Pedido sobre bullying mobiliza seis voluntárias e atende 250 adolescentes

Voluntárias Lídia Karen dos Santos Dalperio, Clara Beatriz dos Santos Martins, Larissa Ayumi Onoue Taques, Micaelen Cristina da Silva, Maria Vitória Silva e Paloma Ariel Rodrigues Freitas, aluno Marcos Tomaes e a professora de Língua Portuguesa Aline Aguiar

Por Natália Sierpinski 

Quanto um estudante pode mobilizar? É comum no Quero na Escola que o pedido de um aluno traga algo para dezenas de pessoas em sua escola, mas em Presidente Bernardes – cidade no interior de São Paulo, já perto da divisa com Mato Grosso do Sul – essa matemática foi além. Integrante do grêmio, Marcos Tomaes, 17 anos, pediu uma atividade sobre bullying na Escola Estadual Alfredo Westin Junior, acabou conseguindo seis voluntárias, que viajaram desde outra cidade e que falaram com mais de 250 alunos de todas as nove salas do Ensino Médio.

As participantes são estudantes do curso de Pedagogia da Unesp de Presidente Prudente (na primeira foto em destaque, temos da esquerda para a direita: o aluno Marcos, as voluntárias Maria Vitória Silva e Clara Beatriz dos Santos Martins, a professora de Língua Portuguesa Aline Aguiar e as voluntárias Larissa Ayumi Onoue Taques, Paloma Ariel Rodrigues Freitas, Micaelen Cristina da Silva e Lídia Karen dos Santos Dalperio). Elas saíram de suas casas por volta de 6h para estar na cidade vizinha às 7h40, preparam material e falas por dias antes, mas levaram também relatos pessoais, que foram os mais cativantes. Micaelen Cristina da Silva, 30 anos, por exemplo, relacionou o bullying com o preconceito e disse que, quando começou seu relato todos os alunos ficaram prestando muita atenção e balançando a cabeça, para afirmar que sabiam sobre o que ela estava relatando.

Ao final da atividade, muitos alunos foram falar em particular com as voluntárias, fazer perguntas e compartilhar vivências. “Percebi que tocamos boa parte dos alunos sobre o que o bullying pode causar na vida de uma pessoa”, disse Maria Vitória Silva, 23 anos. Clara Beatriz dos Santos Martins, 20 anos, outra voluntária, também acredita que passaram a mensagem principal: que o bullying é um assunto amplo e que afeta toda a escola.

O grêmio da escola e a direção se envolveram muito no processo, desde o agendamento até a recepção das voluntárias. “Fomos muito bem recebidas pela professora e pelo grêmio, a palestra foi produtiva, os alunos interagiram muito, foi gratificante, cresci muito pessoalmente e também vai agregar para a minha graduação” comentou Lídia Karen dos Santos Dalperio, 24 anos. Até da merenda, compartilharam.

Antes de ir à escola, todas as voluntárias se reuniram várias vezes para preparar a atividade, leram materiais, separaram vídeos e fizeram a mão mais de 200 lembrancinhas para dar para os alunos no final do processo.

A caçula das voluntárias, Larissa Ayumi Onoue Taques, 17 anos, conta que começaram com perguntas sobre o tema, para que os alunos se sentissem mais a vontade, depois mostraram uma classificação com todos os tipos de bullying que existem e passaram um vídeo que falava mais sobre o assunto de forma mais dinâmica e leve.

No final da atividade, todos os alunos ganharam um bilhete preso a uma bala. Gesto doce e trabalhoso, como o comprometimento do grupo. Marcos, o estudante, diz que ficou muito satisfeito com a atividade. “Foi espetacular”. 

E olha que a matemática inicial deste pedido quase deu zero. Marcos se inscreveu em 2017. Só em março de 2018 tivemos uma voluntária inscrita. Quando agendamos com a escola, esta voluntária nos respondeu com uma negativa por questões de trabalho: “não posso mais”. A equipe do Quero na Escola se viu com um novo desafio então: encontrar substitutos para essa escola que já estava esperando uma atividade. A cidade de Presidente Bernardes tem apenas 13 mil habitantes, de modo que, depois de algumas semanas, a busca se estendeu para as cidades vizinhas, chegando até Presidente Prudente.

Foram semanas de tentativas e espera. Valeu a pena! 

E você, quer ter qual atividade em sua escola? Acesse www.queronaescola.com.br e faça seu pedido! 

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Chef de cozinha é voluntária sobre alimentação saudável em escola de SP

Por Marcela Riccomini

Combinar ingredientes diferentes faz parte do dia-a-dia de quem trabalha com Gastronomia. No dia 17 de abril, a chef de cozinha Luisa Paiva experimentou uma combinação ainda mais inusitada: ela foi até a Escola Estadual Professor José Monteiro Boanova, na zona oeste de São Paulo, falar sobre alimentação saudável. O motivo da visita? Os próprios alunos pediram um papo sobre o assunto, via Quero na Escola.

A atividade começou com a explicação da diferença entre alimentos in natura, processados, ultra-processados e temperos. Luisa mostrou que muitas vezes podemos trocar ultra-processados por alimentos in natura, preparando-os em casa. Uma das alunas até se animou e pediu uma receita de pão que ela pudesse fazer.

As três salas de 8 anos do Ensino Fundamental que tiveram a atividade demonstraram interesse pelo assunto, que envolve a todos. Debateram diferença de orgânicos e transgênicos, aprenderam a história dos alimentos ultraprocessados e, de maneira geral, fizeram perguntas e contribuições que enriqueceram o encontro.

“Eu sinto que participar de uma atividade como essa é uma forma de retribuir para a sociedade tudo o que já recebi”, afirmou Luisa, satisfeita, depois da sua palestra voluntária na escola. Entre os alunos, a experiência também agradou. Um deles classificou a palestra como “sensacional”, porque o fez refletir sobre o que pode mudar em seus hábitos alimentares.

A professora responsável pelas turmas, Patrícia Porin Ribeiro, também aprovou o encontro entre os alunos e a voluntária. “É super legal a iniciativa. Dar informação é importante”, disse. A educadora viu na atividade um gancho para trabalhar o assunto em suas aulas de Artes e, no mesmo dia, pediu para os alunos pesquisarem quanto tempo alguém pode ficar sem água e sem comida.

A combinação foi enriquecedora para todos e uma sementinha da boa alimentação foi plantada. Agora é torcer para que eles desenvolvam esse hábito.

Quer receber uma atividade diferente na sua escola? Inscreva-se no Quero na Escola, é simples: alunos de escola pública podem pedir no site por uma atividade fora da grade curricular, e pessoas como a chef de cozinha Luisa se voluntariam para realizá-la. Quer ser voluntário? Só procurar no nosso site se há algum pedido que você possa atender.