Entenda como funciona o Apoio Emocional

O projeto Apoio Emocional foi criado como forma de reconhecer que os professores estão especialmente afetados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19): eles se sentem responsáveis por seus estudantes e limitados em sua atuação. O Quero na Escola e a Fundação SM conectam profissionais de saúde emocional para ajudar professores inscritos. Entenda:

Como funciona o projeto Apoio Emocional?
No site do Apoio Emocional (queronaescola.com.br/apoioemocional) os professores interessados clicam em “quero ajuda” e preenchem um formulário indicando que tipo de ajuda querem. No mesmo site, os profissionais da saúde emocional clicam em “posso ajudar” e respondem sobre a disponibilidade. A equipe do Quero na Escola fará as conexões.

Quais professores podem se inscrever?
Professores de todo o Brasil de escolas públicas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio), incluindo os que estiverem em cargos de gestão da escola.

É totalmente gratuito?
Sim

Quais profissionais de saúde emocional podem se inscrever para ajudar?
A maior demanda é por psicólogos e psicoterapeutas voluntários. Outros profissionais que trabalham com emoções (como arteducadores, por exemplo) ou pessoas que querem ajudar de outra forma podem se inscrever em “quero ajudar de outra forma”. Se houver demandas específicas, vamos fazer a conexão.

Os profissionais atuarão como voluntários?
Sim, o Quero na Escola trabalha com voluntários. Nesta ação específica, buscamos especialistas que se sensibilizam com a carga emocional que os professores estão carregando durante a pandemia.

Como vai ser a atuação do Quero na Escola?
A equipe do Quero na Escola vai conferir as inscrições tanto de professores quanto de profissionais da saúde emocional, entrando em contato com cada um. A partir das opções e observações do formulário, vamos conectar professores e voluntários inscritos. Muitas vezes, vamos precisar fazer perguntas adicionais para que a conexão seja pertinente.

Os encontros serão online? Em qual plataforma?
Sim, os encontros serão online em plataformas já utilizadas pelos usuários, como WhatsApp, Google Meet, Zoom ou qualquer outra que seja preferência de professores e voluntários.

Quantos encontros vão ocorrer?
A equipe do Quero na Escola vai agendar o primeiro encontro entre professor e profissional voluntário, já levando em conta que em alguns casos serão vários encontros e, em outros, apenas um. Depois desta primeira conversa, voluntário e educador poderão combinar os próximos encontros.

Em que horário serão os encontros?
Os horários serão agendados a partir das possibilidades dos dois lados. Quem quiser pode colocar períodos de preferência no campo “observações” do formulário, mas sempre entraremos em contato para fazer ajustes.

Todos os inscritos serão atendidos?
Não sabemos. É possível que não, se houver um número de solicitações maior do que o total de tempo disponível dos voluntários. Faremos as conexões pela ordem de chegada das inscrições. Por isso, se você conhece profissionais ou grupos dispostos a ajudar, faça o convite. Sensibilizar a sociedade para reconhecer o papel dos professores nesta pandemia é um dos objetivos do Apoio Emocional.

Alguém do Quero na Escola vai acompanhar o encontro?
Geralmente, não. A pessoa que está recebendo ajuda emocional muito possivelmente vai falar de assuntos sensíveis e será ouvida apenas pelo profissional da área que a ajudará a lidar com as emoções. Nos casos em que a atividade for para o professor com seus alunos ou para um grupo de professores, eventualmente alguém do Quero na Escola pode acompanhar para registros se todos estiverem à vontade.

Profissionais ajudarão professores com angústias da pandemia

Sentindo-se responsáveis por crianças e adolescentes e sem conseguir alcançar a todos à distância, os professores precisam de ajuda para lidar e ensinar a lidar com emoções. O Quero na Escola e a Fundação SM lançam hoje o Apoio Emocional: projeto que conectará psicólogos e outros profissionais a educadores que queiram ajuda para si ou seus estudantes.

A fragilidade emocional é apontada como a principal demanda na educação neste momento. Para evitar o contágio por coronavírus milhões de educadores e dezenas de milhões de estudantes tiveram de deixar sua rotina e muitos sofrem com ansiedade, depressão e angústias da distância.

Pelo site do Apoio Emocional educadores se inscrevem para pedir uma escuta pontual ou semanal, uma roda online com os alunos, uma aula sobre como abordar o tema ou o que acharem que precisam.

Psicólogos, psicoterapeutas e outros profissionais que lidam com saúde emocional e queiram contribuir podem se inscrever aqui.

Se no primeiro momento, todos olharam para a saúde, pensando em hospitais e no distanciamento social, agora é o momento de lidar com os traumas em consequência da Covid-19 para a educação.

Campanha conecta quem tem livro parado a estudante que precisa ler

Junto com as escolas, também estão fechadas as bibliotecas, as salas de leitura e os livros. Muitos estudantes de escolas públicas precisam de determinada obra para estudar, inclusive para o vestibular, ou mesmo para se distrair durante a pandemia.

A partir de hoje, se você é estudante e precisa de um livro que não tem, pode pedir aqui. Na outra ponta, se você tem parado em casa um livro que um aluno precisa ou mesmo quer comprar e enviar para um estudante direto da loja, pode escolher um para doar aqui.

Sabemos que há obras que estão disponíveis gratuitamente online, principalmente as de domínio público.  Vamos inclusive compartilhá-las com os estudantes. Ocorre que nem sempre são os livros que os estudantes precisam, inclusive livros obrigatórios em grandes vestibulares. Além disso, achamos que o livro presenteado nas mãos do estudante atende a mais objetivos do que apenas o conteúdo: mostra empatia com os jovens que estão sem escola para evitar a propagação do vírus.

Quer um livro? 
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