Foi a 1ª vez que fiz trabalho voluntário. E foi maravilhoso, diz contador de história

Estudante de Letras, Paulo Henrique Oliveira se prepara para ser professor, mas confessa que se sentiu nervoso antes de  enfrentar pela primeira vez uma sala de aula. E foram logo duas: o 6º e o 7º ano do período vespertino da José Cândido de Souza, na Pompeia, em São Paulo. Ele foi contar uma história na sexta-feira, dia  12. 

Também foi a primeira vez que fez algum tipo de trabalho voluntário. No final, a apreensão e o nervosismo deram lugar a um sentimento de completude. “Foi maravilhoso, um momento em que consegui ser eu mesmo”, disse o voluntário.

Ele apresentou aos alunos o livro Ponto de Vista, de Ana Maria Machado, com ilustrações de Ziraldo. “A história se passa no Rio e é sobre a amizade de dois meninos. O texto de Ana Maria é ótimo e, na sala de leitura, pude ir mostrando as ilustrações do Ziraldo, que são lindas”, contou Paulo Henrique.

Na mesma escola, há um pedido que ainda não foi atendido: Acrobacias em Tecido. E há muito mais em escolas de várias cidades do Brasil. Veja aqui como você também pode ajudar.

Gargalhadas, leveza e conexão em aula de meditação em escola pública

Fim de tarde de sexta-feira e 14 alunos de Ensino Médio que tiveram aula de manhã voltaram para a escola estadual Myrthes Theresinha Assad Villela, em Barueri, porque quiseram ter mais uma aula. Outros 10 estudantes do período da tarde conseguiram dispensa para se juntar ao grupo que se divertiu muito em uma aula de meditação solicitada por uma das estudantes pelo Quero na Escola.

A atividade começou com uma roda de apresentações que incluía nome, idade, se já meditou, signo e um super poder. A primeira a falar queria voar, outra queria se teletransportar, uma queria saber tudo e vários escolheram “ser invisível”.

Atividade começou com conceito de presença
Atividade começou com conceito de presença

A psicóloga Stefanny Bauman, que se voluntariou para atender ao pedido da estudante Letícia Fernandes, de 17 anos, disse que tinha o super poder da presença e partiu daí sua fala sobre meditação. “Quem já se sentiu como se só o corpo estivesse ali, mas a cabeça está em outro lugar?” A identificação foi absoluta e a descontração também.

Em seguida, a terapeuta fez um jogo de concentração com toda a turma em que era preciso prestar atenção se seria a sua vez e o que dizer em uma ordem simples: 1, 2, 3, 4, 5, 6, Seven up. No começo, pouca gente acertou, mas em alguns minutos estavam todos “presentes” na brincadeira e no final ninguém mais errava.

Stefanny mostrou slides com os tipos de meditação e técnicas e falou dos benefícios físicos, mentais e dos mitos também. Depois, fez uma meditação guiada com a turma. Camila Oliveira de Toledo, uma das que queriam ser invisíveis, diz que sentiu como se, em vez dela, os outros estivessem de olhos fechados. “Foi incrível, vou fazer mais vezes com certeza.”

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Stefanny, Letícia e Kelly: voluntária, aluna que pediu e coordenadora pedagógica

A autora do pedido diz que a sensação foi de leveza. “Eu acho que a gente parece se conectar com algumas coisas que estão confusas e se concentrar na gente”, resumiu.

A coordenadora pedagógica Kelly Cunha Lopes, observou que o conteúdo pode se conectar às necessidades dos adolescentes, especialmente para se contrapor ao estresse da aproximação do vestibular e para dar dicas de como recuperar a calma e a concentração. “Eu acho que também é importante pra eles ser uma coisa que os próprios alunos pediram, eu não imaginava que os alunos da manhã voltariam, queimei minha língua”, comentou bem humorada.

Ao final, os estudantes fizeram uma carta de agradecimento a Stefanny e trocaram contatos. “Eu tenho um projeto de trabalhar com escola pública eu acho que é onde a gente pode fazer uma diferença e estou em êxtase. Realizei um sonho”, finalizou a voluntária.

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