Muito além de giz e lousa

No Quero na Escola Especial Professor 2019, nossa parceria com a Fundação SM, os educadores mostraram que têm interesses e necessidades que vão muito além de lousa e giz. Além dos diversos assuntos já mostrados aqui relacionados a artes, saúde e outros aprendizados, houve pedidos sobre comunicação, metodologias ativas, tecnologias, fotografia, jogos, edição de vídeo, jornal  escolar, robótica e até por “ficção científica e o espaço sideral”.

Entre estes, o tema campeão foi fotografia, que teve três atividades realizadas em duas escolas diferentes. Os professores da Centro de Educação Infantil Paulo Cesar Fontelles de Lima, de São Paulo (SP), queriam melhorar seus registros em imagens e receberam duas visitas da jornalista Cristiane Ribeiro Machado. No primeiro dia, a voluntária apresentou conteúdos teóricos sobre luz, composição e enquadramento. No segundo, aproveitou fotos tiradas pelos docentes para discutir as possibilidades de aperfeiçoamento de cada imagem.

A escola Chico Falconi, de São Paulo (SP), recebeu dois voluntários para fazer ações de fotografia. Luiza Matravolgvi Damião, formada em audiovisual, fez uma ação para os docentes. “Foi ótimo! Vários professores participaram, eles estavam super interessados e participativos. Alguns levaram suas próprias câmeras para a gente trabalhar o uso dos equipamentos que têm”, comentou.

Mauricio Virgulino Silva, fotógrafo, arte-educador e educomunicador, fez uma atividade voltada aos estudantes. Primeiro ele apresentou conceitos sobre luz e fotografia e, depois, levou os alunos ao pátio para um exercício prático. A escola possui dois projetos voltados a fotografia, Papo Reto e Quebrada Maps. Maurício se informou sobre ambos antes de ir para a escola, para alinhar os seus conhecimentos com as necessidades e interesses dos estudantes.  

O Especial Professor contou ainda com a participação da voluntária Helena Málaga, formada em Rádio e TV, que foi dois dias até a escola Pedro Nava, em São Paulo (SP),  para falar sobre a história do audiovisual e cortes de cena. Ela promoveu exercícios práticos, colocando os alunos para filmarem a área externa da escola com o celular. “Fizemos uma prática de observação do local de onde eles estavam, visando a apropriação do espaço da escola”, disse. 

Também de São Paulo (SP), a diretora Katia Cavalcante de Moura Vicente, da escola estadual Eugenio Zerbini, pediu para aprender mais sobre o uso das tecnologias na educação. A voluntária Marcia Padilha, mestre em História Social e autora do projeto Criamundi, falou sobre a importância do professor ser também autor de conteúdos e aproveitou o que os docentes já sabiam sobre aplicativos para ampliar o entendimento deles a respeito das tecnologias. “Percebi que as coisas fizeram sentido para eles, por isso acho que tivemos uma troca muito boa. Gostei da abertura da escola, de ver os professores buscando uma formação”, afirmou. 

 

A cidade de Guarulhos, que sempre está presente no Quero na Escola, também recebeu formações destas temáticas. A especialista em gamificação e professora universitária Pá Falcão atendeu ao pedido da professora Taysa Soares Bensone, da escola estadual Zilda Graça Martins de Oliveira. Pá Falcão fez uma formação para professores sobre Metodologia Indutiva e Jogos em Sala de Aula. “Um dos professores da escola já está trabalhando com jogos e ficou bem interessado. Para outros educadores, talvez tenha sido a primeira vez que viram essa abordagem, mas acho que a atividade plantou uma semente  – e isso que é o legal”, contou. 

Na escola estudual Ary Jorge Zeitune, a pedido da professora Rosimeire Ramos Alvares, o voluntário Flávio da Costa Gonçalves promoveu um oficina sobre metodologias ativas. “Foi tudo excelente: a participação dos alunos, a didática, a expectativa”, disse Rosimeire. 

Mogi das Cruzes teve atividade de robótica. João Carlos e Diego Vergaças, dois voluntários que já participaram do projeto anteriormente, apresentaram um conteúdo básico sobre assunto e propuseram um desafio prático aos professores e alunos de Educação de Jovens e Adultos: construir um robô que fizesse um desenho sozinho. A missão foi cumprida e, no final do encontro, houve um debate sobre a importância do trabalho colaborativo. 

No interior de São Paulo, o Quero na Escola promoveu uma ação sobre a relação entre o espaço sideral e a ficção científica. O pedido tinha sido feito no Especial Professor de 2018, mas na época não apareceu nenhum voluntário. Este ano, o professor Flávio Dias da Silva, da escola estadual Padre Alberto Vellone, de Conchal, refez o pedido e foi atendido por Kauê Gonçalves Grecco, entusiasta do tanto de Física quanto de ficção científica. “O mais importante foi a sensação de complemento. Eu tinha trabalhado isso em sala de aula e a visita valorizou e ampliou. Ele tinha mais conhecimentos e motivou muito os alunos com as demonstrações”, comentou o professor.

Em Valinhos, a jornalista e editora-chefe do G1, Lana Torres Silva, foi à escola municipal governador Franco Montoro ajudar a criar um jornal digital escolar. Ela atendeu ao chamado da professora Elisa Santos, que elogiou não apenas a ação, mas também o projeto Quero na Escola Especial Professor como um todo. “A iniciativa é maravilhosa e precisamos muito dela. Acredito que o projeto vem para colaborar com a nossa prática pedagógica”, disse a educadora.  

O Especial Professor, a parceria entre o Quero na Escola e a Fundação SM, este ano em sua quarta edição, teve um total de 70 ações em 42 escolas de 6 estados do país.

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