Alunos aprendem a fazer as suas próprias histórias em quadrinhos

Por Natália Sierpinski

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Marina Melander Coutinho, no Jardim Regis, zona sul de São Paulo teve seu primeiro pedido atendido pelo Quero na Escola para uma atividade sobre histórias em quadrinhos. O pedido havia sido feito por um estudante que saiu da escola, mas a gestão pediu para aproveitar o tema com alunos do 2º ano, no fim do ciclo da alfabetização. Eles aprenderam os principais elementos da linguagem dos quadrinhos e fizeram suas próprias histórias.

O voluntário Victor Zanellato já realiza oficinas de histórias em quadrinhos em escolas e bibliotecas públicas e estava em busca de uma nova escola onde pudesse atuar, quando viu o tema no Quero na Escola. “Tenho meu projeto e vou para as escolas tentar levar as minhas oficinas, mas é muito difícil ter esse tipo de contato com a maioria das escolas” relatou o arte educador que também possui trabalhos como roteirista.

O foco da atividade foi sobre a linguagem das histórias em quadrinhos: os tipos de balões de fala, como é feita a leitura dos quadros, os significados das cores para a construção da narrativa e a como a expressão dos personagens contribuía para a história. Os alunos receberam recortes com personagens da Turma da Mônica, para não se preocupar em desenhar. 

Segundo Victor, os alunos se empenharam para produzir a história no final. Para ele, valeu a pena as quase 3 horas gastas para ir e depois mais 3 horas para voltar da escola em pleno auge do caos logístico em São Paulo, por conta da greve dos caminhoneiros. “Me trataram como se eu fosse professor deles há muito tempo.”

A professora deles de fato, Juliana Neves Fernandes, acompanhou boa parte da atividade e achou muito inspiradora: “As orientações dele serviram como um pêndulo de reforços positivos para almejar ideias futuras” comentou. Para ela, foi aberta uma nova possibilidade a ser trabalhada: o uso dos quadrinhos na sala de aula.

E olha que Juliana está perto dos livros. Ela é a professora responsável pela sala de leitura da escola. A educadora espera que, além de contribuir para aumentar o repertórios dos alunos e colaborar para se apropriarem desses elementos da linguagem, os estudantes se interessam mais pela leitura e escrita. “Consequentemente podem se identificar com um ou mais gêneros literários, tornando-se assim um leitor criativo e, quem sabe, um futuro escritor.” 

Quer levar uma atividade para sua escola? Inscreva-se! Quer ser voluntário, veja se há algum assunto com o qual você possa ajudar aqui.

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