Vocação para algo é muita vontade de fazer algo, define ator a alunos

Ator para conversar com os alunos sobre teatro”. Este foi o convite que bastou para levar Caio Marinho, ator e cenógrafo, a conversar com estudantes de 7º ano da Escola Estadual Anne Frank, em São Miguel Paulista, em outubro. As perguntas mais inocentes foram as primeiras: você pode chorar sem estar triste? O beijo é de verdade? Tem que ser “sem vergonha” (desinibido) para ser ator?

Caio explicou com exemplos e comparações. “Saber chorar eu sei, mas fazemos isso dentro da necessidade, como um médico faz a cirurgia, é da profissão e tem um propósito”, respondeu à primeira pergunta. Depois perguntou se eles considerariam beijo de verdade, mesmo com todas as câmeras e o fato dos atores estarem preocupados com várias outras coisas durante, como a posição em relação à plateia ou à câmera, o texto seguinte e como exatamente é para fazer o beijo. “Se for alguém que você realmente queria beijar, vai ter de tentar depois.”

Caio chegando a EE Anne Frank, em São Miguel Paulista
Caio chegando a EE Anne Frank, em São Miguel Paulista

Já sobre alguém tímido poder ser ator, a resposta foi mais complexa. Caio contou que é tímido e que, ao entrar ali na escola, por exemplo, sentiu timidez, mas quando está no palco ou diante das câmeras, é trabalho. “É um trabalho que me ajudou a vencer a timidez também e me colocar para diversas situações importantes”, completou e contou que, quando adolescente, teve a mesma dúvida e foi influenciado por um professor.

Eu tinha muita vontade desde sempre de ser ator, mas me perguntava se tinha vocação e e ele me falou uma coisa que me marcou muito e digo a vocês: estas palavras são uma só, vocação é vontade. Se você tem muita vontade, vai se dedicar e vai ser bom naquilo.” Caio acabou fazendo curso técnico na área, se formou pelo Teatro Macunaíma e em Licenciatura em Arte-Teatro na Unesp. Hoje atua em teatro com A Próxima Companhia e também participou do longa “O Rei das Manhãs”, previsto para estrear em 2017. 

A visita foi um pedido do professor de Língua Portuguesa, Mario Rocha, durante o Quero na Escola – Especial Professor, ação em parceria com a Fundação SM, em que os professores puderam pedir visitas. “Meus alunos são ótimos e queria que eles tivessem acesso a alguém que falasse de um ponto de vista diferente do que estão acostumados”, comentou.

Caio falou com duas salas diferentes e a maioria dos estudantes de cerca de 13 anos nunca havia ido ao Teatro. Os que foram, tinha sido levados pela família a peças no Centro de São Paulo. Caio listou teatros na zona leste e até mesmo centro culturais com cursos para estudantes como os da Fábrica de Cultura. “Fiquei muito feliz. Recebemos uma visita ilustre na escola, tenho certeza que plantou novas ideias na cabeça dos alunos”, comentou Mario.

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