Fiquei impressionado, diz especialista após papo sobre educação financeira com alunos

Você acha que poderia se impressionar com as noções de finanças de alunos de uma escola pública em Itapevi, Grande São Paulo? O administrador Willian Perressim, que já foi professor universitário de Finanças, dá aula em Escola Técnica Estadual, foi gerente de relacionamento em dois bancos diferentes, formado em administração, mestre em Engenharia de Produção e doutorando em Engenharia, se surpreendeu.

Atendendo a um pedido dos estudantes pelo Quero na Escola ele passou sua última segunda-feira à noite reunido com um grupo do  3º ano do Ensino Médio que participa do Desafio BM&FBovespa, uma competição entre escolas do Estado de São Paulo, públicas e privadas, que simula o mercado de capitais. Em 2015 a escola ficou em 14º lugar. O grupo deste ano está entre os 5 finalistas.

“A oficina sobre educação financeira foi uma experiência extremamente positiva. Fiquei impressionado com o interesse e o engajamento dos alunos, tanto na organização como na participação”, comentou o voluntário.

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Grupo do Desafio Bovespa trocando ideias com William depois da aula

William apresentou alguns conceitos fundamentais, mas foram os estudantes que guiaram a conversa contando situações em que tiveram que lidar com questões financeiras. Os casos foram desde o alto gasto com produtos cosméticos, até um jovem que começou a trabalhar, traçou suas prioridades e já tem uma condição financeira estável com apenas 18 anos. “Há 2 anos minha mãe foi morar no interior e eu tive que me virar. Eu lembro que ela dizia: ‘pensa bem no que você vai comer hoje, porque amanhã você vai querer e não vai ter’”, ele contou.

Os grupos inscritos no Desafio mudam de um ano para o outro, mas os alunos continuam trabalhando em equipe, portanto, alguns já tinham uma boa noção de finanças. Rodrigo Julho, 17 anos, por exemplo, começou a investir no mercado e depois fez a inscrição da escola pela primeira vez, em 2014. “Queria que cada um da escola conhecesse também um pouco desse mundo. O Brasil também é um pouco reduzido nessa área de investimento”, diz animado. “Cada ano que passa, a gente fica mais experiente. E o legal é que não são só os novatos que aprendem com a gente, a gente também aprende com eles”, arremata.

Conversar com um profissional, no entanto, foi uma experiência nova para todos. “Nunca tinha tido uma conversa com um profissional que trabalhou na área, foi uma experiência fascinante. Sou apaixona por educação financeira e saber mais fez minha paixão aumentar”, conta Gabrielly Pinheiro Guedes, 16 anos, autora do pedido ao Quero na Escola. Esta é segunda vez que ela é atendida. Um pedido da adolescente já havia resultado em uma oficina de Escrita Criativa para várias turmas da escola.

Depois da conversa, William se colocou à disposição do grupo para tirar qualquer dúvida. “Um tema que pode parecer distante, ao despertar atenção, mostra que é possível contribuir com conteúdos e atividades que não estão no dia a dia da escola, porém, são necessários e podem modificar a realidade”, comentou.

E Rodrigo, que apontou estar em dúvida entre as faculdades de Engenharia e Medicina já se animou para mais um pedido: “o Outubro Rosa tá chegando, seria legal chamar um oncologista para falar sobre o câncer de mama!”.  

Estudantes de qualquer escola pública podem se cadastrar no Quero na Escola e dizer o que gostariam de aprender além do currículo da escola.

Veja tudo que já ocorreu aqui em Notícias do Quero na Escola.

 

 

 

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