Começa hoje o Quero na Escola Especial Professor 2018

O Quero na Escola e a Fundação SM lançam hoje, 24 de julho, a terceira edição do Quero na Escola Especial Professor, projeto que leva voluntários às escolas públicas a pedido dos educadores. Qualquer professor pode dizer quem gostaria de receber em sua própria escola para participar de um projeto existente ou colaborar com algum conhecimento que seja desejado para a equipe ou para os alunos.

Para se inscrever, os professores devem entrar em queronaescola.com.br/professor e dizer que assunto ou tipo de especialista querem. Pode ser alguém para ensinar a mexer em algum programa, dar uma aula de yoga e relaxamento ou levar uma atividade que a escola não costuma ter para os alunos.


Após as inscrições dos educadores, quem quer dar sua contribuição com a educação pública tem um mapa claro de como e onde ajudar. As participações serão organizadas pela equipe do Quero na Escola para outubro para que, no mês dos professores, a sociedade possa presenteá-los com participação ativa.

O Quero na Escola regularmente conecta sociedade e escola a partir de pedidos dos estudantes para estimular o protagonismo dos jovens. Esta ação continua no queronaescola.com.br, porém entre julho e setembro, os professores que também querem aprender algo ou têm ideias de quem poderia ajudar em uma educação mais plural, podem se inscrever diretamente.

Esta é a terceira vez que o Quero na Escola e a Fundação SM promovem esta integração. Nas duas primeiras edições mais de 40 ações foram realizadas incluindo oficinas de mediação de conflito, edição de vídeo, jogos teatrais, aulas de excel, apresentações culturais e até a visita de um Lobo Mau.

E você, professor, gostaria que alguém o ajudasse em sua escola? Inscreva-se: queronaescola.com.br/professor 

 

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Voluntário fala de K-pop em escola municipal e acompanha coreografia

K-pop, ritmo sul-coreano com tantos fãs por aqui que aumentou a procura pelo ensino da língua no Brasil, chegou ao cardápio de atividades do Quero na Escola. Uma adolescente de 13 anos da Escola Municipal João Domingues Sampaio, na Vila Maria, zona norte de São Paulo, queria aprender mais sobre a febre e um jovem universitário se voluntariou para atender.

Lucas Vigliar, 21 anos, graduando de Comunicação Social  e estagiário de Publicidade e Propaganda estudou os movimentos coreografados e as bandas da Coréia do Sul – e também o J-Pop, do Japão – e falou sobre os movimentos que ganharam o mundo. “Pensei em explicar um pouco a história, falar de algumas bandas e mostrar no telão. Acabamos dançando também, elas (as alunas) melhor que eu”, conta.

A Emef João Domingues já tem um projeto de dança com os estudantes, mas o ritmo ainda não tinha sido abordado. “Foi ótimo, os alunos participaram bastante. A gente se surpreende com o que sabem”, contou a professora Elisângela Janoni.

E você, quer aprender sobre o quê? Inscreva-se no Quero na Escola e vamos buscar alguém que entenda do assunto e possa levá-lo pra sua escola.

 

Experiências de vida guiam alunos em sua escolha de profissão

Por Marcela Riccomini

A estudante  Ingryd Vitória Raimundo, da Escola Estadual Carlindo Reis em Ferraz de Vasconcelos, Grande São Paulo, se inscreveu no Quero na Escola e pediu uma atividade sobre Mercado de Trabalho. Como a maioria dos jovens, ela ainda não sabe que profissão deseja seguir e gostaria de ouvir as experiências de outras pessoas, para ajudar em sua decisão. Por sorte, o Carlos Eduardo Rondon estava disposto a compartilhar seus 17 anos de experiência em empresas de vários portes.

Carlos conheceu o projeto através de uma amiga que também foi voluntária. Luisa Paiva, que fez uma atividade sobre alimentação saudável. Hoje gerente de vendas, ele buscou um tema com o qual pudesse contribuir entre os pedidos dos jovens. 

Segundo o coordenador pedagógico da escola, Elson Granzoto Junior, o  tema foi bem trabalhado com os alunos, que têm muitas dúvidas e incertezas quanto às carreiras que devem seguir. “O Carlos explicou usando a própria história de vida dele, o que chamou mais o interesse dos alunos, pois ele teve a mesma origem social de muitos deles.”

E eram centenas de cabeças com  dúvidas e incertezas. A atividade contou com 320 alunos do período matutino, e 420 do período noturno. Segundo a aluna, que conheceu o Quero na Escola através da dica de um professor,  muitas dúvidas foram sanadas e agora ela consegue visualizar de maneira mais clara o tema mercado de trabalho. Para o coordenador também foi trabalhada a auto-estima dos alunos, e temas transversais.

As escolhas de Ingryd para seu futuro só cabem a ela e atividades como essa podem abrir mais portas. Tem alguma dúvida e quer uma atividade na sua escola? Peça! Ou, como o Carlos, acredita que pode ajudar outras pessoas? Cadastre-se como voluntário em sua região! www.queronaescola.com.br

Oficina de desenho termina com exposição de talentos e perspectivas

Por Laís do Valle Corrêa, jornalista voluntária em Belém, com colaboração de Natália Sierpinski

Uma exposição de ilustrações que mostram não apenas o talento, mas também para onde olham e com o que sonham os estudantes, fechou o ano letivo da escola estadual Benjamin Constant, em Belém do Pará. Os desenhos são resultado de seis encontros com uma voluntária atendendo a pedido de uma jovem no Quero na Escola.

A estudante Anne Zanini, 16 anos, se inscreveu querendo aprender “técnicas de desenho”, pois se interessava em escolher Arquitetura como sua futura profissão. A arquiteta Anne Uptom, 24 anos, ela mesma ex-estudante de escola pública, se motivou a atender. Propôs ensinar perspectiva interna e externa, utilizando ponto de fuga, mas também incentivá-los a refletir sobre o que gostam em seu bairro.

Foi o suficiente para abrir as portas para aprender mais sobre desenho e ampliar  conhecimentos também sobre a cidade de Belém, sua mobilidade urbana e a importância da escola estar situada em um bairro com relevância histórica. Ao todo, de 15 alunos passaram pelas oficinas, dos quais 5 expuseram seus trabalhos finais.

Em maioria, eles já gostavam de desenhar, mas admitiram não saber muito, e por isso se interessaram. Assim aconteceu com Victor Vieira, 18, que, ao saber das oficinas, pensou “parece legal.‘Vamo’ lá!”. Para ele, aprender essa técnica foi mais fácil do que esperava, e assim ele conseguiu fazer o que antes não conseguia.

Para Jhonata Lourenço, 17, as oficinas significaram ampliação dos conhecimentos sobre desenho. Antes, ele desenhava apenas personagem e agora conseguia desenhar paisagens. Com sua ilustração, ele quis expressar uma área urbana tranquila. Segundo ele, “às vezes é complicado admirar a paisagem”, pois sempre as pessoas estão muito ocupadas.

Parecida foi a intenção da Gabrielle Cortinhas, 16, para quem Anne Uptom ensinou a técnica do esfumaçado, para aplicar a seu desenho, com um grande olho ao centro, representando o olhar voltado ao urbano, e pouco para a natureza. Para ela, que se diz “não muito boa com as palavras”, o desenho foi uma forma de colocar pra fora aquilo que ela pensa sobre o comportamento da sociedade. Até mesmo Allany Suieny, 17, que foi “praticamente obrigada” pelos amigos, gostou da oficina e vai começar a tentar desenhar mais.

As oficinas começaram em maio e atravessaram uma greve e uma reforma do prédio. E, mesmo em ambiente escolar, essa foi uma oportunidade de ter contato com o desenho, pois a disciplina de Artes é aplicada somente até o 1º ano do Ensino Médio e, de acordo com os alunos, não continha aulas práticas.

A Diretora da escola, Márcia Cristina Miranda Lopes, relata ter se alegrado com o retorno positivo do projeto, pois percebia os alunos bastante envolvidos. Para ela, o projeto soube vencer esse período delicado da escola, e foi muito importante para relaxar um pouco da tensão do vestibular e explorar novos conhecimentos e habilidades.

Para a arquiteta voluntária, o envolvimento com o projeto foi um “sair da zona de conforto”, já que ela teve de falar com um grupo com interesses distintos, preparar materiais e mesmo acordar mais cedo – algumas aulas começaram às 7h. “Acredito que foi uma relação além dos papéis e do lápis.”