Foi a 1ª vez que fiz trabalho voluntário. E foi maravilhoso, diz contador de história

Estudante de Letras, Paulo Henrique Oliveira se prepara para ser professor, mas confessa que se sentiu nervoso antes de  enfrentar pela primeira vez uma sala de aula. E foram logo duas: o 6º e o 7º ano do período vespertino da José Cândido de Souza, na Pompeia, em São Paulo. Ele foi contar uma história na sexta-feira, dia  12. 

Também foi a primeira vez que fez algum tipo de trabalho voluntário. No final, a apreensão e o nervosismo deram lugar a um sentimento de completude. “Foi maravilhoso, um momento em que consegui ser eu mesmo”, disse o voluntário.

Ele apresentou aos alunos o livro Ponto de Vista, de Ana Maria Machado, com ilustrações de Ziraldo. “A história se passa no Rio e é sobre a amizade de dois meninos. O texto de Ana Maria é ótimo e, na sala de leitura, pude ir mostrando as ilustrações do Ziraldo, que são lindas”, contou Paulo Henrique.

Na mesma escola, há um pedido que ainda não foi atendido: Acrobacias em Tecido. E há muito mais em escolas de várias cidades do Brasil. Veja aqui como você também pode ajudar.

Cia de teatro leva alunos ao palco durante apresentação em escola

Duas turmas da escola estadual José Cândido de Souza, na Pompeia, São Paulo, tiveram o privilégio de ser a plateia de um verdadeiro show da Cia Repara Mundo na sexta-feira, dia 6. Gabi Pascal e Camila Marsi contaram e encenaram a história do livro Futebol: de pai para filha, de Luís Abreu. Alguns alunos até subiram ao palco e improvisaram na interpretação de personagens do conto.


O evento, que encheu de poesia e alegria um dia normal de aula, parece ter agradado a todos que participaram. “Foi uma experiência prazerosa. É sempre muito bom ver os olhos deles brilhando, vê-los participando das nossas narrações”, afirmou Gabi Pascal. A diretora da escola, Elizabeth Magnoni da Silva, concorda: “Os alunos acompanham todos os movimento e acabam interagindo durante a apresentação”, afirmou.  

Este ano, é a terceira vez que a José Cândido recebe voluntários via Quero na Escola para contar histórias aos alunos. “A contação de histórias proporciona a vivências de experiências ricas e diversificadas e também a interação social. Acalma os alunos, aumenta o repertório de histórias, a concentração e, principalmente, a alegria”, disse Elizabeth.

E, por lá, os estudantes também pediram oficinas de Acrobacia em Tecido, que ainda esperam voluntários.

Escola na Pompeia não para de receber voluntários

Na última sexta-feira, Fabiana Baracchini de Laurentis passou parte da manhã e da tarde na escola José Cândido Souza, na Pompeia, São Paulo, onde contou histórias para mais de 100 alunos de cinco turmas diferentes. Além dela, a escola já recebeu outras quatro voluntárias de narração e um de truques de mágica pelo Quero na Escola. E, sexta-feira que vem, tem mais!

josecandido_fabianaFabiana no auditório da escola José Cândido de Souza com uma das turmas de alunos
Estudantes de qualquer escola pública podem se inscrever no Quero na Escola e dizer o que gostariam de aprender além do currículo. Interessados em ajudar podem se candidatar pelo site.
“A diretora e a coordenadora me receberam muito bem e acabei fazendo mais oficinas do que estava programado. Foi uma experiência muito legal”, escreveu Fabiana, que escolheu trabalhar um conto que ela mesma escreveu sobre a morte como uma transformação da vida. “Minha ideia é tratar a questão da vida e da morte como um ciclo de transformações naturais e aprendizado, e não como um tabu ou assunto que deva ser evitado”, afirmou.
Quem quiser pode conferir aqui o conto completo; ele fala sobre uma família de animais – um leão, uma girafa, uma pata, um peixe e uma minhoca – que vão mudando de acordo com as intempéries da vida. A escola também tem em aberto um pedido de acrobacia em tecido feito por uma aluna que já teve contato com a arte e não tem mais onde praticar.

Novas histórias escritas coletivamente

Mais histórias, mais uma voluntária envolvida com a educação pública, mais alunos se sentindo prestigiados e encantados com o poder da literatura. Esse foi o saldo da primeira oficina de contação de história de 2016 promovida pelo Quero na Escola na Escola Estadual José Cândido de Souza.

Na tarde desta quarta-feira, Thais Giubelli foi até o colégio e adorou a experiência. “Foi muito bacana. Eles acompanharam tudo, prestaram atenção, umas graças.”

Com os professores apoiando a ideia, a atividade lúdica acabou sendo incluída no currículo que se trabalha no dia a dia. “A professora avisou que iria passar uma atividade em sala de aula relacionada as histórias que contei”, disse Thais, mais um exemplo de como a conexão entre sociedade e escolas pode promover a construção de aprendizados de maneira significativa.

No ano passado, três voluntárias contaram histórias na mesma escola. Esta semana, outra aluna da mesma unidade fez um pedido diferente: acrobacia em tecido.

O Quero na Escola recebe pedidos de estudantes de escolas públicas de qualquer parte do País sobre o que gostariam de aprender além do currículo obrigatório. Quem quiser ajudar, basta escolher um assunto solicitado e se cadastrar.