O negacionismo ambiental como empecilho no combate às desigualdades

Por Álvaro Samuel

Em 2020, o dia da sobrecarga da Terra foi em 22 de agosto, isto é, desta data até o último dia do ano, a humanidade estava consumindo o que o planeta não tinha a oferecer, prejudicando nosso futuro e das próximas gerações. Ou seja, usamos 1,6 planeta em um ano. Só para lembrar: Não temos “Planeta B”. 

Lamarck, personalidade naturalista e biólogo francês, defendia que o meio ambiente gerava uma necessidade de adaptação e modificação do ser humano. Apesar de sua ideia não ser validada na comunidade científica de biologia, é aplicável a contextos sociais. Por exemplo, as pessoas, principalmente no campo digital e social, são influenciadas mesmo inconscientemente a tomar certas atitudes, como aderir ao uso de produtos e serviços, e, consequentemente, defender algumas perspectivas e frentes sociais. Logo, é necessário que haja uma responsabilidade social sobre os conteúdos divulgados nesses campos, tendo em vista que as Fake News são um dos grandes perigos na atual sociedade. 

A seguir serão expostos dados reais desenvolvidos com responsabilidade social, ambiental e científica. Tente não se assustar! 79% dos grãos produzidos no Brasil viram ração; 75% das áreas cultiváveis do mundo são destinadas para pastagem ou produção de ração. Porém, carne e derivados devolvem só até 18% das calorias consumidas para suas produções; 97% da água do planeta estão no oceano, o restante, 3% de água doce, tem 90% de seu uso destinados para a agropecuária globalmente.  

Segundo a Menos 1 Lixo, um boi de 3 anos de idade consome durante sua vida, 3 milhões de litro de água, 1300 kg de grãos e, logo, para consumir 1 kg de carne, consome-se quase 16 mil litros de água, o que, segundo a ONU, é o que um ser humano necessita para viver por 4 meses. Ressalta-se que uma vaca defeca 37 kg de fezes por dia, o problema maior é que todos pesticidas, inseticidas, antibióticos e gases são multiplicados por mais de 1,49 bilhão de bovinos. Logo, a pecuária é responsável por 65% das emissões de óxido nitroso, e 18% de todas as emissões de gases.  

Por conseguinte, um dia com uma alimentação 100% vegetal poupa 14 kg de CO2 (equivalente a 100 km de carro rodados) de serem emitidos na atmosfera, e 3400 litros de água por dia, isso porque produzir um quilo de carne consome 15 vezes mais água do que produzir um quilo de grãos, feijão, frutas ou vegetais. Segundo a FAO (“Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura”), a pecuária é responsável por mais de 80% do desmatamento brasileiro, a problemática é tão grave que por minuto uma área equivalente a um estádio de futebol é devastada pela pecuária na Amazônia.   

Se o dinheiro gasto nessas indústrias insustentáveis fosse investido em garantir o direito à água potável, 748 milhões de pessoas que atualmente não possuem esse acesso beberiam água apropriada à saúde. Se parássemos de criar e alimentar animais para consumo, o Unep (“Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente”) diz que conseguiríamos alimentar mais 3,5 bilhões de pessoas no planeta com as atuais terras agrícolas, ressaltando-se que, em 2019 quase 690 milhões de pessoas passaram fome segundo a própria ONU, isso numa realidade anterior a pandemia de COVID-19 que agravou ainda mais o percentual de pobreza, no qual mais de 700 milhões de pessoas vivem com menos de 1,90 dólar/dia.  

2,7 trilhões de peixes são mortos todos os anos, ou seja, 5 milhões a cada minuto.  Os cientistas estimam que cerca de 650.000 baleias, golfinhos e focas são mortos todos os anos por navios de pesca. A situação é catastrófica ao ponto de que se essa realidade não for mudada o mais rápido possível, os oceanos estarão sem peixes até 2048. “Ah! Mas e se o consumo for apenas diminuído?” Não será em 2048, mas poderá ser 20 anos depois. A alimentação humana à base de produtos animais não é mais sustentável para o mundo. 

O equipamento de pesca descartado é o maior poluidor de plásticos nos oceanos. E ainda há pessoas que acreditam que ao banir canudinhos de plástico vai ajudar o planeta, lembrando que os mesmos representam apenas 0,03% dos resíduos plásticos nos oceanos. É como querer acabar com o desmatamento da Floresta Amazônica ao parar o consumo de palito de dente. 

Cabe citar o documentário “Toda a Verdade: Amazônia — Território Ameaçado” guiado por uma mulher estrangeira — o que gera polêmicas por parte de alguns brasileiros que defendem a ideia de que preservação ambiental é “papo de gringo” para se apossar da maior floresta tropical do mundo. Conforme o próprio título do vídeo publicado no Youtube em 2019 explana, a realidade das ações do ser humano a respeito da natureza é triste e inconsequente, principalmente no que diz respeito à atual inconsciência social e ecológica sobre a Floresta Amazônica e comunidades locais, sejam elas indígenas ou ribeirinhas. À medida que o impacto promovido por poderosos é indireto — já que estes não destroem áreas florestais pessoalmente, pois têm seus subordinados — e acumulativo, as populações dos grupos prejudicados pela ganância do homem branco são mais e mais afetadas de maneira irreversível. Isto posto, as consequências de tal ganância são abordadas e apresentadas durante todo o decorrer do documentário, ora como desmatamento para a venda de madeira e instalação pecuária, ora como eutrofização da água pela agricultura e poluição do solo e dos rios por mercúrio como efeito da mineração, bem como desvio das águas dos rios e, por conseguinte, a destruição de ecossistemas dado a criação de hidrelétricas em prol do ”desenvolvimento”. 

Mas o que seria esse desenvolvimento? A quem isso beneficia? Pois bem, são questionamentos levantados neste mesmo documentário que apontam os fazendeiros, madeireiros, mineradores, ou seja, a elite composta de empresários do latifúndio, da agropecuária, da extração madeireira e mineral, e da produção de energia, como os principais beneficiadores e culpados pela destruição da fauna, da flora, e das comunidades que vivem na floresta. Inclusive, essa é uma vertente bem profunda, pois mesmo estando distante da Amazônia, sendo até “sustentável”, não é o suficiente para romper uma relação extrativista e inconsequente da Terra e seus recursos, visto que a energia vem dos rios da floresta, a comida e as madeira de móveis vêm do desmatamento na floresta. E isso é uma responsabilidade coletiva, logo, não só dos que destroem pessoalmente, mas também daqueles que usufruem da vida urbana às custas de destruição.  

Portanto, se faz perceptível a influência necropolítica a respeito das realidades expostas neste texto. Tal como uma certa terceirização de culpa, isto é, continuar sendo conivente em relação às ameaças sociais e ambientais sobre os ecossistemas — como os que formam a Amazônia — e seus habitantes humanos e não-humanos, mesmo ao estar do outro lado do globo, mas continuando a consumir de maneira inconsciente.  

Mas calma que nem toda a realidade é infortuna! Gisele Bündchen, modelo e ativista brasileira, lançou uma campanha em julho de 2020 que visava arrecadar fundos para plantar 40 mil árvores em áreas florestais do Brasil. O projeto seria, primeiramente, para comemorar o aniversário de 40 anos da famosa, entretanto conseguiu tamanha conscientização pelas redes sociais, tendo, por conseguinte, uma arrecadação de mais de 250 mil futuras árvores em menos de um mês de campanha. 

Em suma, já dizia Che Guevara, revolucionário argentino, que o conhecimento faz das pessoas responsáveis. E nesse contexto, isso pode acentuar o negacionismo ambiental em pessoas inconsequentes, ou causar eco ansiedade. Tendo-se acesso à informação, há opções a serem tomadas, como diminuir o consumo de plástico e descartáveis, diminuir até eliminar o consumo insustentável da exploração animal, ou ignorá-la e, consequentemente, desenvolver problemas de saúde (dado que segundo a ONU, 70% das doenças que acometem os seres humanos são de origem animal, como COVID-19), não ter mais água potável, nem vida aquática na metade deste século, e, cada vez mais, pobreza, fome e alienação. Enfim, Erasmo de Roterdão, filósofo neerlandês, dizia há meio milênio: “Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável”. O colapso de toda Terra como consequência da insustentabilidade humana é, ou deveria ser, inaceitável. 

O negacionismo ambiental é tão grave que em plena Cúpula do Clima tem-se personalidades da luta contra a mudança climática, e os principais apoiadores e coniventes da destruição ambiental — líderes políticos do mundo inteiro empoderados pelo consumismo e exploração insustentável da Terra. Será que a presença de tais lideranças necropolíticas neste evento é benéfica para a sociedade, ou só enfatiza a desumanização de “minorias” (povos indígenas, ribeirinhos, subordinados do latifúndio etc.) negligenciadas pelos Estados em amplitude mundial enquanto os mesmos atuam como empecilho no combate às desigualdades? 

Refrerências bibliográficas: 

Schuck-Paim, Cynthia. Impactos da Pecuária no Brasil e no Mundo. SVB – Sociedade Vegetariana Brasileira, 2017. Disponível em: https://svb.org.br/livros/impactosdapecuaria.pdf 

BARONI, Aline. Hoje marca o dia em que a Europa consumiu todos os peixes de suas águas; entenda. Mercy For Animals, 2018. Disponível em: https://mercyforanimals.org.br/blog/europa-consome-todos-peixes/#:~:text=Um%20estudo%20de%202006%20afirma,foi%20feito%2C%20h%C3%A1%2012%20anos 

BARONI, Aline. 5 motivos para se tornar vegano pelo meio ambiente. Mercy For Animals. 2018. Disponível em: https://mercyforanimals.org.br/blog/motivos-vegano-meio-ambiente/ 

TODA a Verdade: Amazônia — Território Ameaçado. [S. l.: s. n.], 2019. 1 vídeo (52 min). Publicado pelo canal Documentários Incríveis. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_YbhdXOiv98. Acesso em: 25 ago. 2021. 

SEASPIRICY. Dirigido por Ali Tabrizi. Produzido por Kip Andersen. A.U.M. Films Disrupt Studios. (89 min). Estreia em 24 de março, 2021 (Netflix). 

FAO: 70% das novas doenças em humanos tiveram origem animal. ONU News. 2013. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2013/12/1460081-fao-70-das-novas-doencas-em-humanos-tiveram-origem-animal 

Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. IBGE. 2020. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/agricultura-e-pecuaria/21119-primeiros-resultados-2abate.html?=&t=resultados 

 
LARA, Beatriz. O efeito do veganismo no meio ambiente. Agência UVA. 2020. Disponível em: https://agenciauva.net/2020/12/06/o-efeito-do-veganismo-no-meio-ambiente/ 

 
Agropecuária contribui com 25% das emissões de gases de efeito estufa, diz Imaflora. Revista Globo Rural. 2019. Disponível em: https://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2019/11/globo-rural-imaflora-agropecuaria-contribui-com-25-das-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa.html 

BARBOSA, Vanessa. A água invisível que “comemos” todo dia sem saber (e seus problemas). Exame. 2018. Disponível em: https://exame.com/economia/a-agua-invisivel-que-comemos-todo-dia-sem-saber-e-seus-problemas/ 

 
NEHER, Clarice. O papel do gado e soja no ciclo de desmatamento. Deutsche Welle. 2020. Disponível em: https://p.dw.com/p/3Wp3q 

A indústria que mais consome água no mundo. Menos Um Lixo. 2019. Disponível em: https://www.menos1lixo.com.br/posts/a-industria-que-mais-consome-agua-no-mundo 

AMAZON DESTRUCTION. Butler, Rhett A. Mongabay. 2020. Disponível em: https://rainforests.mongabay.com/amazon/amazon_destruction.html  
 

CHALMERS, Matthew. How Does Dairy Farming Cause Water Pollution? Sentient Media. 2021. Disponível em: https://sentientmedia.org/how-does-dairy-farming-cause-water-pollution/ 

CECILIO, Adriana. Por que defender a causa animal é defender a democracia? 2020. Disponível em: https://www.prerro.com.br/por-que-defender-a-causa-animal-e-defender-a-democracia/#:~:text=%E2%80%9Cum%20boi%20de%203%20anos,4%20meses%2C%20segundo%20a%20ONU. 

Mekonnen MM, Hoekstra AY 2011. National water footprint accounts: the green, 
blue and gray water footprint of production and consumption. Main report. 
UNESCO – Institute for Water Education. Disponível em: http://waterfootprint.org/ 
media/downloads/Report50-NationalWaterFootprints-Vol1.pdf 

“Resumo do uso estimado da água nos Estados Unidos em 2005”. USGS (United States Geological Survey – “Serviço Geológico dos Estados Unidos”). Disponível em: https://pubs.usgs.gov/fs/2009/3098/pdf/2009-3098.pdf 

J. B. Veiga, J.F. Tourrand, R. Poccard-Chapuis, M.G. Piketty. CATTLE RANCHING IN THE AMAZON RAINFOREST. 2003. Disponível em: http://www.fao.org/3/XII/0568-B1.htm   
 

Gerbens-Leenes, PW et al. “A pegada hídrica de aves, suínos e bovinos: um estudo comparativo em diferentes países e sistemas de produção”. Recursos Hídricos e Indústria. Vol. 1-2, março a junho de 2013, páginas 25-36.

Projeto em que professores têm atendimento emocional está de volta

O Quero na Escola e a Fundação SM relançam nesta quinta-feira o projeto Apoio Emocional que busca profissionais de saúde mental para atendimento gratuito a educadores de escolas públicas em todo Brasil. No ano 2 da epidemia de Covid-19 no Brasil, as professoras e professores seguem enfrentando incertezas, improvisos, medos e um número crescente de lutos.  

Para ajudá-los a lidar com suas angústias e orientá-los na acolhida aos estudantes, o projeto Apoio Emocional oferece aos professores as opções de escuta individual, rodas de conversa entre colegas ou com seus alunos e formação sobre como lidar com determinados problemas psicológicos. Todos os atendimentos serão virtuais, organizados pela equipe do Quero na Escola e com uso das plataformas que os profissionais voluntários e professores preferirem. 

A primeira edição atendeu 2 mil professores em 2020. Veja no vídeo abaixo depoimento de uma professora atendida e de uma psicóloga voluntária.

Nesta segunda edição o foco será nos traumas causados pelo prolongamento da pandemia e em como lidar com os próprios lutos e os dos estudantes. 

“Temos muito orgulho em apoiar um projeto que se mostrou tão necessário no ano passado, mobilizando tantos psicólogos e terapeutas, atingindo a tantos professores. Este ano, com o desafio de reabertura presencial das escolas em plena pandemia, acreditamos que a escuta de suas angústias e o acolhimento são fundamentais para dar o suporte emocional que os educadores necessitam”, afirma Mariana Franco, gerente da Fundação SM.

Para se cadastrar, tanto os educadores como os voluntários devem acessar queronaescola.com.br/apoioemocional

Se liga na dica, estudante: vem ver as oportunidades neste mês de abril

Que têm sido dias desafiadores, nós já sabemos. Mas já pensou em se desafiar positivamente participando de uma olimpíada, aprimorar os estudos ou ser bolsista de um projeto? Neste mês de abril, o Quero na Escola separou várias destas oportunidades no Se liga na dica, estudante! Vem ver aqui: 

Olimpíada Brasileira de Robótica 2021

Para estudantes de todo o Brasil, estão abertas as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Robótica deste ano. São alunos de escolas públicas e particulares a partir dos seis até dezenove anos de idade que podem participar. Para realizar a inscrição e saber mais, clique aqui. Anota aí, estudante: inscrições até 19 de maio

Plataforma Fixe seleciona jovens curadores bolsistas da periferia de São Paulo

Você é da periferia de São Paulo? Então, essa oportunidade é para você! 

A nova plataforma multilinguagem FIXE (lê-se “fiche”, gíria portuguesa que significa legal, com estilo e boas qualidades) anuncia chamamento de jovens curadores bolsistas da periferia de São Paulo. Eles vão selecionar seis jovens colaboradores para desenvolver um trabalho de pesquisa e curadoria artística. Cada jovem curador selecionado receberá uma bolsa no valor R $1.000,00 (mil reais). As inscrições podem vão até 18 de abril no site da Fixe (www.festivalfixe.com.br). Para poder fazer parte, confira os requisitos no site. O resultado da seleção sai em 20 de abril de 2021. Tenta!

Projeto Clínica de Direitos Humanos das Mulheres (USP) 

Este projeto está com inscrições abertas para a seleção de estudantes do Ensino Médio Público, Ensino Técnico e EJA (Educação de Jovens e Adultos) da cidade de São Paulo e de Ribeirão Preto. Será para produzir vídeos educativos voltados aos problemas e ideias das mulheres sobre direitos humanos. 

Se você é mulher, estudante do Ensino Médio Público, Técnico ou do EJA, você poderá se inscrever e fazer parte. Serão disponibilizadas 5 bolsas no valor de R$350,00 pelo período de 10 meses. Gostou? Para ter maiores informações, confira o edital aqui e o link para inscrição aqui. Não perca, as inscrições vão até 30 de abril. 

Dicas de podcast sobre educação para estudantes!

1.PodAprender

PodAprender é um podcast que aborda temas relacionados à Educação e traz sempre convidados diferentes, com vasta experiência, que inspiram e trazem dicas e reflexões aos colegas professores. Pode ser conferido no Spotify ou no Deezer.

2. E por falar em educação

Este programa tem como objetivo colocar a Educação no centro do debate, apresentando diversos argumentos e diferentes visões para que os ouvintes formem sua opinião de maneira crítica. 

Também no Spotify e no Deezer

3. Resumov

No Resumov você poderá conferir dicas para estudar para o vestibular e tirar uma boa nota no Enem. Vem ouvir aqui

++ MAIS OPORTUNIDADES!

Achou que tinha acabado? Temos mais para você, estudante. Se você quer ganhar o livro “21 histórias de estudantes que mudaram a escola“, inscreva-se neste formulário aqui. Ao longo do ano vamos doar 120 livros e a ordem de inscrição é um dos critérios.

E, claro, também estamos recebendo pedidos de estudantes de escolas públicas em nosso site. Quer aprender algo novo ou lidar com temas que têm dificuldade? Vem pedir aqui com a gente! 

Estudantes de cinco estados já foram atendidos no Ponto Extra

Após entender as necessidades dos alunos, este ano o Quero na Escola começou uma nova modalidade de apoio: o Ponto Extra. Os estudantes de escolas públicas de diferentes localidades entram em nosso site e pedem uma ajuda com os estudos ou um apoio na carreira que gostariam de seguir. Buscamos um “ponto extra” que faça encontros online frequentes com estes estudantes e possa ajudar e se tornar mais uma pessoa acessível ao estudante.

Diante dos pedidos, a equipe do Quero na Escola entra em contato com educadores das escolas e faz a conexão para que as ações aconteçam no formato online em plataformas escolhidas pelos participantes envolvidos. Temos a alegria de contar que vários estudantes já estão sendo atendidos semanalmente!    

Neste início de projeto, já temos 05 estados que foram atendidos: Goiás, São Paulo, Rio Grande do Norte, Rondônia e Bahia. A temática que mais apareceu foi Exatas e em seguida, Redação e Acompanhamento e orientação profissional.         

Também é possível pedir qualquer tema além do obrigatório e estão ocorrendo encontros sobre Escolas literárias com alunos de uma escola de São Paulo. 

Você, aluno, já pensou em ser atendido(a) também? Ou então, tem facilidade em alguma área e pode ajudar se voluntariando? Para participar, acesse nosso site.

Campanha por livro sobre estudantes transformadores termina com sucesso

O livro “21 Histórias de estudantes que mudaram a escola” será impresso em abril com o apoio de mais de 300 pessoas e instituições que acompanham o Quero na Escola. A obra é uma coleção de casos reais de estudantes que mudaram suas escolas ou mesmo todo o sistema de ensino no Brasil e no mundo. O objetivo é dar representatividade aos estudantes que querem mudar algo em seus cotidianos escolares.

A primeira edição da obra conta com patrocínio do Instituto Olga Kos e do Instituto Unibanco. As autoras, Cinthia Rodrigues e Luciana Alvarez, ambas jornalistas e cocriadoras do Quero na Escola, doaram seu trabalho nesta primeira edição e todo o valor arrecadado com a campanha de financiamento coletivo será revertido para a Associação Quero na Escola. Além disso, todos os doadores receberão ao menos um exemplar do livro.

Também serão doados 120 exemplares para escolas, professores e estudantes interessados. Quem quiser estar entre os beneficiados pode se cadastrar neste formulário. O envio estará disponível ainda em abril caso um educador ou educadora já queira usar o livro. Um dos critérios de seleção será a ordem de inscrição.

Cada história de “21 Histórias de estudantes que mudaram a escola” conta a transformação que o estudante conseguiu, qual era o problema com que lidava e quais resultados obteve. Os textos são pensados para adolescentes a partir de 12 anos. Cada capítulo é acompanhados de uma ilustração exclusiva que destaca os protagonistas e de mais informações sobre o tema que moveu aqueles estudantes.

Durante a campanha, algumas matérias sobre o livro foram publicadas:

A Associação Quero na Escola agradece a cada um dos apoiadores – que em breve terão também seus nomes em agradecimento publicado aqui – e a todos os parceiros. Vivemos tempos especialmente difíceis e contar com a ajuda desta rede é fundamental para seguirmos com nosso trabalho.