Estudantes pedem ajuda para recuperar piano de escola pública

Um piano recebe os estudantes no hall da Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, no centro de São Paulo, porém sem emitir uma nota. Este ano, um grupo de alunos tentou tocar e descobriu que algumas teclas não funcionam, por isso se inscreveram no Quero na Escola e buscam alguém que possa colaborar com a manutenção.

“Eu toco um pouco, outras pessoas tocam mais ainda, formamos um grupo e pensamos em como poderíamos fazê-lo funcionar”, conta Álvaro Samuel, 15 anos, que ingressou na instituição este ano. Outro estudante, Luiz Miguel, pesquisou o que poderiam fazer. Ele afirma que o instrumento é de 1832 e que faltam ajustes para que algumas teclas voltem a funcionar.

Uma das expectativas dos colegas é ouvir Nicolle Cardoso, que fez três anos de piano antes de ingressar na Etec.

“Quando eu estava no Ensino Fundamental eu frequentava um centro comunitário no contraturno e tive 3 anos de aulas de piano. Eu amava e só parei porque agora estudo em tempo integral e não consigo conciliar”, conta, na expectativa de que possa tocar o instrumento da escola.

Pianos em escolas públicas são mais comuns do que se imagina, mas deixaram de ter função quando as aulas de música gradualmente pararam de constar do currículo. Em muitos casos, eles se tornam objetos de decoração ou mesmo ficam fechados em salas de leitura. Nesta escola, no entanto, o instrumento está bem conservado e disponível caso os estudantes consigam colaboração para o conserto.

Se você quer conhecer os estudantes e o piano para tentar ajudar, clique aqui e envio seus dados, nós faremos a ponte para agendar a visita.

Artistas grafitam escola em Diadema e alunos falam das obras

Por Natália Sierpinski 

“Nossa melhor arma é o respeito” é agora uma frase que pode ser lida todos os dias na escola estadual Diadema, no município de mesmo nome da Grande São Paulo. Na mesma parede, mais a frente, lê-se “respeito e educação transformam” e ao redor há cores e representações de livros e pessoas assinados por sete grafiteiros voluntários do Quero na Escola, que passaram um sábado inteiro pintando as paredes. 

1554335430286318

O resultado foi bem recebido pela coordenação e alunos da escola. “Ficou linda, fiquei encantado com o talento dos artista que vieram” comentou o coordenador Talles Amorim. Ele acompanhou o processo da pintura e o acolhimento, que  incluiu até uma macarronada para os voluntários. “Achei que ficou muito bom, deu vida as paredes” comentou o estudante Henrique Araujo Silva.

Mariana Fonseca Paes foi a  voluntária do Quero na Escola que convidou os outros artistas para a atividade. “Todos adoraram pintar na escola” 

Nas semanas seguintes, a partir de uma mediação feita nas aulas de artes, novos relatos surgiram. As alunas Ana e Letícia do 9º ano mandaram um agradecimento para os voluntários e para o projeto: “Eu queria agradecer pelos grafites que vocês fizeram aqui no pátio da escola, eu achei que trouxe mais vida e mais cores pra escola e todos com mensagens de educação e respeito trazendo um significado”, diz Ana.”Achei a escola muito mais alegre, os desenhos ficaram lindos” complementou a colega.

O quarto ano também fez uma visita aos grafites e o relato deles foi por escrito:

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Esta ação teve o apoio do Instituto Singularidades, que forneceu a tinta necessária. Os grafiteiros foram por conta e alguns ainda somaram aos materiais usados. Para quem quiser conhecer mais do trabalho dos artistas, aqui vai o Instagram de cada um: Mariana Fonseca Paes, Khaku Figueiredo, Lena, MW de Jesus, Mota, Franticspray, Lucas Lago Scarabotto, Phillipe Baatsch e Duck.

IMG-20190325-WA0117

E você estudante quer levar mais cor e reflexão para a sua escola? Nos mande um pedido em www.queronaescola.com.br! Para quem quiser ser voluntário, é possível ver os pedidos disponíveis aqui ! Se você quiser contribuir com doação de material ou financeira para esse tipo de atividade que demanda um custo específico, contribuir aqui.