. O Quero na Escola acredita no poder desta rede para que este pedido chegue a quem possa ajudar o Henrique.

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Escola parceira do Quero na Escola se destaca por protagonismo dos estudantes

Por Natália Sierpinski

A Escola Estadual Luciane do Espírito Santo, que fica em Lajeado, extrema zona leste de São Paulo, foi a escola com mais atividades recorrentes do Quero na Escola em 2018. A maioria das ações foram realizadas durante os períodos de aulas das disciplinas eletivas, que ocorrem por ser uma unidade que faz parte do Programa de Ensino Integral (PEI). Fomos acompanhar as apresentações que encerraram esse processo no fim do ano e trazemos relatos para ajudar com ideias e inspirações.

Cada projeto estava em uma sala de aula diferente, ficando a critério dos alunos e dos convidados escolherem quais conhecer, na ordem que achassem mais relevantes. Os projetos de eletivas abarcaram diversos temas: gênero e feminismo, história em quadrinhos, corpo humano e primeiros socorros, turismo, arquitetura e engenharia, universo e astronomia, reciclagem, nutrição, educação física, entre outros. Além das salas temáticas, também houve apresentações musicais, uma peça baseada no programa Chaves, por conta dos trabalhos de Turismo e um show com luz negra feito pelo grupo que trabalhou Física.

Ao chegar nas salas, os estudantes responsáveis apresentavam algo sobre ela. Havia falas, dinâmicas, perguntas interativas e várias formas de mediações que foram criadas pelos próprios estudantes para passar adiante os conteúdos que eles haviam aprendido ao longo do ano. As eletivas fazem parte do projeto da escola que visa o protagonismo estudantil e o projeto de vida dos alunos, em que eles são desafiados a pensarem em quais conhecimentos e temas são relevantes para complementar o seu aprendizado. A escola também conta com um grêmio estudantil ativo, alunos líderes de sala e um grupo de 15 alunos acolhedores, que apresentam a instituição para as pessoas novas e fazem integração e acolhimento a outras escolas do entorno.

O evento também realizou uma homenagem a patronesse da escola. Luciane do Espírito Santo foi professora de educação infantil que dedicava sua prática principalmente para os estudantes que apresentavam mais dificuldade de aprendizado, tornando-se um exemplo e sendo muito admirada enquanto profissional. Ela faleceu em 2003, decorrente a um câncer e o nome da escola é uma homenagem ao trabalho que realizou no bairro. A diretora da escola, Cacilda de Souza Lima, falou da importância dos estudantes conhecerem a história de sua escola e sua trajetória. Também em 2018, foi feito um vídeo pelos estudantes sobre esse processo de escolha da patronesse da escola que pode ser conferido aqui.

Durante o ano passado, voluntários do Quero na Escola realizaram nesta unidade atividades sobre Projeto de Vida, Engenharia Civil, Turismo, Recursos Humanos, Engenharia Ambiental, Psicologia, Jornalismo, Medicina Veterinária, Fotografia, Orientação Vocacional, Publicidade e ainda uma palestra sobre descarte correto de pilhas e baterias. Para 2019 já temos novas ações agendadas e também pedidos que aguardam a inscrição de voluntários, como é o caso de Arquitetura e Depressão e Ansiedade.

E você, estudante, se sentiu inspirado a mudar a sua escola? nos mande um pedido por aqui! E para quem se inspirou a ser voluntário encontre um pedido próximo a você e sobre um tema do seu repertório aqui

 

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